Dizer que o primeiro “Esquadrão Suicida” teve a sua dose de críticas é dizer pouco; o filme de 2016 de David Ayer foi críticado por todos pela sua edição, pelo modo como usou a música e como utilizou certas personagens, principalmente o Joker. Mesmo com isso tudo a apontar, gostei do filme e, de facto, fez uma data de dinheiro. Quando James Gunn foi para a DC Comics e lhe deram a escolher o filme para fazer, ele escolheu fazer esta sequela. Por isso deve ter algumas boas ideias, certo?
A Task Force X tem de se juntar outra vez numa nova missão, desta vez têm de ir à ilha de Corto Maltese para desmantelar o governo. A história é bastante simples, basicamente é uma missão de destabilizar a política de um país sul-americano (embora eles não o digam exatamente por estas palavras). Pelo meio são acrescentadas algumas sub-missões, que depois nos levam ao grande final com Starro.
De uma maneira bastante simplista, isto é um “Guardiões da Galáxia” sem as restrições do universo da Marvel, tanto em termos de continuação de história, como em termos de violência. Porque, preparem-se, violência não falta a este filme, desde cabeças cortadas a corpos totalmente destroçados. E não têm de estar preocupados em ver o filme anterior já que, embora este seja uma sequela, serve quase como um reboot, já que não aproveita quase nada do que veio atrás.
O novo gangue é constituído por Bloodsport e Peacemaker - que. em termos de poderes, são basicamente iguais -, Ratcatcher 2 - que consegue controlar ratos -, Polka-Dot Man e King Shark. E até é um bom grupo para ir numa missão de destruição. Tem uma química razoável, boas tiradas cómicas e conseguem destruir tudo por onde passam. A ação está bem conseguida, mostrando uma boa utilização dos poderes e, desta vez, com efeitos bastante destrutivos. O tipo de violência é de um estilo bastante semelhante ao do seu tempo na Troma.
O filme culmina com Starro, esse vilão que tinha tudo para ser a coisa pirosa e ridícula do filme, mas não é isso que acontece. Acaba por ser uma ameaça credível, tem muito bom aspeto e, no final, até ficamos com pena do que lhe aconteceu.
Idris Elba faz um grande papel, como sempre aliás. John Cena interpreta muito bem uma versão de um Capitão América extremista, David Dastmalchian dá dimensão a uma personagem que praticamente 99,9% das pessoas nunca ouviram falar e a portuguesa Daniela Melchior é o coração de todo o grupo e é quem nos faz interessar por eles. Margot Robbie volta a vestir a pele de Harley Quinn de forma impecável e Joel Kinnaman já aparece mais confortável como Rick Flag.
“O Esquadrão Suicida” é um caos completo, cheio de comédia e violência. A direção de James Gunn distanciou-o completamente do filme anterior para algo com uma identidade própria e sem dúvida muito mais interessante.
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11/10/2021
O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad - 2021)
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07/08/2016
Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016)
A
agente Amanda Waller decide juntar uma equipa para combater futuras ameaças de
meta-humanos. Uma equipa só com super-vilões, que são obrigados a entrar em
missões suicidas.
Pontos
menos positivos: o argumento é, no geral, uma autêntica salgalhada. A ideia é
criar uma equipa de meta-humanos para combater outros meta-humanos mas a grande
maioria do Esquadrão não entra nesta categoria – “apenas” são humanos
extremamente habilidosos. E, como em muitos filmes do género, o vilão não é
nada de especial e chega a ser um pouco ridículo.
O
melhor de “Esquadrão Suicida” é a prestação dos seus atores. Will Smith é um
incrível Deadshot, cheio de carisma mas sem tornar o filme dele, Margot Robbie
é uma Harley Quinn adequadamente louca e que nos consegue surpreender. E o novo
Joker? Terá Jared Leto estado à altura do papel? Completamente! É uma versão
diferente da interpretada por Heath Ledger, um príncipe do crime com o qual
podemos embarcar neste universo cinematográfico. (e é assim mesmo que tinha de
ser!). E a sua relação de co-dependência com Harley Quinn está incrivelmente bem
retratada. E duas surpresas foram El Diablo e Killer Croc, principalmente o
primeiro, interpretado Jay Hernandez, que tem uma grande presença e mostra,
talvez, o maior desenvolvimento de personagem.
