Parece que temos mais versão de uma das personagens mais conhecidas da DC Comics. Vai afastar-se da versão criada por Zack Snyder e criar a sua própria continuidade. Desta vez, o responsável por esta versão foi Matt Reeves, que nos trouxe os últimos dois “Planeta dos Macacos”, e Robert Pattinson, o protagonista desta vez.
Quando um assassino em série chamado Riddler começa a matar políticos influentes na cidade de Gotham, Batman vê-se obrigado a mergulhar na rede de corrupção que envolve toda a cidade, que chega mesmo a relacionar a família Wayne.
A sério, isto agora é uma competição para ver quem consegue trazer o filme mais escuro desta personagem? Não tiveram dinheiro para ligar as luzes? É que o filme é incrivelmente escuro. Eu entendo a escolha estilística para o fazer. Reeves quis criar um ambiente de um filme noir, onde o principal é a vertente detetive da personagem, que habita numa cidade cheia de corrupção e desgraças e onde está sempre a chover. Mas, por favor, paguem a conta da luz para se conseguir distinguir a incrível fotografia que o cinematógrafo Greig Fraser nos quer mostrar.
Este filme segue também a nobre tradição de críticas em relação à escolha de ator para o papel principal, tendo sido assim desde Michael Keaton até agora com Robert Pattinson. Porque as pessoas ficaram com a ideia que o ator não evoluiu desde “Twilight” e claramente não viram mais nenhum filme dele, porque senão todas as dúvidas que não é um grande ator já teriam sido dissipadas. Mas, mesmo assim, será que consegue trazer esta icónica personagem ao grande ecrã? Sim, porque ele está muito bem enquadrado no desenvolvimento da personagem, já que este é um Batman que ainda está no início da sua jornada como vigilante. E, embora quando mascarado, o ator faz um trabalho muito convincente, já como Bruce Wayne acho que a coisa podia ter corrido melhor, é verdade que ele quase não aparece (o que para mim também é uma falha), mas quando está parece um miúdo rico que está a passar pela fase gótica.
O restante elenco é impecável. Paul Dano traz-nos uma versão bastante diferente do Riddler de Jim Carrey, que é muito mais apropriada a este tipo de filme, e que mostra o quão implacável este vilão pode ser. Também temos um Colin Farrell praticamente irreconhecível como o Pinguim, que tem um bom desempenho mas que dá a sensação que vai ser mais utilizado em futuros filmes/séries. Também temos uma nova Catwoman, interpretada por Zoë Kravitz, com uma interpretação mais séria da personagem e que para mim fica no meio entre as versões de Michelle Pfeiffer e a de Anne Hathaway. Andy Serkis a fazer de Alfred também foi uma escolha de casting inspirada.
Em tantas versões desta personagem que já apareceram no grande ecrã, é incrível que só tenhamos uma aventura que se foque mais na sua vertente como detetive. Porque Reeves conseguiu entregar aqui um grande filme, nem que seja no sentido literal da palavra, já que desta vez a duração é de praticamente 3 horas, o que para mim também já começa a entrar no campo do exagero. Mas, o melhor do filme, é conseguir criar todo um ambiente que nos envolve e que tem uma fotografia impressionante.
Não é o melhor filme do cavaleiro das trevas que já vi mas é um grande início, que me deixa muito esperançoso para as futuras sequelas.
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14/06/2022
The Batman (2022)
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11/10/2021
O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad - 2021)
Dizer que o primeiro “Esquadrão Suicida” teve a sua dose de críticas é dizer pouco; o filme de 2016 de David Ayer foi críticado por todos pela sua edição, pelo modo como usou a música e como utilizou certas personagens, principalmente o Joker. Mesmo com isso tudo a apontar, gostei do filme e, de facto, fez uma data de dinheiro. Quando James Gunn foi para a DC Comics e lhe deram a escolher o filme para fazer, ele escolheu fazer esta sequela. Por isso deve ter algumas boas ideias, certo?
