Se há alguma sequela que não estava à espera, é a de “Top Gun”. Já se passou tanto tempo que já não estava a contar que se concretizasse. E, mesmo para este ser lançado, foi o cabo dos trabalhos já que era para ser lançado em 2020 (mas já sabemos todos o que aconteceu…), o que obrigou a sucessivos adiamentos. Agora e, finalmente, vamos ter o filme.
Há mais de trinta anos que Pete Mitchell está ao serviço da Marinha como piloto de testes. Mas agora é chamado para uma última missão: ser instrutor dos melhores formados pela Escola de Armas de Caças da Marinha que vão embarcar numa missão secreta. Entre eles está Bradley Bradshaw, o filho do antigo asa de Mitchell, que morreu durante um voo.
Bem, se há filme que merece ser visto no cinema, é este! Logo desde o início do filme, onde temos o deslocar de um avião supersónico, até todas as cenas que envolvem treinos, ou batalhas de aviões, é algo tem de ser vivenciado em todo o seu esplendor numa sala de cinema, principalmente se for em IMAX. Tom Cruise pode ter muitos defeitos mas ninguém pode dizer que não dá o corpo ao manifesto, com o seu empenho em tentar tornar toda a experiência o mais real possível.
Outra coisa de louvar é a simplicidade da história. O filme poderia facilmente ter encontrado um modo demasiado complicado para voltarmos a estas personagens mas não o faz. Apenas há uma missão para fazer e, até lá, é treinar para a conseguir fazer. Não que, mesmo assim, não haja várias referências ao original, aliás vários elementos da história vêm diretamente daí, mas nunca nada de muito intrusivo.
Em relação às personagens, tenho alguns sentimentos contraditórios. Em relação aos elementos novos, nada contra, gosto deles todos, principalmente de Miles Teller, que volta a mostrar que é um ator a ter em consideração. Mas o Maverick de Tom Cruise não sofreu uma evolução em relação a 30 anos passados... Se, no final do outro filme, ele aprende que tem de trabalhar em equipa para funcionar num esquadrão, não parece que a lição tenha permanecido na sua cabeça durante muito tempo, já que nos é dito que ele nunca mudou. E, se antes, tínhamos a Marinha a tentar transformar Maverick em mais um elemento do grupo e não a fazer tudo sozinho, aqui é ao contrário, ao transformar cadetes treinados no método “irresponsável” dele. Apenas não gostei da progressão, ou falta dela, da personagem, nada contra a prestação do ator.
“Top Gun - Maverick” é um filme que não se deve perder e, para o vivenciar da melhor maneira, terá de ser visto numa boa sala de cinema.
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31/05/2022
02/08/2018
Missão: Impossível - Fallout (Mission: Impossible - Fallout - 2018)
A saga “Missão: Impossível” tem tido um percurso pouco comum em Hollywood. Cada nova entrada consegue ser melhor que a anterior (se não contarmos com o segundo, embora também tenha os seus bons momentos). Tom Cruise continua a ser o protagonista num franchise de 22 anos que ainda não sofreu nenhuma alteração de maior.
Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta numa missão para recuperar três bombas nucleares, na qual irão enfrentar velhos amigos e inimigos.
“Fallout” é capaz de ser o filme que mais depende da visualização dos anteriores. Tirando o elenco principal de Cruise, Simon Pegg e Ving Rhames, temos também Rebecca Ferguson e Sean Harris de “Rogue Nation”, cujas relações criadas influenciam as decisões tomadas nesta nova entrega. A história não é nada de extraordinário, aliás, tem vários pontos em comuns com os anteriores, com o governo a renegá-lo e ele a provar o seu valor/inocência. Uma coisa que não me agradou muito foi o retorno de Ilsa Faust. Não da personagem em si mas neste filme quase que parece que voltou à estaca zero, comparativamente com o desenvolvimento que lhe foi dado no filme anterior.