Como é
demonstrado pelos trailers, temos muitas músicas conhecidas pelo filme. Isto
pode resultar de duas maneiras… Quando essas músicas entram ao apresentar as
personagens, tudo bem, é engraçado mas depois as músicas entram de momentos a
momentos e não queriam grande impacto, parecendo algo desconexas.
Ah, a
pequena participação de Batman está muito bem executada e entra nos momentos
certos. Outro momento alto foi Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que
consegue em muitos sentidos ser a verdadeira vilã do filme.
Concluindo,
“Esquadrão Suicida” é um filme mais divertido que “Batman v Super-Homem”,
embora menos do que aquilo que os trailers nos mostram. Tem grandes personagens
e desempenhos só que uma história que não corre tão bem.
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20/04/2015
Noite em Fuga (Run All Night - 2015)
O realizador Jaume Collet-Serra volta a
juntar-se a Liam Neeson para mais um filme de ação, numa nova tentativa de ver
Neeson como um dos atuais heróis do género. O problema é que estes filmes
começam já a ser cansativos, sendo todos parecidos uns com os outros.
Jimmy
Conlon, um assassino contratado, tem uma noite para decidir a sua lealdade. Se
para com o seu filho que está em perigo de morte, ou se para com o seu velho
amigo e chefe da máfia, que quer que ele pague devido à morte do seu filho.
Como é
de esperar vamos ter várias cenas de ação, intercaladas com momentos em que
vamos saber mais sobre os protagonistas e os seus motivos. Por isso, o que se
está habituado a ver neste género de filmes.
Neeson
continua a distribuir tiros e socos à disposição, mas ao menos aqui ele
consegue mostrar que já não tem bem idade para continuar isto, nem que seja só
um pouco. Mas, alguns do melhores momentos conseguem ser os confrontos verbais
entre o ator irlandês e o vilão, interpretado por Ed Harris. Pena é não vermos
mais vezes Harris neste tipo de situação, em vez disso é só vê a dar ordens a
toda a gente. As coisas também não correm mal para Joel Kinnaman, que aqui
consegue uma interpretação mais dramática do que de ação. Já a personagens de
Common é extremamente desinteressante.
Mesmo
sendo um filme de ação competente, não traz nada de novo e já foi feito melhor.
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12/02/2014
RoboCop (2014)
Como não podia deixar de ser,
mal este remake do filme de 1987 foi anunciado, o ataque contra ele por toda a
internet não tardou. Já todos sabemos os argumentos usados, tanto os do contra,
como os a favor. Mas não posso deixar de desejar que o filme seja bem-sucedido,
quanto mais não seja por ter sido o primeiro filme de Hollywood realizado por
um brasileiro. Estamos em Detroit durante 2028. O respeitador agente da polícia Alex Murphy é gravemente ferido após um atentado à sua vida e a única maneira de o salvar é, praticamente, transformá-lo numa máquina que irá patrulhar as ruas.
Como vamos encarar este filme? Como um filme de ação ou como um remake? É que se, por um lado, é um razoável filme de ação, já, como remake, deixa um pouco a desejar. É verdade que temos a terrível empresa OmniCorp e há aquela crítica aos media, mas não é a mesma coisa. Talvez, se tivesse mantido a faixa etária do filme original poderia ter sido algo semelhante.
Os efeitos especiais são do melhor que o dinheiro pode comprar. Para aqueles que se queixam que este RoboCop se mexe muito, é preciso meter as coisas em perspetiva. O filme original mostrou o que de melhor se podia fazer naquela altura; não estavam à espera que ele demonstrasse a mesma rigidez, certo? Aí, sim, o filme não desaponta, pois está recheado de boas cenas de ação que devem agradar aos apreciadores.
A escolha de manter quase sempre o visor para cima e mostrar a parte humana de RoboCop é que, para mim, não foi das melhores. Principalmente pelo facto do ator Joel Kinnaman dizer que, só dessa maneira, é que conseguiria representar. No original não houve esse problema e, se quisermos um filme mais recente, temos sempre o último “Dredd”. Tirando isso, o ator consegue fazer uma boa prestação. No entanto, o elenco não é dos melhores, sendo que, para mim, a melhor interpretação coube a Gary Oldman. O vilão Michael Keaton não é muito convincente - parece demasiado bonzinho para aquilo que devia ser.
Veredito final: como filme de ação resulta, como remake nem tanto. Agora é preciso saber as receitas das bilheteiras para saber se vamos ver mais deste polícia futurista.
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