A Task Force X tem de se juntar outra vez numa nova missão, desta vez têm de ir à ilha de Corto Maltese para desmantelar o governo. A história é bastante simples, basicamente é uma missão de destabilizar a política de um país sul-americano (embora eles não o digam exatamente por estas palavras). Pelo meio são acrescentadas algumas sub-missões, que depois nos levam ao grande final com Starro.
De uma maneira bastante simplista, isto é um “Guardiões da Galáxia” sem as restrições do universo da Marvel, tanto em termos de continuação de história, como em termos de violência. Porque, preparem-se, violência não falta a este filme, desde cabeças cortadas a corpos totalmente destroçados. E não têm de estar preocupados em ver o filme anterior já que, embora este seja uma sequela, serve quase como um reboot, já que não aproveita quase nada do que veio atrás.
O novo gangue é constituído por Bloodsport e Peacemaker - que. em termos de poderes, são basicamente iguais -, Ratcatcher 2 - que consegue controlar ratos -, Polka-Dot Man e King Shark. E até é um bom grupo para ir numa missão de destruição. Tem uma química razoável, boas tiradas cómicas e conseguem destruir tudo por onde passam. A ação está bem conseguida, mostrando uma boa utilização dos poderes e, desta vez, com efeitos bastante destrutivos. O tipo de violência é de um estilo bastante semelhante ao do seu tempo na Troma.
O filme culmina com Starro, esse vilão que tinha tudo para ser a coisa pirosa e ridícula do filme, mas não é isso que acontece. Acaba por ser uma ameaça credível, tem muito bom aspeto e, no final, até ficamos com pena do que lhe aconteceu.
Idris Elba faz um grande papel, como sempre aliás. John Cena interpreta muito bem uma versão de um Capitão América extremista, David Dastmalchian dá dimensão a uma personagem que praticamente 99,9% das pessoas nunca ouviram falar e a portuguesa Daniela Melchior é o coração de todo o grupo e é quem nos faz interessar por eles. Margot Robbie volta a vestir a pele de Harley Quinn de forma impecável e Joel Kinnaman já aparece mais confortável como Rick Flag.
“O Esquadrão Suicida” é um caos completo, cheio de comédia e violência. A direção de James Gunn distanciou-o completamente do filme anterior para algo com uma identidade própria e sem dúvida muito mais interessante.
A Task Force X tem de se juntar outra vez numa nova missão, desta vez têm de ir à ilha de Corto Maltese para desmantelar o governo. A história é bastante simples, basicamente é uma missão de destabilizar a política de um país sul-americano (embora eles não o digam exatamente por estas palavras). Pelo meio são acrescentadas algumas sub-missões, que depois nos levam ao grande final com Starro.
De uma maneira bastante simplista, isto é um “Guardiões da Galáxia” sem as restrições do universo da Marvel, tanto em termos de continuação de história, como em termos de violência. Porque, preparem-se, violência não falta a este filme, desde cabeças cortadas a corpos totalmente destroçados. E não têm de estar preocupados em ver o filme anterior já que, embora este seja uma sequela, serve quase como um reboot, já que não aproveita quase nada do que veio atrás.
O novo gangue é constituído por Bloodsport e Peacemaker - que. em termos de poderes, são basicamente iguais -, Ratcatcher 2 - que consegue controlar ratos -, Polka-Dot Man e King Shark. E até é um bom grupo para ir numa missão de destruição. Tem uma química razoável, boas tiradas cómicas e conseguem destruir tudo por onde passam. A ação está bem conseguida, mostrando uma boa utilização dos poderes e, desta vez, com efeitos bastante destrutivos. O tipo de violência é de um estilo bastante semelhante ao do seu tempo na Troma.
O filme culmina com Starro, esse vilão que tinha tudo para ser a coisa pirosa e ridícula do filme, mas não é isso que acontece. Acaba por ser uma ameaça credível, tem muito bom aspeto e, no final, até ficamos com pena do que lhe aconteceu.
Idris Elba faz um grande papel, como sempre aliás. John Cena interpreta muito bem uma versão de um Capitão América extremista, David Dastmalchian dá dimensão a uma personagem que praticamente 99,9% das pessoas nunca ouviram falar e a portuguesa Daniela Melchior é o coração de todo o grupo e é quem nos faz interessar por eles. Margot Robbie volta a vestir a pele de Harley Quinn de forma impecável e Joel Kinnaman já aparece mais confortável como Rick Flag.
