Acho que se pode dizer que James Wan é um dos melhores realizadores dos últimos tempos, não só no campo do terror. Para além de ter sido o criador de sagas como “Saw - Enigma Mortal”, “Insidious - Insidioso” e “The Conjuring - A Evocação”, também foi o responsável pelo sétimo capítulo da saga “Velocidade Furiosa” e fez o único filme do universo da DC Comics que superou a marca do mil milhão de dólares com “Aquaman”. E agora de volta ao terror com este “Maligno” teremos novo franchise?
Depois de uma invasão à sua casa, Madison fica paralisada quando começa a vivenciar alucinações de assassinatos chocantes que, depois, se verificaram que aconteceram na realidade.
Este é, sem dúvida, um dos filmes com que mais me diverti nos últimos tempos. Não que tenha qualquer elemento de comédia, mas o final, quando finalmente sabemos tudo o que se está a passar, é incrível. É que é tão absurdo e ridículo, que esse desfecho pode ser descartado no início, mas o filme traz esta revelação com toda a seriedade e só o torna melhor por isso. Mas, da mesma maneira que eu “aceitei” de bom grado este grande desvio com que Wan surpreende, para muita gente pode ser um motivo para descartar totalmente o filme.
Principalmente porque o filme tem um grande problema no seu elenco. Pois, se excluirmos a protagonista Annabelle Wallis que tem uma grande interpretação, os restantes elementos são tão maus que chegam a ser caricaturas. Isto tanto pelas prestações que dão, como pelo argumento que têm que dar voz.
O terror pode não ser genial mas tem uns grandes momentos e, se bem que às vezes se note os efeitos especiais em algumas cenas, a violência é do mais brutal que Wan já nos mostrou. E tudo isto associado a uma banda-sonora que nos consegue envolver bem em todos os momentos.
“Maligno” tem várias falhas de argumento e nas prestações mas, mesmo assim, tem vários pontos positivos, como o twist, o ambiente e a violência que o tornam uma recomendação para o Halloween que se aproxima.
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27/09/2021
31/12/2018
Aquaman (2018)
Arthur
Curry terá de tomar o seu lugar como o legítimo rei de Atlântida para evitar a
guerra entre os dois mundos.
Algo
curioso na altura do lançamento dos trailers iniciais foram as críticas ao
elevado uso de efeitos especais. Realmente, não sei porque é que as filmagens
não foram feitas debaixo de água, com seres que não existem, e com enormes
cidades cheias de vida, vá se lá entender! Agora a sério... O mundo que James
Wan conseguiu criar está cheio de vida e cor e esta versão da Atlântida pode
ser o palco de vários filmes.
O tom
vai variando durante o filme, o que pode ser pouco desconcertante. Tanto temos
comédia, como um épico bélico, como terror. Eu, pessoalmente, gostei, pois
mostra as várias facetas da personagem, por outro lado não mostra consistência
durante toda a duração. Uma coisa que não foi tão bem retratada são as cenas
emotivas que não receberam importância que chegue.
Jason
Momoa continua a sua prestação de “Liga da Justiça” e aqui tem de passar para
um papel de maior responsabilidade, onde tem de ser por à altura, tanto como
protagonista do seu filme a solo, como tem de se por à prova como o herdeiro da
lendária cidade. Amber Heard acompanha o herói durante grande parte do tempo e,
tirando a peruca, tem uma boa prestação. Aliás, em termos de prestações, até
estamos muito bem servidos, desde Nicole Kidman a Patrick Wilson. Fiquei
surpreendido com o sucesso da adaptação das roupas da BD (exceto a do Manta
Negra) que não parecem de todo ridículas dentro do ambiente do filme.
“Aquaman”
é um bom filme e coloca-se no meio da lista dos filmes de super-heróis deste
ano. Espero que, com este, a DC encontre o seu lugar e nos traga mais qualidade
para o grande ecrã.
26/07/2016
Lights Out – Terror na Escuridão (Lights Out - 2016)
Quando Rebecca saiu de casa,
pensava que se tinha afastado da entidade que lhe causou tanto medo, mesmo sem
ter a certeza se era real ou não. Mas, quando o seu irmão mais novo, Martin
também começa a ser atormentado, Rebecca vai ter de enfrentar os seus medos.
Se estão à espera de algo dentro
do mesmo estilo de “The Conjuring”, podem ficar um pouco desapontados. Estes
filmes de Wan são mais “dramáticos”, dão a sensação de uma escala maior e, por
serem de época, também ajuda. Mesmo assim “Lights Out” é um filme que consegue
pregar uns bons sustos e é de valor, tendo em conta que apenas têm uma cartada
na manga. É que deve haver um número limitado de vezes que uma pessoa se consegue
assustar com os vultos da escuridão.
Com o desenrolar do filme, conhecemos
cada vez mais quem é aquela que se esconde nas sombras. Os seus motivos são
simples o suficiente para servir de justificação para que ela apareça, sem
enveredarem em caminhos muito complexos. Sempre que o sol se põe - ou há alguma
falta de luz – inicia-se a expectativa do que poderá acontecer. Este sentido de
constante alerta só mostra que o filme cumpriu na tarefa de nos impressionar
com a sua “criatura”.
O elenco não existe para apenas
ser morto de maneiras macabras (como noutros filmes do género) mas sim
culminando num propósito, com boas interpretações. Teresa Palmer é uma boa
protagonista, que começa por estar mais preocupada em magoar a mãe por aquilo
que lhe fez do que em ajudar o seu meio-irmão mas, com o passar do tempo, isso muda
e começa a tentar ajudar os dois. O mais novo Gabriel Bateman deixa também uma
boa impressão. Mesmo estando cheio de medo de toda a situação, decide não
abandonar a sua mãe mas sim lutar contra a presença que os aterroriza.
O bom filme de terror para este
verão.
16/06/2016
The Conjuring 2 – A Evocação (The Conjuring 2 - 2016)
Resumidamente, as personagens Lorraine e Ed Warren viajam até Londres, para ajudar uma mãe solteira e os seus quatros filhos a se livrarem do espírito maligno que os persegue.
Vamos passar ao que interessa. O filme é assustador? Sim, tem momentos muito bons e que, sem dúvida, o tornam num filme de terror a ver. É um filme tão bom como o primeiro? Não, mas também é por pouco. Temos mais uns jump scares que o outro filme e outros, que com a criação do suspense certo, nos deixam presos à cadeira.
Nesta sequela, a relação entre Lorraine e Ed é mais explorada, com Lorraine a ser confrontada com seres demoníacos que a deixam marcada, o que a faz repensar a sua carreira, e com Ed a tentar ajudar a mulher a superar esses medos. A isto, ajuda a grande química que Vera Farmiga e Patrick Wilson demonstram no ecrã.
Temos, de novo, uma família com vários elementos que precisam de ajuda, dos quais Madison Wolfe, a filha, e Frances O'Connor, como a mãe, são os destaques.
Porém, nem tudo são coisas boas.
Há demasiadas presenças demoníacas no filme e perdemos demasiado tempo com a
menos importante, em vez de passarmos para aquela que interessa. E, com o filme
a criar uma grande expetativa para a cena final, o desenlace consegue ser
bastante insatisfatório.
James Wan trouxe-nos aquele que é o melhor filme de terror do ano até agora.
James Wan trouxe-nos aquele que é o melhor filme de terror do ano até agora.
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