Finalmente vemos o nome do realizador Zack Snyder sem ser em algo relacionado com super-heróis. Desta vez, volta a entrar num mundo que também já está habituado: zombies. Desta vez, com um exclusivo da Netflix e protagonizado por Dave Bautista, vamos ver se o realizador consegue chegar à mesma qualidade de “Dawn of the Dead”.
Depois de Las Vegas se ter tornado uma cidade zombie e de ter sido isolada do resto do país, um grupo de mercenários vai entrar na zona de quarentena para tentar protagonizar um dos maiores roubos de sempre.
Vamos começar pelo facto de o filme ter quase duas horas e meia e não precisar de o ser. Snyder, desde há uns tempos, ganhou o hábito de fazer filmes longos e às vezes sem necessidade. O tempo extra é preenchido com diálogos sem noção e parece que caíram lá só mesmo para estender a duração do filme. Inicialmente parece que vamos ter um filme algo diferente, com um tipo de zombie mais inteligente mas depois parece que a ideia não é totalmente aproveitada.
De resto, aquilo que podem estar à espera deste tipo de filme é exatamente aquilo que vão ter. Os diálogos são uma desgraça e todo o desenrolar da história é bastante previsível, sem haver grandes surpresas. Mas, por outro lado, a ação está muito boa. Temos muito gore nas mortes tanto dos protagonistas, como dos zombies, que fazem bem merecer bem a classificação de +16. Além disso, também as situações em que o grupo se vê são bastante caricatas.
Em termos de elenco, não estamos perante a elite, embora também o argumento não ajude nada a isso. Este é o tipo de filme em que estava à espera que Bautista se fosse sair bem e, embora esteja bem melhor que outras produções, ainda não consegue carregar o filme como protagonista... Principalmente nos momentos em que é necessário uma maior carga emocional. O restante elenco faz um trabalho decente para o tipo de filme que estamos a ver.
“Exército dos Mortos” não é brilhante, nem nada parecido, mas se querem ver uns zombies a ser mortos, com grandes efeitos, este é o vosso filme.
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31/05/2021
Exército dos Mortos (Army of the Dead - 2021)
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22/03/2021
Liga da Justiça de Zack Snyder (Zack Snyder's Justice League - 2021)
Mas então, este filme não saiu em 2017? Sim e não. Saiu, mas não era o filme que Zack Snyder (o seu realizador original) tinha filmado e idealizado. Em vez disso, estreou nos cinemas uma versão feita por Joss Whedon, depois de Snyder ter sido afastado. Bem, não vou falar de toda a odisseia para que tivéssemos direito a esta versão, contudo, agora diretamente para a HBO, temos direito a tudo aquilo que era para estar na versão original.
Em termos gerais, a história não mudou. O Super-Homem está morto e Batman e Mulher Maravilha juntam uma equipa de super-heróis depois de Steppenwolf ter aparecido para conquistar o planeta.
Existem três pontos que facilmente distinguem as duas versões. Logo o primeiro é a maneira como vemos o filme, num racio de 4:3, que faz com que tenhamos aquelas barras pretas laterais na TV. Além disso, o estilo de Snyder é bem diferente do de Whedon, algo mais sombrio e cinzento, dentro do estilo de “Homem de Aço” e “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça”. E, por fim, é óbvio que, num filme de quatro horas, temos direito a muito mais história que na outra versão. Mas atenção, não significa que maior duração implique que o filme vá ser melhor. Mesmo assim, há várias cenas que podiam ser cortadas ou ser mais curtas.
Os principais beneficiários deste tempo extra foram Flash e Cyborg, que tiveram direito a uma exploração muito melhor. Principalmente este último que, enquanto no filme de 2017, parece um bocado caído do céu, aqui é quase o protagonista do filme. Temos a sua origem, a sua relação com os seus pais e é aquele que tem um arco narrativo com um príncipio, meio e fim. E não se entende porque é que foi quase tudo completamente cortado. Finalmente, Ray Fisher consegue mostrar a grande interpretação que teve neste papel.
Basicamente, todas as personagens tiveram mais espaço para respirar e se desenvolverem. E Flash tem uma cena incrível no confronto final.