“O Esquadrão Suicida” é um caos completo, cheio de comédia e violência. A direção de James Gunn distanciou-o completamente do filme anterior para algo com uma identidade própria e sem dúvida muito mais interessante.
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22/03/2021
Liga da Justiça de Zack Snyder (Zack Snyder's Justice League - 2021)
Mas então, este filme não saiu em 2017? Sim e não. Saiu, mas não era o filme que Zack Snyder (o seu realizador original) tinha filmado e idealizado. Em vez disso, estreou nos cinemas uma versão feita por Joss Whedon, depois de Snyder ter sido afastado. Bem, não vou falar de toda a odisseia para que tivéssemos direito a esta versão, contudo, agora diretamente para a HBO, temos direito a tudo aquilo que era para estar na versão original.
Em termos gerais, a história não mudou. O Super-Homem está morto e Batman e Mulher Maravilha juntam uma equipa de super-heróis depois de Steppenwolf ter aparecido para conquistar o planeta.
Existem três pontos que facilmente distinguem as duas versões. Logo o primeiro é a maneira como vemos o filme, num racio de 4:3, que faz com que tenhamos aquelas barras pretas laterais na TV. Além disso, o estilo de Snyder é bem diferente do de Whedon, algo mais sombrio e cinzento, dentro do estilo de “Homem de Aço” e “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça”. E, por fim, é óbvio que, num filme de quatro horas, temos direito a muito mais história que na outra versão. Mas atenção, não significa que maior duração implique que o filme vá ser melhor. Mesmo assim, há várias cenas que podiam ser cortadas ou ser mais curtas.
Os principais beneficiários deste tempo extra foram Flash e Cyborg, que tiveram direito a uma exploração muito melhor. Principalmente este último que, enquanto no filme de 2017, parece um bocado caído do céu, aqui é quase o protagonista do filme. Temos a sua origem, a sua relação com os seus pais e é aquele que tem um arco narrativo com um príncipio, meio e fim. E não se entende porque é que foi quase tudo completamente cortado. Finalmente, Ray Fisher consegue mostrar a grande interpretação que teve neste papel.
Basicamente, todas as personagens tiveram mais espaço para respirar e se desenvolverem. E Flash tem uma cena incrível no confronto final.
Até Steppenwolf teve mais tempo de ecrã e uma maior caracterização, chegando a envolver mesmo Darkseid (mesmo que de maneira reduzida): já não é alguém que chega para destruir simplesmente pelo desejo de destruir mas sim alguém que tenta ganhar a sua redenção.
Muitas cenas são repetidas do filme de 2017 pois apenas duram um pouco mais e são enquadradas de maneira diferente. E toda aquela cena do pesadelo no epílogo não está lá a fazer nada, e está apenas para mostrar o Joker a interagir com Batman.
Sem dúvida que esta versão de Zack Snyder é bem superior àquilo que foi apresentado antes. Só que também é preciso ter em consideração que teve liberdades diferentes por ser lançado em streaming que muito provavelmente não teria se fosse para as salas de cinema.
Em termos gerais, a história não mudou. O Super-Homem está morto e Batman e Mulher Maravilha juntam uma equipa de super-heróis depois de Steppenwolf ter aparecido para conquistar o planeta.
Existem três pontos que facilmente distinguem as duas versões. Logo o primeiro é a maneira como vemos o filme, num racio de 4:3, que faz com que tenhamos aquelas barras pretas laterais na TV. Além disso, o estilo de Snyder é bem diferente do de Whedon, algo mais sombrio e cinzento, dentro do estilo de “Homem de Aço” e “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça”. E, por fim, é óbvio que, num filme de quatro horas, temos direito a muito mais história que na outra versão. Mas atenção, não significa que maior duração implique que o filme vá ser melhor. Mesmo assim, há várias cenas que podiam ser cortadas ou ser mais curtas.
