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18/09/2016

Salsicha Party (Sausage Party - 2016)



            Hoje em dia no cinema tudo está vivo e tem sentimentos. Os brinquedos estão vivos (“Toy Story”) - até os sentimentos estão vivos (“Inside Out”)! Por que é que não podemos ter comida viva? Qual é a “pequena” diferença? Não é muito aconselhável levar crianças a ver esta animação, aliás, pode chegar a ser irresponsável fazê-lo. O facto de ser uma animação pode não ser indicado para o público infantil pois, primeiro, não vão entender praticamente nada e depois também não é dobrado, o que pode afastar muitos deles.
            Dentro de um supermercado, a comida pensa que, ao ser escolhida pelas pessoas, estão a ser levadas para um grande paraíso mas, quando descobrem a verdade, a revolta vai começar.
            Vindo de Seth Rogen, James Franco e companhia já se pode estar com uma noção do que o filme se trata. Só que conseguiram superar todas as expetativas, ao se tornarem extremamente repetitivos passados 20 minutos de filme, podiam ter sido um pouco mais controlados, à semelhança dos seus filmes em imagem real. É que ver comida a dizer ordinarices, sejam elas mais descaradas ou mais dissimuladas é engraçado mas, se todo o filme for praticamente isso, o impacto rapidamente se esmorece. Não que não tenham momentos inspirados, com momentos genuinamente engraçados e algumas piadas racistas bem conseguidas mas que se perdem no meio de tanta asneira.
            Este podia ter sido o filme que trazia às salas de cinema mais animações para os mais velhos. Não que ainda não possa acontecer, já que em termos financeiros o filme foi um grande sucesso. Tanto que o estilo de animação também estava bem conseguido, não como a Pixar ou Disney mas mesmo assim agradável à vista. Por isso, em futuros filmes eles que melhorem um bocado o argumento.
            Uma animação que alimentava expectativa mas que não conseguiu cumprir.


11/07/2014

Agentes Universitários (22 Jump Street - 2014)



                Uma sequela é sempre uma tarefa difícil, mas ainda mais difícil é se o primeiro filme foi algo decente, como é o caso. Geralmente, quando se fala de sequelas de comédias apenas temos mais do mesmo, o que em certa medida também aqui temos, mas o filme sabe isso e goza com a situação, e também temos algumas cenas que só foram possíveis com o dinheiro extra. 
                A aventura é a mesma. Schmidt e Jenko têm de voltar a encontrar uma rede de droga, só que desta vez vai ser na universidade. 
                O filme consegue controlar um pouco a situação de ser mais do mesmo, dá uma justificação que agora quando uma coisa corre bem, é só preciso fazer igual para que volte a correr bem. E desta vez foram bem-sucedidos, mas espero que todas aquelas “sequelas” que apareceram no final não se venham a concretizar. 
                Os dois protagonistas Channing Tatum e Jonah Hill voltam a provar que são um duo extremamente cómico.  É verdade que os problemas pelo qual eles passam é muito parecido com o do primeiro filme, mas isso consegue ser perdoado pela maior presença de Ice Cube, que está presente em algumas das melhores cenas do filme. 
                O filme é engraçado. Mesmo muito engraçado. E só vai melhorando à medida que o tempo passa. Algumas piadas são recicladas, mas muitas são novas e valem a pena. E as cenas de ação têm uma escala maior (as maravilhas que o dinheiro extra faz). O duo de realizadores Phil Lord e Christopher Miller conseguem de novo fazer um grande trabalho. 
                Uma grande sequela, que consegue ser superior ao primeiro e é muito engraçada.


09/01/2014

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street - 2014)





                O realizador Martin Scorsese, que trouxe, agora, ao grande ecrã, a história do corretor da bolsa Jordan Belfort e da sua degenerada vida, já está envolto em polémica. As críticas baseiam-se no facto de o filme celebrar alguém com uma atitude moral tão duvidosa mas isso não o impediu de ganhar duas nomeações para os Globos de Ouro. 
                Resumidamente, temos contada a vida de Jordan Belfort, que passou da pobreza para uma vida de excessos graças às suas artimanhas como corretor na bolsa de Wall Street. É um filme que não é adequado para os que ficam facilmente incomodados. Temos os protagonistas a consumir grandes doses de drogas e a utilizarem prostitutas. 
                O modo como a história nos é dita também está muito interessante. Leonardo DiCaprio passa muito tempo a falar diretamente para o espetador, o que implica uma maior envolvência com quem o está a ver. 
                E, já que se está a falar do ator, DiCaprio volta aqui a mostrar o motivo pelo qual é um dos melhores atores que existe. A sua prestação como Belfron está impecável e merece, sem dúvida, alguma atenção por parte de quem está a dar prémios. O restante elenco, que conta com nomes como Jonah Hill, Matthew McConaughey, Rob Reiner e Jon Favreau também faz um bom trabalho para tornar “O Lobo de Wall Street” numa grande película. 
                Talvez o maior problema do filme seja a sua duração. São três horas em que temos de estar sentado a vê-lo mas, felizmente, consegue-se ficar entretido durante todo o tempo. 
                O filme é hilariante, com algumas cenas a parecer que nós é que tomamos as drogas. Além disso, conseguir manter este nível de interesse durante todo o filme é uma grande proeza que merece reconhecimento. O que é ainda mais incrível é que, muito daquilo que se vê, aconteceu na realidade. 
                Scorsese entrega-nos um grande filme, com uma grande prestação de DiCaprio.