Com filmes de qualidade muito inconstante, Nicolas Cage não sabe bem escolher que trabalhos deverá aceitar. E, sinceramente, não me parece que este “Next” vá ser grande coisa, mas pronto, já me enganei antes.
O enredo rodeia a vida de Cris, um mágico de Las Vegas, que é requisitado pelo FBI para o ajudar na procura de uma bomba nuclear. Nada de mais. O que distingue Cris? Consegue ver o futuro 2 minutos de cada vez mas só em coisas que o influenciem.
Um filme de ação com toques de ficção científica não apresenta um argumento que vaá convencer, parecendo vago e não apresentando nada de novo para quem o vê. Aquele toque de dar uma olhadela no futuro é engraçado no início mas, passado um bocado, deixa de ser algo de especial.
Com um elenco que conta com Nicolas Cage, Julianne Moore e Jessica Biel, a interpretação deixa um pouco a desejar. Cage parece que faz sempre o mesmo papel e Jessica Biel deve ter sido um erro de casting pois não incorpora nada seu na personagem.
É verdade que o final nos quer apresentar uma grande surpresa mas acaba por não ser nada de especial.
Um filme de ação “razoavelzinho”.
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14/09/2020
28/09/2017
Kingsman - O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle - 2017)
Com o seu quartel-general reduzido a escombros e a maioria dos seus membros mortos, os restantes elementos da Kingsman têm de recorrer aos seus primos do outro lado do Atlântico, os Statesman, para, assim, as duas agências conseguirem salvar os milhões de reféns que o Círculo Dourado fez por todo o mundo.
No primeiro filme, há uma boa mistura entre a ação extraordinária e os momentos de desenvolvimento de personagens. Só que isso não acontece tanto aqui. Sim, temos bons momentos de desenvolvimento dos protagonistas, só que são em menor quantidade. Já a escala das cenas de ação mantêm-se sempre em alta, o que para as quase duas horas e meia de duração é um pouco de mais.
E o marketing também foi um pouco enganador. Mostraram muito Jeff Bridges e Channing Tatum quando, na verdade, mal estão no filme. Aliás, são os Statesman que saíram “prejudicados” nesta sequela, que têm bons momentos de ação, mas as personagens não são devidamente desenvolvidas. E então a cena final de Halle Berry parece que caiu lá vinda do nada.
Mas o filme não se chama Statesman, e é nos Kingsman que está o grande protagonismo. Taron Egerton volta a vestir a pele do protagonista Eggsy, e está de novo em grande, sendo agora um agente mais experiente que já consegue fazer todas as incríveis cenas de ação necessárias. Não é só de ação que se vale, já que personifica bem as suas relações com as outras personagens, desde a sua namorada Tilde (a princesa sueca que aparece no primeiro filme) até Merlin e Harry, com alguns bons momentos fortes. O reaparecimento de Colin Firth e a sua justificação é que não é muito convincente, o que o salva é que é uma boa personagem.
Julianne Moore, como a vilã Poppy, é que parece que está noutro filme. É verdade que tudo nesta saga é em grande mas a atriz parece que está num filme de Austin Powers, demasiado excêntrica para conseguir ser levada muito a sério.
“Kingsman - O Círculo Dourado” não é um filme tão coeso como o primeiro mas, mesmo assim, continua a ser um grande filme de ação que merece uma ida ao cinema.
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07/01/2015
O Sétimo Filho (Seventh Son - 2015)
O
novo ano começa com mais uma adaptação de uma obra de fantasia, com Jeff
Bridges e Julianne Moore como os grandes nomes no elenco, e com Ben Barnes como
o protagonista.
Tom,
o sétimo filho do sétimo filho, é um aprendiz de mago para combater contra
espíritos malignos. O seu grande primeiro desafio está quando a terrível Mãe
Malkin escapa da sua prisão.
Estes
filmes parecem sempre ser muito bonitinhos, com os seus efeitos especiais
catitas, os seus monstros e o seu quase obrigatório 3D, mas no fim servem
apenas para distrair um bocado. O argumento parece que é sempre a mesma coisa,
o nascimento de um novo herói que vai derrotar o grande vilão, e que se as
receitas de bilheteira correrem bem vamos ter sequela a caminho.
