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07/06/2020

The Gentlemen - Senhores do Crime (The Gentlemen - 2020)

         Vamos ser sinceros. Por muito bom ou mau que tenha sido a última adaptação de “Aladdin”, pode-se dizer, com alguma segurança, que não parece ser um filme de Guy Ritchie. Por isso, ver “The Gentlemen - Senhores do Crime” foi quase como um bem-vindo regresso às origens para o realizador.
          Quando um americano tenta vender o seu muito lucrativo negócio de marijuana em Londres,  desencadeia uma série de acontecimentos que envolvem mortes e chantagem. 
          O modo como todo o filme foi estruturado, embora não seja original, quando bem executada, é bastante interessante. Basicamente, temos toda a história a ser contada por Hugh Grant a Charlie Hunnam, ou como quem diz, a contar ao espectador. E se já viram algum dos filmes de Guy Ritchie de gangsters como “Lock, Stock and Two Smoking Barrels”, muito deste estilo e qualidade foi transportado para este “The Gentlemen - Senhores do Crime”.
         Mas, para mim, o filme é simplesmente divertido, não são pela tiradas cómicas em si, mas sim por todo o dinamismo do filme. Nunca estamos parados e está sempre tudo a rolar com um grande ritmo que nos deixa presos a tudo o que está a acontecer.
          Tudo isto com um grande elenco, tanto na quantidade como na qualidade, com Matthew McConaughey, Michelle Dockery, Jeremy Strong, entre muitos outros. E todos eles têm boas interações.
          “The Gentlemen - Senhores do Crime” mostra-nos, mais uma vez, que Guy Ritchie está à vontade neste tipo de filmes.

05/09/2019

Aladdin (2019)


            Mais uma adaptação para imagem real de um dos clássicos de animação da Disney, desta vez, uma nova visão da Arábia de Aladdin, só que neste caso há um “problema”. Na versão original, o génio era interpretado pelo já falecido Robbie Williams que transmitiu muita da sua personalidade para o papel. Por isso, seja qual for o escolhido para fazer o papel, será sempre comparado ao ator, e nesse caso a escolha de Will Smith para o papel até foi boa, já que também é um ator bastante carismático e cómico.
            Houve várias alterações nesta versão, sendo uma delas tornar Jasmin numa personagem mais participativa e com um maior desenvolvimento. Teve direito a uma adição na banda sonora (que, na minha opinião, não é grande coisa, embora a mensagem seja boa), com Naomi Scott a fazer aqui um bom desempenho. As interpretações tiveram os seus altos e baixos. Mena Massoud faz um Aladdin, tem personalidade e faz-nos torcer por ele e Marwan Kenzari não consegue ser um Jafar minimamente ameaçador, parecendo mais alguém que está no meio de uma birra. Mas, surpreendentemente, Will Smith consegue salvar tudo, já que sempre que o ator está presente consegue elevar a cena, tem desejos diferentes que na animação, mas nada que seja descabido. E mesmo não fazendo uma cópia da interpretação de Williams, faz umas homenagens ao falecido ator.
            Uma coisa que não me agradou foi a cidade de Agrabah. Parece demasiado estéril e sem personalidade, não parece que alguém, de facto, viva lá. E não é por falta de cor. Parece-se demasiado com um cenário de filme e não com uma localização real, tornando desinteressante todas as cenas que se lá passavam. Noutra perspetiva, nem temos noção que este é um filme realizado por Guy Ritchie, já que nenhum das suas caraterísticas de realização se fazem transparecer aqui.
            A recriação dos momentos musicais estão bem conseguidos e têm umas pitadas de Bollywood pelo meio, que tornam as coisas bem interessantes. Mas, sinceramente, esta não foi das melhores adaptações da história.
            “Aladdin” não “estraga” a experiência de quem viu o primeiro mas não traz nada de novo e em várias situações é uma cópia barata e desinteressante.

04/09/2015

O Agente da U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E. - 2015)



                Mais uma série que vai ter tratamento no grande ecrã, e desta vez coube à série de espiões dos anos 60. E não há ninguém como Guy Ritchie para trazer este género para os nossos tempos.
                No início dos anos 60 e em plena Guerra Fria, o agente da CIA Napoleon Solo vai-se juntar ao agente da KGB Illya Kuryakin para impedir uma organização criminosa de criar e espalhar armas nucleares.
                Guy Ritchie já nos habituou a filmes com boas combinações de ação e comédia, como foi provado nos dois filmes sobre Sherlock Holmes, e aqui volta a consegui-lo. Só que aqui algumas das cenas de ação são tão cómicas, que não se nota nenhum perigo real, não consegue criar nenhuma tensão real.
                O filme consegue criar uma boa sensação da época (o que permite distinguir de outros do género como James Bond e Missão Impossível), e as transições de cenas até estão engraçadas. Isto é exceto na parte final. Quando está muita gente envolvida e estão todas aos tiros, o ecrã divide-se demasiadas vezes, perde-se o fio à meada, não se entende bem o que se está a passar ou a acontecer.
                Henry Cavill faz uma boa interpretação como mulherengo e descontraído agente da CIA, mas gostei mais de ver Armie Hammer como o rígido e psicótico agente da KGB. Para completar este grande duo temos Alicia Vikander, que interpreta Gaby, que volta a provar mais uma vez que é uma atriz a ter em conta. E esta provavelmente vai ser das poucas vezes que vou dizer que queria ver mais de Hugh Grant.
                Pode ser isto o início de mais uma saga nas salas de cinema? É bem possível que sim, as bilheteiras não foram muito famosas, mas pode ser que sequelas possam acontecer. E espero que consigam pelo menos ser tão bons como este.