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07/06/2020

The Gentlemen - Senhores do Crime (The Gentlemen - 2020)

         Vamos ser sinceros. Por muito bom ou mau que tenha sido a última adaptação de “Aladdin”, pode-se dizer, com alguma segurança, que não parece ser um filme de Guy Ritchie. Por isso, ver “The Gentlemen - Senhores do Crime” foi quase como um bem-vindo regresso às origens para o realizador.
          Quando um americano tenta vender o seu muito lucrativo negócio de marijuana em Londres,  desencadeia uma série de acontecimentos que envolvem mortes e chantagem. 
          O modo como todo o filme foi estruturado, embora não seja original, quando bem executada, é bastante interessante. Basicamente, temos toda a história a ser contada por Hugh Grant a Charlie Hunnam, ou como quem diz, a contar ao espectador. E se já viram algum dos filmes de Guy Ritchie de gangsters como “Lock, Stock and Two Smoking Barrels”, muito deste estilo e qualidade foi transportado para este “The Gentlemen - Senhores do Crime”.
         Mas, para mim, o filme é simplesmente divertido, não são pela tiradas cómicas em si, mas sim por todo o dinamismo do filme. Nunca estamos parados e está sempre tudo a rolar com um grande ritmo que nos deixa presos a tudo o que está a acontecer.
          Tudo isto com um grande elenco, tanto na quantidade como na qualidade, com Matthew McConaughey, Michelle Dockery, Jeremy Strong, entre muitos outros. E todos eles têm boas interações.
          “The Gentlemen - Senhores do Crime” mostra-nos, mais uma vez, que Guy Ritchie está à vontade neste tipo de filmes.

23/08/2017

A Torre Negra (The Dark Tower - 2017)

            Numa altura em que uma quantidade totalmente desnecessária de filmes tem uma duração excessiva, foi logo neste que optaram por 90 minutos – uma adaptação da série de oito livros de Stephen King! Mesmo não sendo uma adaptação direta deste material, se calhar um filme mais longo daria para explicar melhor todo este universo. Além disso, podemos ver Idris Elba e Matthew McConaughey um contra o outro, o que pode ser interessante.
            O Homem de Negro quer destruir a Torre Negra e, com isso, trazer a escuridão para todo o universo. Só o último Pistoleiro é que pode impedir que isso aconteça.
O meu maior problema com “A Torre Negra” é o seu incrível potencial que foi tão desperdiçado. A história é simples e dá a sensação que podia ter sido muito melhor. E isso nota-se, porque passa-se por locais e usam-se coisas que podiam ter sido melhor explicadas.
As cenas de ação estão bem conseguidas mas também podiam estar melhores. Podíamos ter visto mais das habilidades do Pistoleiro como, por exemplo, não ser afetado pela magia do vilão. É verdade que cada tiro resulta numa morte mas, passado um pouco, perde o impacto. A luta final com o Homem de Negro é o ponto alto em termos de ação do filme mas podia não ter sido tão unilateral.
As prestações é que são de louvar. Matthew McConaughey e Idris Elba estão em grande e são muito da força deste filme. Mesmo o jovem Tom Taylor consegue uma boa prestação, demonstrando bem a sua confusão e vontade de batalhar contra o que aconteceu.
Pode ser que já com a anunciada série para televisão tenhamos uma melhor adaptação para esta obra de Stephen King.



05/11/2014

Interstellar (2014)



                Um filme de Christopher Nolan é praticamente um evento por si só o que, por um lado, torna os seus filmes muito antecipados mas, por outro, são alvo de uma análise bem mais crítica. É verdade, sou um grande fã do realizador mas claro que vou tentar ser o mais objetivo possível aqui. “Interstellar” é um bom filme. Chega mesmo a ser um filme muito bom mas não é perfeito.
                A humanidade está em risco de extinção devido a pragas e a tempestades de pó. Vai caber a um grupo de exploradores partir para o espaço em busca de um planeta que possa dar abrigo ao que resta dos seres humanos.
                Este é um filme que se tem de ver com a mente aberta, já que mistura algumas teorias físicas reais com outras que são puramente especulativas. Mas, com isso, consegue criar uma história envolvente que, embora seja previsível em algumas situações, não deixa de manter interesse durante as quase três horas de duração.
                As inspirações de Stanley Kubrick e do seu “2001 – A Space Odyssey” são óbvias, principalmente nos grandes planos espaciais e nos robôs (que são os responsáveis pelas partes mais cómicas de todo o filme). Os efeitos especiais são apenas uma das coisas que estão de uma qualidade impecável do início ao fim e, para ajudar a uma experiência realmente imersiva, temos uma banda-sonora de louvar por parte de Hans Zimmer, o que prova que a presença do 3D não é necessária para ter uma grande experiência.
                Para ajudar ao grande departamento técnico, temos interpretações de louvar. Matthew McConaughey volta a provar que é um ator com “A” grande, demonstrando todo um leque de emoções de forma extremamente convincente. Talvez material de Óscar? Muito provavelmente. Acho que para uma nomeação, é bem capaz de ser possível. Também Anne Hathaway e Jessica Chastain não ficam atrás, conseguindo apresentar do melhor que conseguem fazer. Claro que algumas personagens estão lá para encher mas, mesmo assim, não são más de todo.
                Nolan volta a trazer magia para o grande ecrã mas há que ter em consideração que é um filme que têm de ir de mente aberta para as várias teorias, tanto físicas como filosóficas.
                É um filme que, sem dúvida alguma, merece ser desfrutado numa sala de cinema.


09/01/2014

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street - 2014)





                O realizador Martin Scorsese, que trouxe, agora, ao grande ecrã, a história do corretor da bolsa Jordan Belfort e da sua degenerada vida, já está envolto em polémica. As críticas baseiam-se no facto de o filme celebrar alguém com uma atitude moral tão duvidosa mas isso não o impediu de ganhar duas nomeações para os Globos de Ouro. 
                Resumidamente, temos contada a vida de Jordan Belfort, que passou da pobreza para uma vida de excessos graças às suas artimanhas como corretor na bolsa de Wall Street. É um filme que não é adequado para os que ficam facilmente incomodados. Temos os protagonistas a consumir grandes doses de drogas e a utilizarem prostitutas. 
                O modo como a história nos é dita também está muito interessante. Leonardo DiCaprio passa muito tempo a falar diretamente para o espetador, o que implica uma maior envolvência com quem o está a ver. 
                E, já que se está a falar do ator, DiCaprio volta aqui a mostrar o motivo pelo qual é um dos melhores atores que existe. A sua prestação como Belfron está impecável e merece, sem dúvida, alguma atenção por parte de quem está a dar prémios. O restante elenco, que conta com nomes como Jonah Hill, Matthew McConaughey, Rob Reiner e Jon Favreau também faz um bom trabalho para tornar “O Lobo de Wall Street” numa grande película. 
                Talvez o maior problema do filme seja a sua duração. São três horas em que temos de estar sentado a vê-lo mas, felizmente, consegue-se ficar entretido durante todo o tempo. 
                O filme é hilariante, com algumas cenas a parecer que nós é que tomamos as drogas. Além disso, conseguir manter este nível de interesse durante todo o filme é uma grande proeza que merece reconhecimento. O que é ainda mais incrível é que, muito daquilo que se vê, aconteceu na realidade. 
                Scorsese entrega-nos um grande filme, com uma grande prestação de DiCaprio.