Um filme que junta David Fincher a realizar e Gary Oldman a protagonizar é algo a estar sempre atento, seja qual for o tema do filme. Por isso, vamos lá ligar a Netflix e ver o que esta dupla nos trouxe desta vez.
Aqui vemos a Hollywood dos anos 30, através dos olhos de Herman J. Mankiewicz, um argumentista alcoólico, que se encontra numa corrida contra o tempo para acabar o argumento de “O Mundo a Seus Pés”.
Em termos técnicos, o filme está impecável. A cinematografia, fotografia e banda-sonora são de grande qualidade e, muito provavelmente, vão ter uma menção para os Óscares. E, de igual modo, o mesmo vai acontecer com Oldman, só que aí é preciso meter um pequeno asterisco. O ator faz uma grande prestação, disso não há grande dúvida, só que o protagonista tem cerca de 43 anos, cerca de 20 anos a menos do que o ator que o representa, e isso nota-se um pouco já que falta alguma vivacidade ao protagonista.
O elenco secundário também é muito forte. Amanda Seyfried e Lily Collins têm um bom desempenho, embora não eu costume gostar muito dos papéis normalmente aceites por Seyfried. “Mank” apresenta uma Hollywood sem o seu glamour habitual e mais como um meio governado pelo dinheiro, conhecimentos e política, onde o nosso protagonista está sempre a uma piada mal dada de se transformar num pária da indústria. Algo que já teria acontecido há muito tempo, não fosse ele um argumentista tão bom.
O filme demora também um pouco a arrancar. Estamos sempre a saltar entre duas linhas temporais e, muitas vezes, não se entende o porquê dessas transições. Só mais para o meio é que começa a ganhar algum ritmo e interesse. E, para um filme que retrata, na sua essência, o argumento de “O Mundo a Seus Pés”, quase que não temos nenhuma interação entre o protagonista e Orson Welles.
“Mank” não é o melhor filme de 2020, nem o melhor tanto do realizador como do protagonista, mas é uma proposta bastante interessante para quem quiser visitar esta época temporal do cinema.
Mostrar mensagens com a etiqueta gary oldman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gary oldman. Mostrar todas as mensagens
07/12/2020
13/01/2018
A Hora Mais Negra (Darkest Hour - 2018)
Nas etapas
iniciais da Segunda Guerra Mundial, o destino da Europa Ocidental está nas mãos
do recém-nomeado primeiro-ministro Winston Churchill. Este depara-se com uma
grande dúvida: entrar em conversações de paz com Hitler ou fazer a guerra mesmo
com hipóteses muito reduzidas.
Por esta
altura já Oldman ganhou o Globo de Ouro pela sua interpretação e nisso estou
completamente de acordo. Verdade seja dita, ainda não estrearam os grandes
nomes que se falam para esta temporada de prémios mas aquilo que o ator
conseguiu fazer em “A Hora Mais Negra” é de grande valor. Temos um Churchill
com uma grande determinação e sempre com uma resposta na ponta na língua que,
mesmo assim, demonstra ser humano com falhas, dúvidas e um grande sentido de
humor. Lily James, como a sua secretária, serve como a sua ligação ao povo e
quase uma consciência externa.
Uma coisa
que Joe Wright conseguiu fazer foi criar um filme com um ritmo incrível.
Estamos sempre com o coração nas mãos, tal são os momentos de intensidade, constantes
durante as duas horas de duração do filme. Mas não se torna cansativo, já que
temos uns momentos mais leves para desanuviar, antes de sermos levados de volta
para as indecisões do futuro da Europa.
Até agora,
eu estava na campanha de que deveria ser Hugh Jackman (“Logan”) a ganhar o
Óscar mas agora entrou mais um gladiador para a arena e vou estar até à entrega
dos prémios sem saber qual é o meu favorito.
“A Hora
Mais Negra” é um grande filme para este início de ano.
Etiquetas:
4,
biográfico,
critica,
drama,
gary oldman,
joe wright,
lily james,
nota,
oscares,
review
27/08/2017
O Guarda-Costas e o Assassino (The Hitman's Bodyguard - 2017)
Um dos melhores guarda-costas do
mundo tem de transportar em segurança um assassino até ao Tribunal de Justiça
Internacional, onde vai testemunhar contra um ditador.
O filme é tudo aquilo que os trailers prometem, por isso se
gostaram deles provavelmente gostarão daquilo que podem ver na sala de cinema.
O melhor é, sem dúvida, a química entre os dois atores principais, com Jackson
sempre a disparar balas e piadas com a mesma pontaria certeira, e Reynolds como
o elemento mais sério a servir de um bom contrabalanço.
A história é simples e tem umas
pitadas de romance que até calham bem, na forma Elodie Yung e Salma Hayek. O
vilão de Gary Oldman parece saído dos filmes de ação dos anos 90 mas funciona
bem para a narrativa apresentada. E também temos o nosso Joaquim de Almeida
envolvido.
Se quisermos algum termo de
comparação, pode-se pensar no estilo de “Deadpool”, talvez com Ryan Reynolds,
mas com menos violência e sem super-poderes (tirando, claro, o geral
super-poder de todos os protagonistas deste género de filmes).
“O Guarda-Costas e o Assassino” é
um filme simples, divertido e com muita ação. Uma boa maneira de começar a dar
as despedidas ao verão.
23/04/2016
Criminoso (Criminal - 2016)
Para impedir que um hacker, que controla todo o armamento dos Estados Unidos, caia nas mãos erradas, as memórias de um agente da CIA, que foi morto recentemente, são transferidas para um condenado ao corredor da morte na esperança de o encontrarem.
“Criminoso” podia ser dois filmes. Um filme de ação genérico, com muitos tiros e explosões à mistura, ou um interessante thriller sobre a sobreposição de memórias e como isso pode afetar uma pessoa. Em vez disso temos algo que tenta ser os dois, e não consegue ser empolgante em nenhum dos géneros. As cenas de ação não são satisfatórias suficientes e a parte das memórias é passada demasiado ao de leve e tudo se resolve demasiado bem.
Costner também não parece muito interessado em fazer um bom desempenho, e provavelmente o ator é agora melhor utilizado para papéis secundários. Gal Gadot parece dar um ar da sua graça por uma data de filme, e este é só mais um. Jordi Mollà é um vilão razoavelmente psicopata e Gary Oldman consegue ser sempre intenso.
“Criminoso” é um daqueles filmes que somos capaz de ver se estiver a passar na televisão ao domingo à tarde.
Etiquetas:
2,
ação,
crime,
critica,
drama,
gal gadot,
gary oldman,
jordi molla,
kevin costner,
nota,
review,
ryan reynols,
Tommy Lee Jones
Subscrever:
Mensagens (Atom)




