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18/09/2016

Salsicha Party (Sausage Party - 2016)



            Hoje em dia no cinema tudo está vivo e tem sentimentos. Os brinquedos estão vivos (“Toy Story”) - até os sentimentos estão vivos (“Inside Out”)! Por que é que não podemos ter comida viva? Qual é a “pequena” diferença? Não é muito aconselhável levar crianças a ver esta animação, aliás, pode chegar a ser irresponsável fazê-lo. O facto de ser uma animação pode não ser indicado para o público infantil pois, primeiro, não vão entender praticamente nada e depois também não é dobrado, o que pode afastar muitos deles.
            Dentro de um supermercado, a comida pensa que, ao ser escolhida pelas pessoas, estão a ser levadas para um grande paraíso mas, quando descobrem a verdade, a revolta vai começar.
            Vindo de Seth Rogen, James Franco e companhia já se pode estar com uma noção do que o filme se trata. Só que conseguiram superar todas as expetativas, ao se tornarem extremamente repetitivos passados 20 minutos de filme, podiam ter sido um pouco mais controlados, à semelhança dos seus filmes em imagem real. É que ver comida a dizer ordinarices, sejam elas mais descaradas ou mais dissimuladas é engraçado mas, se todo o filme for praticamente isso, o impacto rapidamente se esmorece. Não que não tenham momentos inspirados, com momentos genuinamente engraçados e algumas piadas racistas bem conseguidas mas que se perdem no meio de tanta asneira.
            Este podia ter sido o filme que trazia às salas de cinema mais animações para os mais velhos. Não que ainda não possa acontecer, já que em termos financeiros o filme foi um grande sucesso. Tanto que o estilo de animação também estava bem conseguido, não como a Pixar ou Disney mas mesmo assim agradável à vista. Por isso, em futuros filmes eles que melhorem um bocado o argumento.
            Uma animação que alimentava expectativa mas que não conseguiu cumprir.


04/10/2015

Perdido em Marte (The Martian - 2015)



                Aparentemente estamos numa onda de regressos. M.Night Shyamalan está num bom caminho com “A Visita”; tudo leva a crer que Johnny Depp vai fazer um grande desempenho em “Black Mass – Jogo Sujo”. Agora é Ridley Scott que, depois do desapontante “O Conselheiro” e “Exodus – Deuses e Reis”, nos trouxe um grande filme.
                Durante uma missão em Marte, o astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás quando a restante da tripulação se dirige em relação à Terra. Só que Watney está vivo e tem de sobreviver até que seja possível salvá-lo.
                 Pode dar a entender que estamos perante o “Interstellar” deste ano, tanto Matt Damon como Jessica Chastain também apareceram no filme espacial de Christopher Nolan mas, exceto isso, não podíamos estar perante dois filmes mais diferentes. A parte mais “depressiva” do filme de Nolan é, aqui, substituído por humor. Seria expectável que era muito fácil o isolamento de Watney se transformar num drama mas felizmente isso não se passa. Existem na mesma momentos dramáticos e emotivos, mas Watney tenta fazer de tudo para manter a moral elevada e ir resolvendo os problemas que lhe vão aparecendo.
A meu ver, Matt Damon consegue aqui uma incrível interpretação. É verdade que tenta ficar bem-humorado mas vemos que a solidão e os constantes contratempos que lhe vão aparecendo vão tendo influência nele, criando cenas em que ele se mostra desesperado e sem saber se vai conseguir sobreviver a este titânico desafio. Só que Damon tem um grande elenco com que partilhar espaço. Em “Perdido em Marte”, também vemos o lado dos que o tentam resgatar, nomeadamente a NASA e os seus companheiros. Destacam-se nomes como a já referida Jessica Chastain mas também Jeff Daniels, Michael Peña, Kristen Wiig, Sean Bean, Kate Mara, Chiwetel Ejiofor, entre outros, que tiveram grandes desempenhos e só fizeram bem ao filme.
Isto não podia ser um trabalho de Ridley Scott se não tivéssemos grandes visuais e efeitos. Marte está incrível, criando uma avassaladora sensação de solidão e de imensidão. Adicionalmente, tanto os fatos espaciais como os equipamentos que o protagonista usa no planeta vermelho estão com muito bom aspeto. As cenas espaciais não foram esquecidas tendo sido muito bem orquestradas, estando dentro das melhores do género.
Por fim, falta referir a inconvencional banda-sonora de música disco que consegue ser surpreendentemente bem aplicada.
“Perdido em Marte” é o grande regresso de Ridley Scott, que nos traz um dos grandes filmes do ano.


25/09/2013

A Minha Vida dava um Filme (Girl Most Likely - 2013)



            Não. A vida da protagonista não dá um filme. Pronto, até dá, mas agora se esse é um bom filme e interessante já é outra história. Temos um trailer promissor, mas isso não quer dizer nada, por isso vamos lá ver como é que esta “comédia” correu. 
            Antes de começar a falar sobre o filme em si: isto não é bem uma comédia, tem o seu número de situações com mais piada, mas na sua grande maioria estamos perante um drama. Também o filme só podia ir por dois caminhos, ou aproveitava para fazer comédia com a família maluca da protagonista, ou então algo mais dramático (que foi o que calhou).
           Não pensem que por dizer isto que “A Minha Vida dava um Filme” é um mau filme, é até um filme bonzinho, apenas fiquei chateado por pensar que ia ver uma coisa que acabou por ser outra.
           Em termos de personagens também somos bem servidos, com Kristen Wiig no papel principal consegue um desempenho geralmente positivo. Temos também um elenco secundário competente, embora se note algum desperdício do potencial das personagens.
          É um filme que se vê bem, mas provavelmente não vai ficar muito tempo na memória.