Sendo totalmente honesto, o meu único conhecimento, prévio a este filme, sobre a Gucci é que se trata de uma marca de roupa. Por isso, saber todo o drama que envolve este filme foi uma total surpresa. E uma coisa que há a salientar é que estamos perante o segundo filme que Ridley Scott lançou este ano, sendo que o primeiro, “Último Duelo”, saiu apenas umas semanas antes do que este.
Aqui vemos como Patrizia Reggiani, uma mulher humilde, se infiltrou no no seio da conhecida família da moda Gucci. E de como graças à sua ambição desmedida acabou por levar ao final desta dinastia.
Desde há uns anos para cá parece que filmes que duram uma hora e meia são cada vez mais raros, e que agora parece que o objetivo é chegar às duas horas e meia. Isto não tem necessariamente de ser uma coisa negativa por si só, mas não havendo algum “controlo” na duração, a edição do filme sofre e o realizador atira tudo o que lhe apetece para o ecrã. E “Casa Gucci” bem que merecia de uns cortes pelo meio, e depois consegue a incrível proeza de ter um final apressado.
Uma coisa que no mínimo este filme prova é que Lady Gaga sabe se facto atuar, e que a atenção que teve no lançamento de “Assim Nasce uma Estrela” não foi caso único. E tinha de ser mesmo assim, já que passamos praticamente todo o filme com ela, e se não tivesse uma boa interpretação ia ser uma desgraça.
Os outros elementos do elenco fazem um bom papel, mas o destaque tem que ir para Jared Leto, que faz do excêntrico Paolo Gucci. E tanto pode ser a melhor parte para muitos, como aquilo que estraga totalmente o filme para outros. Sinceramente, toda a interpretação pareceu muito extravagante no início, mas depois acho que aquilo que mais fez falta nisto tudo é não haver mais personagens como ele, para dar um pouco mais de vida a toda a ação.
“Casa Gucci” acaba por ser um filme biográfico que tem boas interpretações, mas que não se consegue destacar do resto.
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08/03/2022
Casa Gucci (House of Gucci - 2021)
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12/01/2020
Marriage Story (2019)
Eu estava à espera de ver, na Netflix, um filme com Scarlett Johansson e Adam Driver a passar por um divórcio? Não. Mas ao menos é um bom sítio para o lançar, onde provavelmente será visto por mais gente do que se fosse lançado no cinema. E, graças a isso, têm a hipótese de ver um grande filme.
É um filme extremamente pessoal e que pode afetar até quem tenha passado por situações semelhantes. Mas, logo no início, parece que estamos num filme diferente, já que consiste numa lista dos pontos positivos que cada elemento do casal diz em relação ao outro, para depois nos ser revelado que tudo se passa durante uma sessão de terapia de casal.
Pode parecer que o filme não é nada de especial, já que aquilo que apresenta é algo cada vez mais comum, mas é nessa familiaridade que quase que somos transportados para a história. E não parte do princípio que um é o culpado e que o outro tem toda a razão. Temos os dois pontos de vista e mostra-se aquilo que se passa na realidade. Nenhum deles é perfeito e têm os seus defeitos, que foram contribuindo para a situação em que estão agora.
As interpretações de Adam Driver e Scarlett Johansson estão incríveis, principalmente NA discussão: todas as nomeações para os prémios são completamente justas e merecidas. Laura Dern também tem tido o seu destaque nesta época de prémios porém, embora faça um bom trabalho, não foi nada que, para mim, se tenha destacado.
"Marriage Story" é um filme muito pessoal e, se calhar, poderá servir para dar um olhar com uma nova perspetiva para quem passou por situações semelhantes.
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26/12/2019
Star Wars: Episódio IX - A Ascensão de Skywalker (Star Wars: Episode IX - The Rise of Skywalker - 2019)
Depois de “Os Últimos Jedi”, os fãs ficaram divididos em relação a Star Wars. Uns adoraram o estilo que o realizador Rian Johnson, enquanto outros acharam que estavam perante a pior coisa que podia ter acontecido à saga. Se procurarem essa entrada do blog, podem verificar que, embora diferente do habitual na saga, foi algo que gostei. Mas, devido a este clima, chamaram de novo J.J. Abrams, para ver se conseguem levar a bom porto a conclusão desta trilogia.
O aparecimento de uma mensagem trouxe com ela a informação que Palpatine está vivo, que deseja mais uma vez conquistar a galáxia utilizado a Primeira Ordem.
