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04/03/2020

Valerian e a Cidade de Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets - 2017)

A esta altura, já sabemos que este foi um dos grandes flops de 2017, fartou-se de perder dinheiro e as críticas não foram as mais favoráveis. Este mais parece uma experiência mais visual do que outra coisa, o que até nem é novidade já que não falta por aí filmes com estilo mas sem substância. Mas será que Luc Besson nos consegue surpreender?
    Alpha é uma enorme metrópole espacial que alberga espécies de mil planetas. Entretanto, enfrenta o perigo eminente de colapsar e só Valerian e Laureline é que podem impedir que isso aconteça. 
    Um problema logo que se previa nos trailers e que se confirmou no filme: a química entre os dois protagonistas, Dane DeHaan e Cara Delevingne, é praticamente inexistente, o que torna as suas interações, principalmente as mais românticas, frias e sem emoção. Tal não é por falta de capacidade dos participantes, pelo menos da parte de DeHaan, pois já vi filmes em que o ator tem grandes interpretações. Aliás, não é só aqui que houve um problema de casting já que Clive Owen também não parece ser o ator indicado para aquilo que a personagem requer. 
    Uma coisa que Besson conseguiu foi criar um universo incrível. Num grande ecrã, o filme quase salta, com cores vibrantes e com muitos detalhes à mistura. Agora se este universo tivesse mais por onde pegar… A história do filme não é má, até é mesmo interessante porém o meu grande problema são mesmo os protagonistas, que me tiraram completamente da ação e do que se estava a passar, o que é uma pena.
    Estava com alguma expetativa para “Valerian e a Cidade de Mil Planetas” só que, infelizmente, é mais um filme onde se devia ter gasto menos dinheiro para efeitos espalhafatosos e ter tentado uma história e casting mais coeso.

07/08/2016

Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016)



                “Esquadrão Suicida” tem uma pressão sobre ele que não é merecida pois, devido às reações mistas que “Batman v Super-Homem” provocou, todos estão de olhos postos no filme a ver se a DC dá a volta às coisas e se algo épico acontece. Vamos ser positivos, tem David Ayer (que nos trouxe “Fúria”) a realizar e um grande elenco, como Will Smithe e Margot Robbie, por isso há que se ser otimista. E raios!, temos um novo Joker!
                A agente Amanda Waller decide juntar uma equipa para combater futuras ameaças de meta-humanos. Uma equipa só com super-vilões, que são obrigados a entrar em missões suicidas.
                Pontos menos positivos: o argumento é, no geral, uma autêntica salgalhada. A ideia é criar uma equipa de meta-humanos para combater outros meta-humanos mas a grande maioria do Esquadrão não entra nesta categoria – “apenas” são humanos extremamente habilidosos. E, como em muitos filmes do género, o vilão não é nada de especial e chega a ser um pouco ridículo.
                O melhor de “Esquadrão Suicida” é a prestação dos seus atores. Will Smith é um incrível Deadshot, cheio de carisma mas sem tornar o filme dele, Margot Robbie é uma Harley Quinn adequadamente louca e que nos consegue surpreender. E o novo Joker? Terá Jared Leto estado à altura do papel? Completamente! É uma versão diferente da interpretada por Heath Ledger, um príncipe do crime com o qual podemos embarcar neste universo cinematográfico. (e é assim mesmo que tinha de ser!). E a sua relação de co-dependência com Harley Quinn está incrivelmente bem retratada. E duas surpresas foram El Diablo e Killer Croc, principalmente o primeiro, interpretado Jay Hernandez, que tem uma grande presença e mostra, talvez, o maior desenvolvimento de personagem.
                Como é demonstrado pelos trailers, temos muitas músicas conhecidas pelo filme. Isto pode resultar de duas maneiras… Quando essas músicas entram ao apresentar as personagens, tudo bem, é engraçado mas depois as músicas entram de momentos a momentos e não queriam grande impacto, parecendo algo desconexas.
                Ah, a pequena participação de Batman está muito bem executada e entra nos momentos certos. Outro momento alto foi Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que consegue em muitos sentidos ser a verdadeira vilã do filme.
                Concluindo, “Esquadrão Suicida” é um filme mais divertido que “Batman v Super-Homem”, embora menos do que aquilo que os trailers nos mostram. Tem grandes personagens e desempenhos só que uma história que não corre tão bem.



22/07/2015

Cidades de Papel (Paper Towns - 2015)



                Depois de “A Culpa é das Estrelas” chega agora às salas de cinema mais uma adaptação de um livro de John Green. E se o primeiro ainda se tornou um filme bastante decente, este não parecia ir pelo mesmo caminho, pelo menos o trailer e a história não parecem os mais apelativos.
                Quentin vai embarcar numa busca, com os seus amigos, para encontrar Margo, a sua vizinha por quem está perdidamente apaixonado.
                O filme conseguiu-me surpreender pela positiva, não que o filme seja alguma coisa de especial, mas teve alguns momentos bem-humorados que não estava à espera de encontrar. Algumas cenas são muito divertidas, e são sem dúvida o ponto forte do filme.
Porque de resto o filme deixa a desejar. As personagens não são devidamente desenvolvidas e muitas das relações e reações são demasiado forçadas. Mesmo a relação principal não consegue convencer muito, já que o protagonista tanto parece apaixonado como completamente neurótico (verdade seja dita podem muito bem ser sinónimos).
Nat Wolff consegue carregar bem o filme durante a maior parte do tempo, já dizer que Cara Delevingne é a outra protagonista é esticar um pouco a corda. É verdade que é o alvo das afeições de Quentin, mas ela não aparece durante grande parte do filme e quando o faz é apenas para ser misteriosa.
“Cidades de Papel” não é um mau filme, mas também não é nada de especial.