É verdade que ultimamente não temos tido grandes motivos para voltar às salas do grande ecrã e, sinceramente, não é este tipo de filme que vai chamar muita gente.
Tudo em “Ava” tem o ar de filme de ação mais genérico possível, que retrata uma assassina solitária, que se vê obrigada a fugir da mesma organização criminosa que a contratou. Também já não basta ter gente conhecida, como Jessica Chastain, John Malkovich e Colin Farrell, embora, verdade seja dita, talento num elenco nunca fez mal a ninguém.
O argumento é bastante previsível, não sendo difícil saber para onde a história nos conduz. Geralmente, neste tipo de filme, as cenas de ação tentam ser o foco principal, com alguns filmes recentes a elevar cada vez mais a fasquia. Mas tal não acontece aqui. As cenas não são nada de especial e estão sobre-editadas.
O que é pior é a incrível dose de melodrama entre estas cenas. Parece uma telenovela com ação lá metida para o meio. Não que a história de dependência da protagonista não seja algo importante de representar no cinema, apenas penso só que não é apresentada do modo mais cativante. E nem culpo as interpretações por isso, pois o trio principal está faz um bom trabalho; já o discurso, é outra história.
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19/10/2020
08/05/2017
John Wick Capítulo 2 (John Wick: Chapter 2 - 2017)
John
Wick é forçado a voltar à vida do crime como forma de pagar uma dívida. Mas
isso só vai fazer com que a sua cabeça seja colocada a prémio.
Uma das
coisas que o primeiro filme conseguiu criar foi uma mitologia para o mundo dos
assassinos, desde as moedas de ouro ao Continental, e aqui temos uma expansão
disso, onde descobrimos novas regras e o ramo internacional. Mas houve um
contra. Chega a uma altura do filme em que parece que toda a gente de Nova
Iorque está envolvida, de uma forma ou outra, neste submundo do crime, o que
perde o impacto geral.
O
argumento aqui mantem-se simples como o primeiro: é mais uma história de
vingança e que, para o que “John Wick Capítulo 2” é, serve perfeitamente. Keanu Reeves
volta a entrar nesta personagem em grande forma e, nas cenas de ação, está
sempre “na maior”. Só quando a ação para é que, às vezes, parece que se perde
um pouco mas nada de grave. Temos o regresso de um grande Ian McShane e a
introdução de Riccardo Scamarcio e Laurence Fishburne (embora este último
apareça durante pouco tempo).
Só que
a grande estrela aqui são as cenas de ação, que continuam brutais, sem muitos
cortes, bem coreografadas e com a mesma violência do primeiro – sim, porque o
senhor Wick não se limita a incapacitar.
Uma
sequela que conseguiu ser melhor que o original, aumentando ainda mais as cenas
de ação mas, mesmo assim, mantendo aquilo que o caraterizava. Teria preferido
um final totalmente fechado - e não algo que dê para uma sequela - mas ela que
venha e que seja ainda melhor!
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20/04/2015
Noite em Fuga (Run All Night - 2015)
O realizador Jaume Collet-Serra volta a
juntar-se a Liam Neeson para mais um filme de ação, numa nova tentativa de ver
Neeson como um dos atuais heróis do género. O problema é que estes filmes
começam já a ser cansativos, sendo todos parecidos uns com os outros.
Jimmy
Conlon, um assassino contratado, tem uma noite para decidir a sua lealdade. Se
para com o seu filho que está em perigo de morte, ou se para com o seu velho
amigo e chefe da máfia, que quer que ele pague devido à morte do seu filho.
Como é
de esperar vamos ter várias cenas de ação, intercaladas com momentos em que
vamos saber mais sobre os protagonistas e os seus motivos. Por isso, o que se
está habituado a ver neste género de filmes.
Neeson
continua a distribuir tiros e socos à disposição, mas ao menos aqui ele
consegue mostrar que já não tem bem idade para continuar isto, nem que seja só
um pouco. Mas, alguns do melhores momentos conseguem ser os confrontos verbais
entre o ator irlandês e o vilão, interpretado por Ed Harris. Pena é não vermos
mais vezes Harris neste tipo de situação, em vez disso é só vê a dar ordens a
toda a gente. As coisas também não correm mal para Joel Kinnaman, que aqui
consegue uma interpretação mais dramática do que de ação. Já a personagens de
Common é extremamente desinteressante.
Mesmo
sendo um filme de ação competente, não traz nada de novo e já foi feito melhor.
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