Então não é que a Netflix também está a lançar os seus filmes nas salas de cinema? É verdade que só foi uma semana antes do lançamento na plataforma, e foi com um filme de ação de grande orçamento, mas mesmo assim pode indicar que vamos ter mais estreias no grande ecrã. Mas eu optei antes pelo sofá, e sinceramente não me arrependo da decisão.
Sinceramente o filme acabou por ser exatamente aquilo que estava à espera, tendo em conta aquilo que os trailers foram mostrando. Uma mistura de ação com os carismas de Dwayne Johnson com Ryan Reynolds e umas pitadas de Gal Gadot pelo meio. E se for exatamente isso que estão à espera não vão ficar desapontados.
O maior problema é que o filme nunca é mais que isso. O argumento é apenas o suficiente para criar situações caricatas e viajar por várias localizações à volta do mundo. Além de que não faz grande sentido, e que as várias “contrariedades” dos protagonistas podem ser facilmente resolvidas. E por falar em viagens à volta do mundo, estamos a falar de um filme que custou cerca de 200 milhões de dólares! É que se tirarmos o, certamente grande, cachê do elenco, o dinheiro não parece ter sido muito bem gasto. Se calhar se houvessem menos viagens, os efeitos especiais ridículos que muitas vezes aparecem eram escusados. A química entre os três elementos também não é muito boa, e se trocarmos estas personagens por outras dos últimos filmes de Johnson e Reynolds praticamente não daríamos pela diferença.
As duas horas de duração também não ajudam. Sou fã do estilo cómico de Reynolds e da sua interação com Johnson, mas no fim do filme já estava a cansar. Gal Gadot acho que ficou pior na fotografia, sendo que na parte cómica é o elemento mais fraco do trio, não lhe sai de maneira tão natural como os outros protagonistas.
“Aviso Vermelho” acaba por ser um filme de ação razoável, transportado por um bom elenco, mas que tem demasiados pontos fracos para ser uma das grandes referências do serviço de streaming.
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16/11/2021
Aviso Vermelho (Red Notice - 2021)
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18/09/2021
Free Guy - Herói Improvável (Free Guy - 2021)
Adaptações de videojogos têm sido a desgraça que se tem visto. É verdade que ultimamente a coisa tem melhorado mas mesmo assim ainda não estão naquele patamar de qualidade que se pode recomendar. Então, e que tal um filme que se passa num videojogo? Parece interessante. E como Ryan Reynolds consegue safar praticamente qualquer filme só com o seu carisma, a esperança que “Free Guy - Herói Improvável” seja um bom filme é grande.
Guy descobre que é um NPC (uma personagem não jogável) de um jogo de ação em mundo aberto.
Preparem-se para muito palavreado relacionado com videojogos, o filme faz um bom trabalho em explicar a maioria dos conceitos, mas quem não pescar nada de nada sobre este mundo é capaz de se sentir um pouco perdido inicialmente. E a ideia de meterem youtubers a comentarem algumas situações foi engraçado na primeira e segunda vez, a partir daí começou a ser um pouco de mais.
Uma das muitas coisas de valor que o filme faz é meter Guy a subir de nível, não a destruir e a assaltar pessoas, mas sim ao fazer coisas boas, a ajudar e salvar os outros personagens e, com isso, captar a atenção de todo o mundo. Reynolds é a pessoa certa para fazer desta personagem, de alguém que está a descobrir um mundo novo, que consegue fazer as cenas de ação e que tem sempre um tom cómico.
Como o grande antagonista temos o criador do jogo Antwan (interpretado pelo grande Taika Waititi) que parece que a única indicação do realizador que teve foi ser o mais over the top possível. Resulta muito bem na maior parte do tempo e faz desejar mesmo que tenha aquilo que merece no fim.
Para ajudar Guy nesta aventura, surge a jogadora Millie, que está a tentar derrubar o império de Antwan, e o parceiro virtual Buddy, com o qual temos as cenas mais emotivas com Guy. A história está dentro daquilo que estamos à espera mas o que ficou por aproveitar foi alguma discussão sobre inteligência artificial e terem ganho a sua própria consciência. Porque é basicamente isso que se está a passar com as personagens deste videojogo - é uma oportunidade perdida este tema não ter sido um pouco explorado.
“Free Guy - Herói Improvável” é um dos melhores filmes deste verão, com uma boa história, grandes cenas de ação e humor. Tudo através de grandes personagens e de uma grande interpretação de Ryan Reynolds.