Até Steppenwolf teve mais tempo de ecrã e uma maior caracterização, chegando a envolver mesmo Darkseid (mesmo que de maneira reduzida): já não é alguém que chega para destruir simplesmente pelo desejo de destruir mas sim alguém que tenta ganhar a sua redenção.
Muitas cenas são repetidas do filme de 2017 pois apenas duram um pouco mais e são enquadradas de maneira diferente. E toda aquela cena do pesadelo no epílogo não está lá a fazer nada, e está apenas para mostrar o Joker a interagir com Batman.
Sem dúvida que esta versão de Zack Snyder é bem superior àquilo que foi apresentado antes. Só que também é preciso ter em consideração que teve liberdades diferentes por ser lançado em streaming que muito provavelmente não teria se fosse para as salas de cinema.
Em termos gerais, a história não mudou. O Super-Homem está morto e Batman e Mulher Maravilha juntam uma equipa de super-heróis depois de Steppenwolf ter aparecido para conquistar o planeta.
Existem três pontos que facilmente distinguem as duas versões. Logo o primeiro é a maneira como vemos o filme, num racio de 4:3, que faz com que tenhamos aquelas barras pretas laterais na TV. Além disso, o estilo de Snyder é bem diferente do de Whedon, algo mais sombrio e cinzento, dentro do estilo de “Homem de Aço” e “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça”. E, por fim, é óbvio que, num filme de quatro horas, temos direito a muito mais história que na outra versão. Mas atenção, não significa que maior duração implique que o filme vá ser melhor. Mesmo assim, há várias cenas que podiam ser cortadas ou ser mais curtas.
Os principais beneficiários deste tempo extra foram Flash e Cyborg, que tiveram direito a uma exploração muito melhor. Principalmente este último que, enquanto no filme de 2017, parece um bocado caído do céu, aqui é quase o protagonista do filme. Temos a sua origem, a sua relação com os seus pais e é aquele que tem um arco narrativo com um príncipio, meio e fim. E não se entende porque é que foi quase tudo completamente cortado. Finalmente, Ray Fisher consegue mostrar a grande interpretação que teve neste papel.
Basicamente, todas as personagens tiveram mais espaço para respirar e se desenvolverem. E Flash tem uma cena incrível no confronto final.
Até Steppenwolf teve mais tempo de ecrã e uma maior caracterização, chegando a envolver mesmo Darkseid (mesmo que de maneira reduzida): já não é alguém que chega para destruir simplesmente pelo desejo de destruir mas sim alguém que tenta ganhar a sua redenção.
Muitas cenas são repetidas do filme de 2017 pois apenas duram um pouco mais e são enquadradas de maneira diferente. E toda aquela cena do pesadelo no epílogo não está lá a fazer nada, e está apenas para mostrar o Joker a interagir com Batman.
Sem dúvida que esta versão de Zack Snyder é bem superior àquilo que foi apresentado antes. Só que também é preciso ter em consideração que teve liberdades diferentes por ser lançado em streaming que muito provavelmente não teria se fosse para as salas de cinema.
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20/11/2017
Liga da Justiça (Justice League - 2017)
Com o aparecimento
de Steppenwolf a ameaçar a destruição da Terra, Bruce Wayne e
Diana Prince juntam-se para criar uma equipa capaz de lidar com esta ameaça.
Para
começar, “Liga da Justiça” não é tão bom como “Mulher Maravilha”: não é mau mas
não é assim tão bom. No geral, gostei de todos os elementos da liga mas
sente-se falta de um maior plano de fundo para os novos elementos. Quem vir o
filme sem conhecer previamente Flash, Aquaman e Cyborg pode ficar um pouco
“perdido”, já que não houve nenhum filme a solo onde é explicada a sua origem.
Tirando esse ponto, as novas “aquisições” foram muito bem-vindas e, mesmo que
nem sempre perfeita, é criada uma boa dinâmica de grupo.
E não é
grande segredo porém, em todo o caso, este parágrafo pode ser considerado como
spoiler. Super-Homem está de volta dos mortos e, embora não entre em grande
parte do filme, os momentos em que está presente estão dentro dos melhores do
filme. Consegue ser aquela presença ao mesmo tempo cheia de poder mas
pacificamente contida.