O trabalho que necessário para concluir este filme é enorme. Tenta concluir todos os filmes que tem para trás e arranjar maneira de agradar a todos. Tiveram logo dificuldades com o falecimento de Carrie Fisher, que leva a um dos pontos negativos do filme. Em vez de utilizarem outra atriz para o papel de Leia, ou fazer com que personagem saísse de maneira elegante, decidiram utilizar cenas não usadas de “O Despertar da Força”. Assim, dessa maneira, tiveram de arranjar cenas que encaixassem o que por último se revelou algo muito ingrato.
E o problema de o tão publicitado regresso de Palpatine? Apenas serviu para revelar que nunca houve um plano da história para esta nova trilogia, e que apenas trouxeram esta personagem para apelar à nostalgia, pois nem sequer conseguem explicar a razão de ele ter aparecido. Ele tem uma cena ou outra interessante mas sem nunca justificar a sua existência.
Finalmente Finn teve mais destaque, já que no filme anterior foi relegado para um papel secundário, aqui está no centro da ação, ao lado de Poe e Rey. Também foi-nos apresentado um pouco do passado de Poe e houve um desenvolvimento das personagens. Mas o grande destaque vai, como seria de esperar, para Rey e Kylo Ren e para a sua relação, que sofreu uma grande alteração. E, com isso, alterar muito daquilo que foi revelado no filme anterior.
Este é provavelmente um dos episódios com mais batalhas de sabres de luz, algo que é sempre algo muito bem-vindo, ao mesmo tempo que nos é revelado mais sobre a história dos Jedi e Sith.
“A Ascensão de Skywalker “ tem grandes personagens e cenas de ação, só que sofreu com o não planeamento desta saga, que levou a uma história meio pensada em cima do joelho e sem grande nexo.
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06/03/2019
BlacKkKlansman - O Infiltrado (BlacKkKlansman - 2018)
Além
da direção irrepreensível de Lee, as interpretações dos dois protagonistas
também estão impecáveis, John David Washington e Adam Driver respetivamente. E,
se por acaso, John David Washington vos lembra alguém é por ser o filho de
Denzel Washington, que acaba por se notar tanto na voz como na postura do ator.
E essa atitude serviu bem a sua personagem como o primeiro polícia
afro-americano de Colorado Springs que tenta provar o seu valor. Como o fazer?
Nada melhor que derrubar a célula KKK local. E não podemos deixar de fora Adam
Driver (aliás, até foi nomeado para um Óscar) que é aquele que, de facto, dá a
cara quando é necessário reunir com os elementos deste bando de fanáticos. Há que
ter em conta que a sua personagem atenta ne o modo como tem que pensar bem no
que diz, tanto para evitar denunciar que é polícia, e mais importante, judeu.
Aquilo
que Spike Lee conseguiu fazer com este filme foi um grande balanço entre a
comédia e a seriedade das situações. Num momento, tanto podemos estar a rir,
como de seguida ficamos estupefatos por aquilo que está a ser dito. E é este
grande balanço, em junção com um grande argumento, que fizeram com que o filme
levasse para casa o Óscar de melhor argumento adaptado.
Como
não podia deixar de ser, vindo de quem é, o filme tem também uma clara mensagem
política que se transpõe para os dias de hoje, algo que fica claro no final do
filme. “BlacKkKlansman - O Infiltrado” é um filme interessante e que não se
pode perder.
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17/12/2017
Star Wars – Os Últimos Jedi (Star Wars: Episode VIII - The Last Jedi - 2017)
Rey,
agora junto de Luke Skywalker, tenta treinar os seus recentemente descobertos
poderes. Enquanto isso, a Resistência tenta sobreviver face ao implacável
ataque da Primeira Ordem.
“Os Últimos
Jedi” é um misto de coisas. Tem coisas boas, coisas menos boas e coisas que
simplesmente não fazem sentido. Vou tentar explicar o que é o que sem spoilar
nada, para assim não estragar a experiência a quem ainda não o viu e o quer
fazer. Como coisas boas temos as batalhas no espaço, o desenvolvimento de Rey e
Kylo Ren e algumas cenas de ação. As menos boas foi a história de Finn, de DJ e
Snoke.
