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08/03/2022

Casa Gucci (House of Gucci - 2021)

          
          Sendo totalmente honesto, o meu único conhecimento, prévio a este filme, sobre a Gucci é que se trata de uma marca de roupa. Por isso, saber todo o drama que envolve este filme foi uma total surpresa. E uma coisa que há a salientar é que estamos perante o segundo filme que Ridley Scott lançou este ano, sendo que o primeiro, “Último Duelo”, saiu apenas umas semanas antes do que este.
          Aqui vemos como Patrizia Reggiani, uma mulher humilde, se infiltrou no no seio da conhecida família da moda Gucci. E de como graças à sua ambição desmedida acabou por levar ao final desta dinastia.
          Desde há uns anos para cá parece que filmes que duram uma hora e meia são cada vez mais raros, e que agora parece que o objetivo é chegar às duas horas e meia. Isto não tem necessariamente de ser uma coisa negativa por si só, mas não havendo algum “controlo” na duração, a edição do filme sofre e o realizador atira tudo o que lhe apetece para o ecrã. E “Casa Gucci” bem que merecia de uns cortes pelo meio, e depois consegue a incrível proeza de ter um final apressado.
          Uma coisa que no mínimo este filme prova é que Lady Gaga sabe se facto atuar, e que a atenção que teve no lançamento de “Assim Nasce uma Estrela” não foi caso único. E tinha de ser mesmo assim, já que passamos praticamente todo o filme com ela, e se não tivesse uma boa interpretação ia ser uma desgraça.
          Os outros elementos do elenco fazem um bom papel, mas o destaque tem que ir para Jared Leto, que faz do excêntrico Paolo Gucci. E tanto pode ser a melhor parte para muitos, como aquilo que estraga totalmente o filme para outros. Sinceramente, toda a interpretação pareceu muito extravagante no início, mas depois acho que aquilo que mais fez falta nisto tudo é não haver mais personagens como ele, para dar um pouco mais de vida a toda a ação.
          “Casa Gucci” acaba por ser um filme biográfico que tem boas interpretações, mas que não se consegue destacar do resto.


07/08/2016

Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016)



                “Esquadrão Suicida” tem uma pressão sobre ele que não é merecida pois, devido às reações mistas que “Batman v Super-Homem” provocou, todos estão de olhos postos no filme a ver se a DC dá a volta às coisas e se algo épico acontece. Vamos ser positivos, tem David Ayer (que nos trouxe “Fúria”) a realizar e um grande elenco, como Will Smithe e Margot Robbie, por isso há que se ser otimista. E raios!, temos um novo Joker!
                A agente Amanda Waller decide juntar uma equipa para combater futuras ameaças de meta-humanos. Uma equipa só com super-vilões, que são obrigados a entrar em missões suicidas.
                Pontos menos positivos: o argumento é, no geral, uma autêntica salgalhada. A ideia é criar uma equipa de meta-humanos para combater outros meta-humanos mas a grande maioria do Esquadrão não entra nesta categoria – “apenas” são humanos extremamente habilidosos. E, como em muitos filmes do género, o vilão não é nada de especial e chega a ser um pouco ridículo.
                O melhor de “Esquadrão Suicida” é a prestação dos seus atores. Will Smith é um incrível Deadshot, cheio de carisma mas sem tornar o filme dele, Margot Robbie é uma Harley Quinn adequadamente louca e que nos consegue surpreender. E o novo Joker? Terá Jared Leto estado à altura do papel? Completamente! É uma versão diferente da interpretada por Heath Ledger, um príncipe do crime com o qual podemos embarcar neste universo cinematográfico. (e é assim mesmo que tinha de ser!). E a sua relação de co-dependência com Harley Quinn está incrivelmente bem retratada. E duas surpresas foram El Diablo e Killer Croc, principalmente o primeiro, interpretado Jay Hernandez, que tem uma grande presença e mostra, talvez, o maior desenvolvimento de personagem.
                Como é demonstrado pelos trailers, temos muitas músicas conhecidas pelo filme. Isto pode resultar de duas maneiras… Quando essas músicas entram ao apresentar as personagens, tudo bem, é engraçado mas depois as músicas entram de momentos a momentos e não queriam grande impacto, parecendo algo desconexas.
                Ah, a pequena participação de Batman está muito bem executada e entra nos momentos certos. Outro momento alto foi Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que consegue em muitos sentidos ser a verdadeira vilã do filme.
                Concluindo, “Esquadrão Suicida” é um filme mais divertido que “Batman v Super-Homem”, embora menos do que aquilo que os trailers nos mostram. Tem grandes personagens e desempenhos só que uma história que não corre tão bem.