Ben
Affleck, como o nosso Batman, continua a fazer um grande trabalho neste papel; para
mim não é tão bom como em “Batman vs Super-Homem – O Despertar da Justiça” mas
estamos perante um Bruce Wayne que está numa mudança de mentalidade depois da marca
causada pelo homem de aço. Gal Gadot volta a vestir o fato de Mulher Maravilha no
entanto, de novo, preferi a sua atuação no seu filme a solo onde, mesmo num
mundo desconhecido, parecia mais segura de si do que em todo este filme. Jason
Mamoa, como um Aquaman com uma atitude mais surfista e descontraída, está bem
no filme porém o maior problema é a falta de construção da personagem, algo que
deve ter sido deixado para o seu próprio filme. Ezra Miller, como um jovem Flash
que não sabe bem o que está a fazer, é o alívio cómico, ao mesmo tempo que
representa as reações que nós teríamos nas mesmas situações. Ray Fisher, como
Cyborg, foi uma agradável surpresa, numa personagem que é desconhecida pela
grande maioria do público, é aquela que consegue ter dos melhores momentos
dramáticos.
O vilão Steppenwolf
foi uma desgraça completa. Não sabemos as suas motivações, praticamente nada da
mitologia da personagem é explorada e, em termos visuais, parece uma personagem
saída diretamente de um videojogo.
Porém temos grandes
momentos de ação espalhados ao longo do filme. Houve um a meio, a primeira
batalha em conjunto, que foi algo confusa mas também temos outras numa escala
épica e combates que valem a pena ver.
A duração “curta”
para este tipo de filmes foi algo que o prejudicou um pouco mas, mesmo assim, “Liga
da Justiça” é um bom filme que deve agradar aos fãs e que pode ser mais um
ponto de viragem para a DC Comics.
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25/03/2016
Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice - 2016)
Depois
de toda a destruição que Super-Homem causou em Metropolis, em “Homem de Aço”, o
mundo está dividido sobre se estamos perante um salvador ou um tirano. Bruce
Wayne não tem dúvidas que o kryptonian é um alvo a abater e, no plano de fundo,
temos Lex Luthor a preparar os seus planos maléficos.
A
internet explodiu em revolta quando se soube que Ben Affleck ia interpretar a
nova reencarnação de Batman no grande ecrã. E, depois de ver o filme, há que reconhecer
que Affleck é o melhor Batman que tivemos até agora. É uma personagem mais
velha, que já passou por tanto mal e destruição que já não acredita no bem e
que é extremamente implacável. E está também numa das melhores cenas de ação do
homem-morcego de sempre.
Henry
Cavill está mais à vontade no papel embora, em muitas situações, o seu diálogo não
seja do mais interessante. Além disso, a sua relação com Amy Adams também foi
mais desenvolvida e está mais credível. Jesse Eisenberg como Lex Luthor também
foi uma boa surpresa, pois retratou um génio paranoico, que também quer que
Super-Homem desapareça do planeta de forma permanente. Gal Gadot como Mulher
Maravilha também não ficou muito mal embora, verdade seja dita, não a vejamos
durante muito tempo (e ainda bem porque o filme também não é sobre ela).
O
problema é que a história é uma salgalhada. É parte Homem de Aço 2, parte uma
origem para Batman e ainda um início para a Liga da Justiça. Muitas histórias
que não conseguiram ser bem misturadas, passando de uma para a outra sem razão
aparente e sem causar verdadeiro impacto em qualquer delas. Sim, a batalha
entre os dois protagonistas está muito bem-feita e com grandes cenas, só que o
motivo que os levou à batalha e como ela acabou não é necessariamente a mais
interessante.
Mas, embora
a história seja uma mistela, não se pode acusar Snyder de não conseguir criar
um filme com uma estética invejável. O mesmo se pode dizer para as cenas de
ação.
Embora
“Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” não seja o filme espetacular pelo
que estava à espera que fosse e que poderia ser, não deixa de ser um bom ponto
de partida para o universo cinematográfico da DC.