Bridges
continua a fazer a única coisa que só consegue fazer agora, ensinar lições à
próxima geração sendo um grande rezingão. Não que não faça esse papel de
maneira competente, mas também podia variar um pouco. Moore consegue ser uma
boa vilã, mas não consegue deslumbrar. Verdade seja dita este é o show de
Barnes, que consegue ser um protagonista competente e credível.
As
cenas de ação começam bem mas depois parece que se perdem um pouco e não dão um
final muito satisfatório. O romance que também temos de aturar não combina
muito bem com o resto do filme, parece que só está lá por estar.
Uma
fantasia que provavelmente vai passar ao lado de muita gente.
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13/12/2014
Mapas para as Estrelas (Maps to the Stars - 2014)
Este filme de David Cronenberg
vai com certeza dividir muitas opiniões. A visita do realizador pelo lado menos
bonito de Hollywood não vai agradar a todos.
Vamos
ter aqui um passeio pelo lado negro da fama, onde mostra os problemas e
atitudes digamos, menos corretas, que os atores e atrizes passam para
sobreviver.
Do
melhor que este filme apresenta é a interpretação de Julianne Moore, que de
facto foi algo de louvar. Já o resto do filme parece ter como único propósito
chocar e deixar desconfortável quem o tiver a ver, o que não é propriamente o
que se quer sentir quando se está a ver um filme.
A interpretação
de Mia Wasikowska não
ajudou a aumentar o nível do filme, a atriz parece uma estátua e está demasiado
apática para conseguir criar uma personagem com algum interesse. Por outro
lado, Evan Bird consegui-me surpreender, com uma
prestação que até foi razoável.
Temáticas
como o incesto e homicídio podiam ter criado um filme mais interessante, mas
Cronenberg, de novo, tenta criar algo mais complicado e complexo e com isso
tira praticamente todo o interesse do assunto.
Um filme para quem tiver
interessado em saber aquilo por que têm de passar as celebridades.
20/11/2014
The Hunger Games – A Revolta Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 - 2014)
Não sou grande apreciador de
filmes divididos em duas partes, parecem sempre dois filmes que não têm um princípio,
meio e fim. Enquanto a parte 1 serve apenas como uma entrada, a parte 2 é onde
está toda a ação. E Hunger Games também sofre um pouco disso.
Agora no Distrito 13, Katniss
Everdeen vai-se reafirmar como a líder da revolução para acabar com o reino do
Capitólio. E, enquanto isso tentar salvar Peeta do seu terrível destino.
O elenco teve algumas adições,
tal como Julianne
Moore e Natalie Dormer, que conseguem fazer uma prestação
competente mas nada de por aí além. E para mim esta é uma das falhas do filme,
a falta de desenvolvimento das personagens. A protagonista, interpretada por Jennifer
Lawrence, tem sempre direito a todo o tempo do mundo, mas a personagem não
parece ter evoluído, parecendo ser a mesma que já tínhamos visto no segundo
filme. E daquelas que são as minhas personagens favoritas, interpretadas por Woody
Harrelson, Donald Sutherland e Philip
Seymour Hoffman, apenas o falecido Hoffman teve mais tempo de
antena. A personagem interpretada por Josh Hutcherson
(Peeta), embora não apareça durante
muito tempo, foi a que para mim sofreu mais alterações e a que se nota uma
maior evolução.
A
ação neste capítulo deixa algo a desejar, é ocasional e está mais presente como
plano de fundo, nomeadamente as revoltas por parte dos vários Distritos, mas
estas cenas não são tão satisfatórias como os filmes anteriores.
Francis
Lawrence, que volta a pegar nesta saga, faz de novo um bom trabalho, mas está
limitado em termos de argumento para aquilo que pode fazer. Já que apenas para
o fim do filme conseguimos sentir que aconteceu algo de relevo. Sim, já se sabe
que querem deixar todos os trunfos e grandes mudanças para o último filme, mas
podia ter acontecido algo que tornasse esta primeira parte mais relevante.
“The Hunger Games – A Revolta Parte 1”
consegue ser um bom filme e deixa-nos cheios de vontade para saber o que vai
acontecer para o ano.
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