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13/12/2014

Mapas para as Estrelas (Maps to the Stars - 2014)



                Este filme de David Cronenberg vai com certeza dividir muitas opiniões. A visita do realizador pelo lado menos bonito de Hollywood não vai agradar a todos.
                Vamos ter aqui um passeio pelo lado negro da fama, onde mostra os problemas e atitudes digamos, menos corretas, que os atores e atrizes passam para sobreviver.
                Do melhor que este filme apresenta é a interpretação de Julianne Moore, que de facto foi algo de louvar. Já o resto do filme parece ter como único propósito chocar e deixar desconfortável quem o tiver a ver, o que não é propriamente o que se quer sentir quando se está a ver um filme.
                A interpretação de Mia Wasikowska não ajudou a aumentar o nível do filme, a atriz parece uma estátua e está demasiado apática para conseguir criar uma personagem com algum interesse. Por outro lado, Evan Bird consegui-me surpreender, com uma prestação que até foi razoável.
                Temáticas como o incesto e homicídio podiam ter criado um filme mais interessante, mas Cronenberg, de novo, tenta criar algo mais complicado e complexo e com isso tira praticamente todo o interesse do assunto.
                Um filme para quem tiver interessado em saber aquilo por que têm de passar as celebridades.


19/03/2014

The Frozen Ground – Sangue e Gelo (The Frozen Ground - 2014)



                Mais uma história verídica que chega aos nossos cinemas e, desta vez, é de um assassino em série do Alasca. Sendo um filme com Nicolas Cage, John Cusack e Vanessa Hudgens, a expectativa não é muito elevada. 
                Quando a jovem prostituta Cindy é encontrada num quarto de hotel, espancada e maltratada, apenas o sargento Jack Halcombe entende que Cindy é a única sobrevivente de um assassino em série, que anda a matar jovens mulheres há mais de uma década. 
                Como primeiro trabalho, o realizador Scott Walker até se saiu bem mas, em termos gerais, não é um filme que impressione. Não apresenta nada de novo ao género e não consegue apresentar um bom ritmo para manter quem o vê atento. 
                Em termos de interpretações, não temos nada de especial. Cusack faz uma interpretação bastante seca, que apenas tem interesse nos últimos 10 minutos de filme. Cage consegue apresentar uma personagem razoável - o ator consegue fazer muito melhor, mas também não é um dos seus piores trabalhos. E, por incrível que pareça, o melhor desempenho vai para Vanessa Hudgens que conseguiu interpretar uma personagem interessante, uma aparência forte mas com muito sofrimento por dentro. 
                A ambientação gelada conseguiu variar um pouco o cenário deste tipo de filmes mas isso pouca relevância tem para o enredo. Enredo esse que podia ter sido mais trabalhado, já que o desenvolvimento do caso é muito forçado. O vilão, embora com o seu grau de psicopata, não é muito intenso mas, se calhar, ele era assim na realidade. 
                Um bom primeiro esforço para Scott Walker.