Os principais beneficiários deste tempo extra foram Flash e Cyborg, que tiveram direito a uma exploração muito melhor. Principalmente este último que, enquanto no filme de 2017, parece um bocado caído do céu, aqui é quase o protagonista do filme. Temos a sua origem, a sua relação com os seus pais e é aquele que tem um arco narrativo com um príncipio, meio e fim. E não se entende porque é que foi quase tudo completamente cortado. Finalmente, Ray Fisher consegue mostrar a grande interpretação que teve neste papel.
Basicamente, todas as personagens tiveram mais espaço para respirar e se desenvolverem. E Flash tem uma cena incrível no confronto final.
Até Steppenwolf teve mais tempo de ecrã e uma maior caracterização, chegando a envolver mesmo Darkseid (mesmo que de maneira reduzida): já não é alguém que chega para destruir simplesmente pelo desejo de destruir mas sim alguém que tenta ganhar a sua redenção.
Muitas cenas são repetidas do filme de 2017 pois apenas duram um pouco mais e são enquadradas de maneira diferente. E toda aquela cena do pesadelo no epílogo não está lá a fazer nada, e está apenas para mostrar o Joker a interagir com Batman.
Sem dúvida que esta versão de Zack Snyder é bem superior àquilo que foi apresentado antes. Só que também é preciso ter em consideração que teve liberdades diferentes por ser lançado em streaming que muito provavelmente não teria se fosse para as salas de cinema.
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21/12/2020
Mulher-Maravilha 1984 (Wonder Woman 1984 - 2020)
Devido ao ano que temos tido, a grande parte das maiores estreias foram adiadas para o próximo ano. Claro que os filmes de super-heróis não foram exceção. E se, para algumas pessoas, este atraso foi algo indiferente, eu não poderei dizer o mesmo. Sempre gostei de ver no grande ecrã, por isso ir ver “Mulher-Maravilha 1984” neste final de ano, revelou-se uma boa forma de terminar um ano cheio de desilusões.
Em pleno 1984, Diana Prince vê-se a enfrentar duas novas e muito diferentes ameaças, Max Lord e The Cheetah.
O facto da ação passar-se em 1984 pouco relevo tem para o desenrolar do filme. Podia ser algo mais recente que, praticamente, não seriam necessárias nenhumas alterações à história. E, na primeira metade do filme, parece que a época temporal foi a única justificação para dizer umas falas bem foleiras.
Se, no primeiro filme, os vilões não eram assim grande coisa, aqui tiveram um grande upgrade. Maxwell Lord - interpretado por Pedro Pascal - parece inicialmente não ser uma grande ameaça mas a sua busca em querer sempre mais e mais revela-se um desafio a ter em conta. Posso dizer que o ator consegue aqui, também, uma grande interpretação. Embora, inicialmente, eu tivesse algumas dúvidas quanto a Kristen Wiig interpretar Barbara Minerva, não há muito a contestar com o resultado final: a atriz consegue fazer uma boa transição entre a inicial, tímida e desastrada, com a final que devasta tudo o que lhe passa à frente. Só na batalha final é que os efeitos especiais não foram propriamente muito convincentes, tanto que nem nos deixam ver exatamente como a personagem está.
Embora a história seja interessante, é prejudicada pela excessiva duração do filme. Commais uns bons cortes, toda a ação tinha-se desenvolvido muito melhor, principalmente a cena inicial que não tem uma grande importância e é onde estão uns dos piores efeitos do filme. Aliás, o filme é muito irregular na qualidade dos efeitos. Tanto podem ser muito bem feitos como, a seguir, serem uma desgraça.
Gal Gadot está melhor aqui que no primeiro filme embora tenha na mesma a ajuda de Chris Pine ao lado, a conseguir puxar mais nos momentos que envolvem mais interpretação. Já que nas cenas de ação, não há nada a apontar.
Patty Jenkins volta a entregar-nos um bom filme desta personagem mas é bem mais inconsistente.
Em pleno 1984, Diana Prince vê-se a enfrentar duas novas e muito diferentes ameaças, Max Lord e The Cheetah.
O facto da ação passar-se em 1984 pouco relevo tem para o desenrolar do filme. Podia ser algo mais recente que, praticamente, não seriam necessárias nenhumas alterações à história. E, na primeira metade do filme, parece que a época temporal foi a única justificação para dizer umas falas bem foleiras.