Guy descobre que é um NPC (uma personagem não jogável) de um jogo de ação em mundo aberto.
Preparem-se para muito palavreado relacionado com videojogos, o filme faz um bom trabalho em explicar a maioria dos conceitos, mas quem não pescar nada de nada sobre este mundo é capaz de se sentir um pouco perdido inicialmente. E a ideia de meterem youtubers a comentarem algumas situações foi engraçado na primeira e segunda vez, a partir daí começou a ser um pouco de mais.
Uma das muitas coisas de valor que o filme faz é meter Guy a subir de nível, não a destruir e a assaltar pessoas, mas sim ao fazer coisas boas, a ajudar e salvar os outros personagens e, com isso, captar a atenção de todo o mundo. Reynolds é a pessoa certa para fazer desta personagem, de alguém que está a descobrir um mundo novo, que consegue fazer as cenas de ação e que tem sempre um tom cómico.
Como o grande antagonista temos o criador do jogo Antwan (interpretado pelo grande Taika Waititi) que parece que a única indicação do realizador que teve foi ser o mais over the top possível. Resulta muito bem na maior parte do tempo e faz desejar mesmo que tenha aquilo que merece no fim.
Para ajudar Guy nesta aventura, surge a jogadora Millie, que está a tentar derrubar o império de Antwan, e o parceiro virtual Buddy, com o qual temos as cenas mais emotivas com Guy. A história está dentro daquilo que estamos à espera mas o que ficou por aproveitar foi alguma discussão sobre inteligência artificial e terem ganho a sua própria consciência. Porque é basicamente isso que se está a passar com as personagens deste videojogo - é uma oportunidade perdida este tema não ter sido um pouco explorado.
“Free Guy - Herói Improvável” é um dos melhores filmes deste verão, com uma boa história, grandes cenas de ação e humor. Tudo através de grandes personagens e de uma grande interpretação de Ryan Reynolds.
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22/02/2021
Os Croods - Uma Nova Era (The Croods: A New Age - 2021)
“Os Croods” de 2013 foi uma boa animação mas, sinceramente, não estava à espera que houvesse qualquer tipo de sequela. Mas, bem quando um filme faz quase 600 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, era de esperar que houvesse uma continuação.
Os Croods continuam na sua busca por um lar e é aí que encontram os Bettermans, que proclamam viver de uma maneira melhor e mais evoluída.
Em termos técnicos, o filme melhorou um pouco em relação ao primeiro mas sem nunca parecer demasiado diferente. Porém, muito da temática do primeiro passou para a sequela. Se, no primeiro, tínhamos Guy, que era mais evoluído, a tentar conviver com a família das cavernas, agora temos uma família inteira, os Bettermans, a fazer o mesmo. Claro que, agora com mais elementos, dá para criar uma relação com cada membro dos Croods.
Muito provavelmente, os mais novos que gostaram do primeiro também vão gostar deste, embora a diferença de 8 anos entre os lançamentos pode fazer com que os mais novos do primeiro já não sejam assim tão jovens. Mas dá sempre para apanhar um novo público.
“Os Croods - Uma Nova Era” é uma animação colorida e capaz de agradar a toda a família.
Os Croods continuam na sua busca por um lar e é aí que encontram os Bettermans, que proclamam viver de uma maneira melhor e mais evoluída.
Em termos técnicos, o filme melhorou um pouco em relação ao primeiro mas sem nunca parecer demasiado diferente. Porém, muito da temática do primeiro passou para a sequela. Se, no primeiro, tínhamos Guy, que era mais evoluído, a tentar conviver com a família das cavernas, agora temos uma família inteira, os Bettermans, a fazer o mesmo. Claro que, agora com mais elementos, dá para criar uma relação com cada membro dos Croods.
Muito provavelmente, os mais novos que gostaram do primeiro também vão gostar deste, embora a diferença de 8 anos entre os lançamentos pode fazer com que os mais novos do primeiro já não sejam assim tão jovens. Mas dá sempre para apanhar um novo público.
“Os Croods - Uma Nova Era” é uma animação colorida e capaz de agradar a toda a família.
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04/01/2021
Os Croods (The Croods - 2013)
Mais uma grande animação da DreamWorks e desta vez temos homens das cavernas. E embora não ganhe nenhum prémio no que toca à originalidade do argumento, consegue estar bem construído e apresentado.
Os Croods são uma família das cavernas que está contra tudo o que é novo e que está fora da sua caverna. Mas, quando esta é destruída, a estranha família vai ter de se aventurar no desconhecido e perigoso mundo, acompanhados por Guy, o próximo passo da evolução.