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27/06/2013
Homem de Aço (Man of Steel - 2013)
As últimas duas aventuras deste
super-herói da DC Comics não correram da melhor maneira, por isso não é de
admirar que um reboot tenha demorado tanto tempo a acontecer. Mas as coisas
agora são diferentes, os filmes de super-heróis estão em grande e, na sua
maioria, de grande qualidade. E é nesta nova era que as aventuras do homem de S
no peito estão em cargo de pessoas que nos trouxeram “Watchmen” e os últimos
“Batman”. Todos conhecemos a história de Clark Kent que, aqui, é apresentada de maneira diferente. Clark é obrigado a andar sempre na estrada pois, sempre que ajuda alguém, para evitar ser perseguido e que não lhe façam perguntas, tem de andar sempre a fugir. Mas, quando o temível General Zod, do seu planeta natal, ameaça destruir toda a Terra, Clark vai ter de confrontar o mundo e a si mesmo.
Em o “Homem de Aço” vemos que a política de tanto da DC Comics como de Cristopher Nolan se mantém iguais: tornar os filmes mais humanos e apresentá-los como se na realidade acontecessem.
O que me surpreendeu mais? O início. Nunca antes num filme do herói nos foi apresentado tanto detalhe de Krypton e dos motivos que levaram a que o planeta fosse destruído e por que Jor-El e Lara Lor-Van foram obrigados a mandar o seu filho para a Terra. Os flashbacks da infância e adolescência do jovem Clark no início pareciam-me um pouco desapropriados (basicamente porque estava a desviar a atenção da história principal) mas depois até mudei a minha opinião, visto a se enquadrarem bem no panorama geral do filme.
E, embora as coisas se desenrolem com bastante calma, quando os kryporianos começam ao soco, a coisa é a sério. Se pensavam que em “Os Vingadores” havia muita destruição, então preparem-se para tudo um patamar mais acima. Infelizmente, isso era um pouco escusado; tanta destruição, principalmente, na parte final, não era propriamente necessário.
Os
momentos de ação estão a um grande nível, mostrando combates incríveis entre
seres que são praticamente deuses. E mesmo a batalha final tem uma incrível parecença
com a última batalha da trilogia Matrix, entre o Neo e o Agente Smith.
Tudo isto é possível ao bom trabalho de realizador Zack Snyder e de todo o elenco. Henry Cavill é um incrível protagonista e, certamente, merece estar em futuras sequelas. Aqui também temos uma Lois Lane mais ativa em fez de ser sempre a donzela indefesa que precisa de ser salva. E também um grande destaque para os pais biológico e adotivo do herói, Russell Crowe e Kevin Costner, respetivamente. Zod também é um bom vilão, pois entendemos e até compreendemos o porque daquilo que está a fazer.
Mas nem tudo são rosas. A juntar à já mencionada destruição excessiva, temos algumas falhas de argumento, com tudo a correr demasiado bem e com uma solução incrivelmente simples para toda a invasão. E, embora haja uma tentativa para humanizar as personagens, parece que foi tudo demasiado simplificado, já para não falar do romance, que parece que apareceu do nada.
Um grande novo início para este grande herói. Que mais venham.
Tudo isto é possível ao bom trabalho de realizador Zack Snyder e de todo o elenco. Henry Cavill é um incrível protagonista e, certamente, merece estar em futuras sequelas. Aqui também temos uma Lois Lane mais ativa em fez de ser sempre a donzela indefesa que precisa de ser salva. E também um grande destaque para os pais biológico e adotivo do herói, Russell Crowe e Kevin Costner, respetivamente. Zod também é um bom vilão, pois entendemos e até compreendemos o porque daquilo que está a fazer.
Mas nem tudo são rosas. A juntar à já mencionada destruição excessiva, temos algumas falhas de argumento, com tudo a correr demasiado bem e com uma solução incrivelmente simples para toda a invasão. E, embora haja uma tentativa para humanizar as personagens, parece que foi tudo demasiado simplificado, já para não falar do romance, que parece que apareceu do nada.
Um grande novo início para este grande herói. Que mais venham.
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