Se, no primeiro filme, os vilões não eram assim grande coisa, aqui tiveram um grande upgrade. Maxwell Lord - interpretado por Pedro Pascal - parece inicialmente não ser uma grande ameaça mas a sua busca em querer sempre mais e mais revela-se um desafio a ter em conta. Posso dizer que o ator consegue aqui, também, uma grande interpretação. Embora, inicialmente, eu tivesse algumas dúvidas quanto a Kristen Wiig interpretar Barbara Minerva, não há muito a contestar com o resultado final: a atriz consegue fazer uma boa transição entre a inicial, tímida e desastrada, com a final que devasta tudo o que lhe passa à frente. Só na batalha final é que os efeitos especiais não foram propriamente muito convincentes, tanto que nem nos deixam ver exatamente como a personagem está.
Embora a história seja interessante, é prejudicada pela excessiva duração do filme. Commais uns bons cortes, toda a ação tinha-se desenvolvido muito melhor, principalmente a cena inicial que não tem uma grande importância e é onde estão uns dos piores efeitos do filme. Aliás, o filme é muito irregular na qualidade dos efeitos. Tanto podem ser muito bem feitos como, a seguir, serem uma desgraça.
Gal Gadot está melhor aqui que no primeiro filme embora tenha na mesma a ajuda de Chris Pine ao lado, a conseguir puxar mais nos momentos que envolvem mais interpretação. Já que nas cenas de ação, não há nada a apontar.
Patty Jenkins volta a entregar-nos um bom filme desta personagem mas é bem mais inconsistente.
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18/02/2020
Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação De Uma Harley Quinn) (Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn - 2020)
Irra, não arranjavam um título mais comprido?! Acho que é relativamente seguro dizer que um dos elementos que mais se destacou em “Esquadrão Suicida” foi Harley Quinn, logo ter o seu próprio filme não é assim muito de estranhar. Mas, pelo vistos, não está sozinha, e forma o seu próprio grupo.Harley separou-se do Joker e com isso desapareceu a sua proteção no mundo do crime, o que fez com que se torna-se alvo de um dos maiores criminosos de Gotham: Roman Sionis.
Os últimos filmes da DC têm sido alvo de críticas positivas, e eu tenho gostado deles, mas desta vez isso não é bem assim. Aqui, as críticas têm sido positivas, só o que para mim a coisa não correu assim muito bem. A começar pelo irritantemente comprido título, que não faz sentido de todo. Porque 80% do filme basicamente só seguimos Harley Quinn, sendo que os outros elementos apenas aparecem aqui e ali, e só formam o grupo, em si, na parte final do filme. Depois, temos toda a estrutura do filme muito esquizofrénica e barulhenta. É verdade que pode ter sido uma escolha para personificar o que se passa dentro da cabeça da protagonista mas o resultado final não correu da melhor maneira. Por fim, a classificação etária. Desculpem, mas não era necessário ser para maiores de 16. Isso é algo que se o filme não merecer não vale a pena ir por aí. “Joker” e “Logan” fizeram isso valer, mas aqui, com algumas pequenas alterações, podiamos ter um filme que chegava a muito mais gente.
Por outro lado, há muitas coisas positivas. As cenas de ação estão impecáveis, com as cenas corpo-a-corpo a conseguirem transmitir uma boa sensação, dentro das melhores deste género. Principalmente a cena passada na prisão com Harley. E agora podemos passar ao elenco, com Margot Robbie a voltar a fazer uma grande interpretação como a protagonista. Continua aqui a minha grande apreciação por Ewan McGregor, o vilão - só é pena o final que ele teve. Por outro lado, os outros “Birds”, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Ella Jay Basco e Rosie Perez tiveram pouco tempo para se destacar, embora tenham criado um bom impacto. Queria ter visto mais de Winstead.
“Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação De Uma Harley Quinn)” não passa do razoável, mas tem bons elementos que chegue para termos uma grande sequela.