A DreamWorks já nos acostumou a entregar grandes animações, e mesmo sendo um bom trabalho “Os Croods” não me convenceu muito. Não que desaponte em termos técnicos, já que aí temos mais um produto de grande qualidade. E mesmo o simbolismo de sair da escuridão da caverna, e da ignorância, para o exterior, e a sabedoria, está bem apresentado. Mesmo tendo todas estas qualidades, o conjunto de personagens não me entusiasmou.
Temos aquele perigo de que tudo está a ser destruído e que tudo não passa de uma corrida contra o tempo. Mas, não temos aquela sensação de perigo constante, sim eu sei, o filme é para os mais novos e não para ser algo tenso, mas mesmo assim senti a falta de alguma intensidade.
Não deixando de ser uma boa animação, não é das minhas favoritas.
Os Croods são uma família das cavernas que está contra tudo o que é novo e que está fora da sua caverna. Mas, quando esta é destruída, a estranha família vai ter de se aventurar no desconhecido e perigoso mundo, acompanhados por Guy, o próximo passo da evolução.
A DreamWorks já nos acostumou a entregar grandes animações, e mesmo sendo um bom trabalho “Os Croods” não me convenceu muito. Não que desaponte em termos técnicos, já que aí temos mais um produto de grande qualidade. E mesmo o simbolismo de sair da escuridão da caverna, e da ignorância, para o exterior, e a sabedoria, está bem apresentado. Mesmo tendo todas estas qualidades, o conjunto de personagens não me entusiasmou.
Temos aquele perigo de que tudo está a ser destruído e que tudo não passa de uma corrida contra o tempo. Mas, não temos aquela sensação de perigo constante, sim eu sei, o filme é para os mais novos e não para ser algo tenso, mas mesmo assim senti a falta de alguma intensidade.
Não deixando de ser uma boa animação, não é das minhas favoritas.
08/01/2020
6 Underground (2019)
Agora até Michael Bay está na Netflix a fazer aquilo que sabe fazer melhor: explodir coisas, mostrar mulheres com pouca roupa e fazer publicidade a uma resma de produtos. Mas será que teremos “O Rochedo” Michael Bay, ou o último “Transformers” Michael Bay?
Aqui seguimos um esquadrão de seis agentes, que fingiram a sua morte, para se desligarem do seu passado e assim terem a liberdade de eliminar pessoas e assim mudar o futuro.
Para o melhor e para o pior, estamos perante o filme mais Michael Bay que Michael Bay já fez. Tudo aquilo que disse, no início, que podíamos encontrar, encontramos em dose máxima!. Nunca nos foi atirado à cara tão descaradamente todas as marcas que estiveram envolvidas no filme. E isso não é o pior! Esse destaque vai para a incrível edição de tudo o que se está a passar, são só cortes atrás de cortes e chega uma altura em que não se entende nada o que está a acontecer.
Aquilo que se consegue salvar é Ryan Reynolds. O ator tem um grande carisma e consegue levar o filme às costas. Mas, mesmo ele, em muitas situações, é levado a um ponto que chega a tornar-se irritante. E nenhum dos outros elementos chega a ter o destaque e desenvolvimento necessários para se tornarem interessantes.
“6 Underground” salva-se por uma ou outra cena de ação melhores conseguidas e por Ryan Reynolds porque, de resto, numa altura em que o serviço está a melhorar, este não é o melhor exemplo.
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22/05/2019
Pokemon - Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu - 2019)
Num mundo
onde pessoas apanham pokemons para os batalharem, Tim vai ter de se juntar a um
Pikachu, com aspirações a detetive, para encontrar o seu pai.
O mundo criado é incrivelmente
credível, onde acreditamos que, de facto, existe uma coexistência com estes
pokemons. Já o filme em si possui uma história muito básica e sem nada que
surpreenda muito mas também é algo que entendo. Não posso esperar que o mesmo
tipo de história que me cativou em miúdo tenha o mesmo “poder” ao vê-la agora.
O duo de Justice Smith e do seu
Pikachu é que traz muito carisma ao filme. É através deles que somos apresentados
a este mundo; possuem uma boa química nas suas interações, tanto nos momentos
mais cómicos como naqueles mais dramáticos. A personagem de Kathryn Newton foi
a parte mais “estranha” de tudo, pois parecia saída diretamente da série da TV
para o filme em vez de ter sofrido a uma “conversão”. Adicionalmente, é sempre
bom ver Bill Nighy no grande ecrã.