Rey
tenta desenvolver os seus poderes e descobrir qual é o seu lugar em todo este
conflito. Durante essa jornada, apercebe-se a divisão interior que assola Kylo
Ren e tenta puxá-lo para o lado dos bons. Em relação a Luke Skywalker, ainda
não me decidi completamente se sou a favor ou contra. Na sua grande maioria,
toma decisões que, sinceramente, não me parecem corresponder de todo com a
personagem e só lá para o fim é que tem uma participação mais ativa. E Snoke?
Esteve numa escala crescente durante a maior parte do tempo para depois o final
ser muito insatisfatório. Além disso, se a parte desempenhada por Finn fosse completamente
retirada do filme nem se tinha notado a diferença.
Com a
súbita morte de Carrie Fisher, é natural que se tenha mais atenção à sua
personagem e é com ela que acontece um dos momentos que me fazem mais confusão.
Mas tem uma grande interpretação e, sabendo que nada foi alterado neste filme
pelo seu falecimento, várias questões são levantadas para o próximo episódio.
Temos
cenas de grande valor espalhadas por todo o filme. Uma grande banda-sonora,
batalhas espaciais de grande qualidade e outras cenas que não podem ser aqui
explicadas com maior detalhe.
O tom
que o realizador Rian Johnson apresentou foi um pouco cómico a mais daquilo que
estava à espera. Os trailers transmitiam uma ideia de uma história mais sombria
e onde muito se ia alterar, porém os tons mais cómicos desviam a atenção de
detalhes que não fazem sentido algum.
Não me
pareceu um Star Wars tão forte como o anterior mas, mesmo assim, é um bom filme
de ficção-científica e esperemos que o próximo episódio seja em grande!
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25/12/2015
Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens - 2015)
Passaram-se
trinta anos desde o fim do Império e agora a Primeira Ordem tenta controlar
toda a galáxia. Só um pequeno grupo de heróis a pode parar, com a ajuda da
Resistência.
O
realizador J. J. Abrams tinha a difícil tarefa de trazer “Star Wars” para os
tempos modernos, agradar aos fãs antigos, ganhar uns novos e dizer-nos o que se
passou nestes trinta anos que estivemos afastados da galáxia. E, felizmente,
tudo correu pelo melhor. É verdade que, às vezes, falta alguma informação sobre
a história de fundo mas também são trinta anos que temos que acompanhar - é
para isso que também servem os próximos filmes. Também se tem dito que “O Despertar
da Força” é quase como uma cópia de “Star Wars – Episódio IV: Uma Nova
Esperança”, o que não é totalmente correto. É certo que tem alguns pontos
semelhantes mas, mesmo assim, esta nova sequela consegue destacar-se por ela
própria.
E que
tal o novo casting? Os novos protagonistas são praticamente todos
desconhecidos. Temos Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e Oscar Isaac (bem, Adam Driver e Oscar Issac não são propriamente
desconhecidos mas, mesmo assim, não são nomes imediatamente reconhecidos). E,
felizmente, todas estas adições foram bem-executadas e só fizeram bem ao filme.
Kylo Ren (a personagem interpretada por Adam Driver) podia ter-se facilmente
tornado num Darth Vader mais novo e parolo, no entanto consegue ter uma
personalidade e não é um vilão que apenas joga pelo mal. E Daisy Ridley, sendo
a primeira vez que a vejo em algo, entregou uma grande prestação; é, sem dúvida,
uma heroína que vai valer a pena seguir nos próximos filmes.
Também temos o regresso de velhos conhecidos, como
Harrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill. E a qualidade dos seus desempenhos
é por esta ordem. Ford conseguiu trazer de novo Han Solo para o grande ecrã,
que nos remete imediatamente para o seu desempenho da personagem nos primeiros
filmes desta saga. Carrie Fisher não foi nada de espetacular. Talvez por não
entrar em filmes tão frequentemente a sua interpretação não conseguiu trazer
nada de interessante. E não quero estragar o que Hamill fez para quem ainda não
viu o filme, por isso, apenas digo que podia ter aparecido mais.
A
mistura dos efeitos práticos com os digitais também tiveram um grande
tratamento, sendo difícil distinguir entre o de facto está lá e o que foi
criado. As batalhas de sabres de luz conseguem ser um intermédio entre as
batalhas coreografadas das prequelas e as mais paradas da trilogia original.
Algumas
perguntas que tínhamos sobre o filme foram respondidas mas muitas mais foram
colocadas. Este foi um grande “Star Wars” por onde começar de novo.
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