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15/10/2019
Shazam! (2019)
Quando o jovem Billy Batson se transforma num super-herói apenas por dizer uma palavra mágica, vai fazer tudo aquilo que um rapaz de catorze anos quer fazer quando tem superpoderes e atinge a maioridade num estalar de dedos.
Vou ser sincero, “Shazam” não me agradou especialmente. Porém, não consigo dizer o porquê. Não é um mau filme e tem todos os elementos para que eu gostasse dele: a história é boa, tem boas cenas cómicas e de ação e mete super-heróis. Mas, infelizmente, não me aqueceu nem arrefeceu. O vilão não foi algo que me tenha entusiasmado, o que é pena pois é interpretado pelo grande Mark Strong, e os sete pecados mortais, embora conseguissem surpreender com algumas cenas e que mereciam estar num filme de terror, pareciam demasiado genéricos e sem nada para agarrar.
Uma coisa que está relativamente bem apresentada é o elemento da família adotiva e como se entreajuda, e mesmo que, em algumas partes ache algo forçado, é um dos grandes prós do filme. Principalmente pelo modo não convencional como a mãe do protagonista é retratada, algo diferente daquilo a que estamos habituados a ver em filmes do género.
E, sinceramente, não consigo dizer mais nada sobre o filme. As cenas de ação estão bem elaboradas e a história é interessante, mas simplesmente não fez o click. Pode ser que na sequela, com possivelmente a aparição de Black Adam, a coisa corra melhor.
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10/10/2019
Joker (2019)
O pensamento inicial com o anúncio deste “Joker” foi muito semelhante ao de “Venom”. Um filme sobre um vilão, de quem ninguém está à espera que seja grande coisa, mas, tal como o exemplo que dei, não podia ter sido mais surpreendido. E isso é logo visível nos trailers, onde temos um mundo mais “real”, nada de Batman, ou de qualquer elemento que o denunciam como um filme de super-heróis, com uma incrível prestação de Joaquin Phoenix.
Em Gotham City, Arthur Fleck, um aspirante a comediante com problemas mentais, vai embarcar numa crise que resulta numa revolução na cidade e transformá-lo num dos maiores vilões da cultura pop: o Joker.
O filme está a ser alvo de críticas, por tentar fazer simpatizar com um vilão, só porque ele o é devido a perturbações mentais. Só que estamos a começar logo por uma premissa errada: esta personagem não é real. E, mesmo que, de certa forma, empatizemos com as circunstâncias do protagonista, não quer dizer que se tenha de concordar com ele. E é bem problemático se concordarem. Principalmente porque estamos a ver esta história da perspectiva do protagonista, o que não quer dizer que seja a versão mais correta...
Todo o ambiente e estilo do filme fazem lembrar “Taxi Driver”, de Martin Scorsese, e da mesma maneira retrata uma personagem que não joga com o baralho todo na cabeça. E Phoenix faz um trabalho incrível, certamente vai estar entre os nomeados para o Óscar de melhor ator deste ano, senão mesmo ganhar um. O filme dá todo o espaço e tempo para o ator mostrar todo o seu talento, a começar pela alteração física do ator, indo até aos risos, tiques e maneiras dele se expressar.
Talvez, uma das coisas mais surpreendentes disto tudo, é quem nos traz este filme, Todd Phillips, que faz habitualmente comédias, como a trilogia de “A Ressaca” e “Due Date”. O que me deixa entusiasmado pelos futuros filmes do realizador.
“Joker” é um dos melhores filmes do ano, que lida com temas sérios e não deve catalogado como “mais um filme de super-heróis”.
31/12/2018
Aquaman (2018)
Arthur
Curry terá de tomar o seu lugar como o legítimo rei de Atlântida para evitar a
guerra entre os dois mundos.
Algo
curioso na altura do lançamento dos trailers iniciais foram as críticas ao
elevado uso de efeitos especais. Realmente, não sei porque é que as filmagens
não foram feitas debaixo de água, com seres que não existem, e com enormes
cidades cheias de vida, vá se lá entender! Agora a sério... O mundo que James
Wan conseguiu criar está cheio de vida e cor e esta versão da Atlântida pode
ser o palco de vários filmes.