Temos um filme que é uma grande
mistura de boas cenas cómicas, algumas verdadeiramente hilariantes, e cenas de
ação, fazendo com que o filme esteja sempre num bom andamento.
Agora que o mundo foi criado,
apresentado e bem recebido, fico ansioso pelas possibilidades futuras deste
franchise nos grandes ecrãs.
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25/05/2018
Deadpool 2 (2018)
Ninguém
estava à espera do incrível sucesso que o primeiro “Deadpool” teve, foi muito
bem recebido criticamente e quebrou uma data de recordes nas bilheteiras.
Naturalmente, a sequela tinha de aparecer, agora com mais dinheiro na produção
“Deadpool 2” tenta ser maior e melhor que o seu antecessor.
O nosso
favorito mutante fala-barato vê-se obrigado a formar uma equipa de mutantes,
para assim proteger um jovem mutante de um ciborgue do futuro, Cable.
Estou algo
conflituoso com “Deadpool 2”. Não entre ser mau ou bom, porque por mim este
filme é incrível. O maior problema é em comparação com o primeiro. A injeção de
dinheiro que teve permitiu criar cenas de ação mais elaboradas, só que para mim
as cenas do primeiro eram mais contidas e funcionavam melhor. Mas bem, pode ser
que no fim deste texto tenha chegado a uma decisão.
A comédia
continua genial. Referências a tudo e mais alguma coisa, desde filmes, músicas
e personalidades. Uma diferença é que enquanto no primeiro havia várias piadas
ao género de super-herois no geral, aqui são tiradas mais específicas, como o
último Vingadores e “Batman v Super-Homem”, que agora têm muita piada, mas
vamos ver daqui a 10/15 anos. Mas, sem dúvida alguma que não faltam grandes
tiradas ao filme.
As cenas de
ação aumentaram em grande escala e com uma grande execução. O realizador David
Leitch fez parte da dupla que fez “John Wick”, por isso, cenas de ação é com
ele. E aqui demonstra isso, numa mistura de ação, comédia e slow-motion muito
bem retratada, mostrando todas as habilidades dos mutantes envolvidos.
Ryan Reynolds volta a trazer-nos
esta personagem da mesma maneira hilariante e meta que no filme anterior, e
ainda bem que aqui é onde não devem mexer. Josh Brolin no papel de Cable também
foi uma boa estreia para a personagem, não sei se está fidedigna com o material
de origem, mas daquilo que vi achei interessante. Zazie Beetz como Domino e o
seu poder de sorte, sim é isso mesmo que leram, permite criar grandes
situações, e espero que a atriz volte a aparecer em futuras sequelas ou
spin-offs. Mas, tirando o protagonista, a minha personagem favorita foi
Colosso, que serve como um melhor amigo para Deadpool, a tentar sempre que ele
use os seus poderes para o bem.
A história tem um tom mais
dramático, e espalha-se um pouco pelo meio, mas mesmo assim consegue ser uma
boa aventura.
Tudo aumentou de escala em
“Deadpool 2” e se em algumas coisas isso o favoreceu, em outras nem por isso.
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27/08/2017
O Guarda-Costas e o Assassino (The Hitman's Bodyguard - 2017)
Um dos melhores guarda-costas do
mundo tem de transportar em segurança um assassino até ao Tribunal de Justiça
Internacional, onde vai testemunhar contra um ditador.
O filme é tudo aquilo que os trailers prometem, por isso se
gostaram deles provavelmente gostarão daquilo que podem ver na sala de cinema.
O melhor é, sem dúvida, a química entre os dois atores principais, com Jackson
sempre a disparar balas e piadas com a mesma pontaria certeira, e Reynolds como
o elemento mais sério a servir de um bom contrabalanço.
A história é simples e tem umas
pitadas de romance que até calham bem, na forma Elodie Yung e Salma Hayek. O
vilão de Gary Oldman parece saído dos filmes de ação dos anos 90 mas funciona
bem para a narrativa apresentada. E também temos o nosso Joaquim de Almeida
envolvido.
Se quisermos algum termo de
comparação, pode-se pensar no estilo de “Deadpool”, talvez com Ryan Reynolds,
mas com menos violência e sem super-poderes (tirando, claro, o geral
super-poder de todos os protagonistas deste género de filmes).
“O Guarda-Costas e o Assassino” é
um filme simples, divertido e com muita ação. Uma boa maneira de começar a dar
as despedidas ao verão.
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