Sendo totalmente honesto, o meu único conhecimento, prévio a este filme, sobre a Gucci é que se trata de uma marca de roupa. Por isso, saber todo o drama que envolve este filme foi uma total surpresa. E uma coisa que há a salientar é que estamos perante o segundo filme que Ridley Scott lançou este ano, sendo que o primeiro, “Último Duelo”, saiu apenas umas semanas antes do que este.
Aqui vemos como Patrizia Reggiani, uma mulher humilde, se infiltrou no no seio da conhecida família da moda Gucci. E de como graças à sua ambição desmedida acabou por levar ao final desta dinastia.
Desde há uns anos para cá parece que filmes que duram uma hora e meia são cada vez mais raros, e que agora parece que o objetivo é chegar às duas horas e meia. Isto não tem necessariamente de ser uma coisa negativa por si só, mas não havendo algum “controlo” na duração, a edição do filme sofre e o realizador atira tudo o que lhe apetece para o ecrã. E “Casa Gucci” bem que merecia de uns cortes pelo meio, e depois consegue a incrível proeza de ter um final apressado.
Uma coisa que no mínimo este filme prova é que Lady Gaga sabe se facto atuar, e que a atenção que teve no lançamento de “Assim Nasce uma Estrela” não foi caso único. E tinha de ser mesmo assim, já que passamos praticamente todo o filme com ela, e se não tivesse uma boa interpretação ia ser uma desgraça.
Os outros elementos do elenco fazem um bom papel, mas o destaque tem que ir para Jared Leto, que faz do excêntrico Paolo Gucci. E tanto pode ser a melhor parte para muitos, como aquilo que estraga totalmente o filme para outros. Sinceramente, toda a interpretação pareceu muito extravagante no início, mas depois acho que aquilo que mais fez falta nisto tudo é não haver mais personagens como ele, para dar um pouco mais de vida a toda a ação.
“Casa Gucci” acaba por ser um filme biográfico que tem boas interpretações, mas que não se consegue destacar do resto.
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08/03/2022
Casa Gucci (House of Gucci - 2021)
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07/08/2016
Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016)
A
agente Amanda Waller decide juntar uma equipa para combater futuras ameaças de
meta-humanos. Uma equipa só com super-vilões, que são obrigados a entrar em
missões suicidas.
Pontos
menos positivos: o argumento é, no geral, uma autêntica salgalhada. A ideia é
criar uma equipa de meta-humanos para combater outros meta-humanos mas a grande
maioria do Esquadrão não entra nesta categoria – “apenas” são humanos
extremamente habilidosos. E, como em muitos filmes do género, o vilão não é
nada de especial e chega a ser um pouco ridículo.
O
melhor de “Esquadrão Suicida” é a prestação dos seus atores. Will Smith é um
incrível Deadshot, cheio de carisma mas sem tornar o filme dele, Margot Robbie
é uma Harley Quinn adequadamente louca e que nos consegue surpreender. E o novo
Joker? Terá Jared Leto estado à altura do papel? Completamente! É uma versão
diferente da interpretada por Heath Ledger, um príncipe do crime com o qual
podemos embarcar neste universo cinematográfico. (e é assim mesmo que tinha de
ser!). E a sua relação de co-dependência com Harley Quinn está incrivelmente bem
retratada. E duas surpresas foram El Diablo e Killer Croc, principalmente o
primeiro, interpretado Jay Hernandez, que tem uma grande presença e mostra,
talvez, o maior desenvolvimento de personagem.
Como é
demonstrado pelos trailers, temos muitas músicas conhecidas pelo filme. Isto
pode resultar de duas maneiras… Quando essas músicas entram ao apresentar as
personagens, tudo bem, é engraçado mas depois as músicas entram de momentos a
momentos e não queriam grande impacto, parecendo algo desconexas.
Ah, a
pequena participação de Batman está muito bem executada e entra nos momentos
certos. Outro momento alto foi Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que
consegue em muitos sentidos ser a verdadeira vilã do filme.
Concluindo,
“Esquadrão Suicida” é um filme mais divertido que “Batman v Super-Homem”,
embora menos do que aquilo que os trailers nos mostram. Tem grandes personagens
e desempenhos só que uma história que não corre tão bem.
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