O tom
vai variando durante o filme, o que pode ser pouco desconcertante. Tanto temos
comédia, como um épico bélico, como terror. Eu, pessoalmente, gostei, pois
mostra as várias facetas da personagem, por outro lado não mostra consistência
durante toda a duração. Uma coisa que não foi tão bem retratada são as cenas
emotivas que não receberam importância que chegue.
Jason
Momoa continua a sua prestação de “Liga da Justiça” e aqui tem de passar para
um papel de maior responsabilidade, onde tem de ser por à altura, tanto como
protagonista do seu filme a solo, como tem de se por à prova como o herdeiro da
lendária cidade. Amber Heard acompanha o herói durante grande parte do tempo e,
tirando a peruca, tem uma boa prestação. Aliás, em termos de prestações, até
estamos muito bem servidos, desde Nicole Kidman a Patrick Wilson. Fiquei
surpreendido com o sucesso da adaptação das roupas da BD (exceto a do Manta
Negra) que não parecem de todo ridículas dentro do ambiente do filme.
“Aquaman”
é um bom filme e coloca-se no meio da lista dos filmes de super-heróis deste
ano. Espero que, com este, a DC encontre o seu lugar e nos traga mais qualidade
para o grande ecrã.
20/11/2017
Liga da Justiça (Justice League - 2017)
Com o aparecimento
de Steppenwolf a ameaçar a destruição da Terra, Bruce Wayne e
Diana Prince juntam-se para criar uma equipa capaz de lidar com esta ameaça.
Para
começar, “Liga da Justiça” não é tão bom como “Mulher Maravilha”: não é mau mas
não é assim tão bom. No geral, gostei de todos os elementos da liga mas
sente-se falta de um maior plano de fundo para os novos elementos. Quem vir o
filme sem conhecer previamente Flash, Aquaman e Cyborg pode ficar um pouco
“perdido”, já que não houve nenhum filme a solo onde é explicada a sua origem.
Tirando esse ponto, as novas “aquisições” foram muito bem-vindas e, mesmo que
nem sempre perfeita, é criada uma boa dinâmica de grupo.
E não é
grande segredo porém, em todo o caso, este parágrafo pode ser considerado como
spoiler. Super-Homem está de volta dos mortos e, embora não entre em grande
parte do filme, os momentos em que está presente estão dentro dos melhores do
filme. Consegue ser aquela presença ao mesmo tempo cheia de poder mas
pacificamente contida.
Ben
Affleck, como o nosso Batman, continua a fazer um grande trabalho neste papel; para
mim não é tão bom como em “Batman vs Super-Homem – O Despertar da Justiça” mas
estamos perante um Bruce Wayne que está numa mudança de mentalidade depois da marca
causada pelo homem de aço. Gal Gadot volta a vestir o fato de Mulher Maravilha no
entanto, de novo, preferi a sua atuação no seu filme a solo onde, mesmo num
mundo desconhecido, parecia mais segura de si do que em todo este filme. Jason
Mamoa, como um Aquaman com uma atitude mais surfista e descontraída, está bem
no filme porém o maior problema é a falta de construção da personagem, algo que
deve ter sido deixado para o seu próprio filme. Ezra Miller, como um jovem Flash
que não sabe bem o que está a fazer, é o alívio cómico, ao mesmo tempo que
representa as reações que nós teríamos nas mesmas situações. Ray Fisher, como
Cyborg, foi uma agradável surpresa, numa personagem que é desconhecida pela
grande maioria do público, é aquela que consegue ter dos melhores momentos
dramáticos.
O vilão Steppenwolf
foi uma desgraça completa. Não sabemos as suas motivações, praticamente nada da
mitologia da personagem é explorada e, em termos visuais, parece uma personagem
saída diretamente de um videojogo.
Porém temos grandes
momentos de ação espalhados ao longo do filme. Houve um a meio, a primeira
batalha em conjunto, que foi algo confusa mas também temos outras numa escala
épica e combates que valem a pena ver.
A duração “curta”
para este tipo de filmes foi algo que o prejudicou um pouco mas, mesmo assim, “Liga
da Justiça” é um bom filme que deve agradar aos fãs e que pode ser mais um
ponto de viragem para a DC Comics.
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