Mas nós, público, assistimos cada novo filme para saber em que acrobacias malucas andou o protagonista envolvido. E nisso, Cruise nunca desilude. Andar a saltar de prédio a prédio, ficar pendurado num helicóptero e fazer um salto halo são só algumas das coisas que o podemos ver a fazer. E é capaz de parecer que esta saga apenas serve para aumentar o ego do protagonista porém a dedicação que demonstra transporta-nos para a ação e transmite uma boa dose de realismo ao que se está a passar. O novato Henry Cavil tenta a todo o custo acompanhá-lo mas, embora o ator faça o que pode com a personagem, esta é algo previsível e não se enquadra bem no conjunto.
“Missão: Impossível - Fallout” continua a boa trajetória da saga e, se continuar assim, muitos poderão continuar a surgir.
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04/01/2018
A Múmia (The Mummy - 2017)
Quando se tem Tom Cruise no
elenco, é natural que o grande foco esteja virado para ele, o que não é mau de
todo, porque ainda estamos perante uma das poucas verdadeiras estrelas de cinema.
E aqui continua a não desapontar, com uma interpretação em que dá todo o seu
carisma e, como não podia deixar de ser, o homem está sempre a correr. O
problema é que assim tira tempo de antena para o vilão do filme. Sofia Boutella
é uma boa múmia, só que assume mais uma presença física e ameaçadora do que
propriamente uma vilã com o qual se tenha uma grande conversa intimidadora. O
que é um desperdício da atriz que também consegue, de facto, atuar, como é
possível ver no último “Star Trek”.
Annabelle Wallis, como a
arqueóloga que sabe sobre o passado da múmia Ahmanet, também faz um bom papel;
não foi relegada para uma personagem que precisa de ser constantemente salva e
consegue dar algum contributo para o desenvolvimento do filme. E, como num bom
universo cinematográfico, temos o elemento que provavelmente vai interligar
todos os filmes, nomeadamente Prodigium liderada por Russell Crowe, que
interpreta Dr. Henry Jekyll/Mr. Hyde, num bom desempenho, mas as mudanças de
personalidade não foram fisicamente espetaculares, também não tinha de ser como
no “A Liga dos Cavaleiros Extraordinários”, mas algo com um pouco mais de
destaque não tinha feito mal nenhum.
Há aqui a tentativa de misturar
grandes cenas de ação, com horror e alguma comédia. Só que, com tantas
misturas, muita coisa se perde, muitas das tiradas cómicas não têm piada
nenhuma (isto, claro, é subjetivo, este até pode ser para alguns o filme mais
hilariante do ano, embora duvide muito), tem alguns momentos mais “creepy” mas
nada de por aí além. As sequências de ação é que correm melhor, embora em
algumas tenha demasiada edição.
A história também não é nada de
extraordinário, nem que marque profundamente. É boa o suficiente para fazer o
filme andar, embora algumas coisas não tenham assim muito sentido. Tem um
curioso easter egg para os mais atentos, relativo aos filmes de Brendan Fraser…
A Múmia não é propriamente um
grande filme para iniciar um universo cinematográfico mas, mesmo assim,
consegue ser um filme de ação competente para ver este verão.
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25/10/2016
Jake Reacher – Nunca Voltes Atrás (Jack Reacher: Never Go Back - 2016)
Jack Reacher
tem de descobrir uma conspiração governamental de forma a limpar o seu nome. E
no meio disto, tentar descobrir algo sobre o seu passado.
As cenas de ação
voltam a mostrar um Cruise implacável e que consegue deixar K.O. toda a gente
com - praticamente - um só soco, só que isso também tira um pouco do realismo
das cenas. Os efeitos sonoros a acompanhar estão bem conseguidos ma, volto a
referir, também não se resolve tudo com meia dúzia de socos.
E, por incrível que
pareça, a dada altura temos uma viagem familiar. Só que não combina bem com o
filme. Se já a química do protagonista com Cobie Smulders fica-se pelo
razoável, então com a jovem Danika Yarosh deixa a desejar, tornando toda a
experiência nos limiares do constrangimento. E já agora, Smulders, que está
presente em praticamente todo o filme, podia ter direito também a mais cenas de
ação.
O argumento não é nada
de especial. Dá para ver um pouco do lado mais investigador de Reacher mas não
é recompensador e a grande tramoia, quando é descoberta, não sabe a muito.
Não é uma má sequela,
nem um mau filme de ação, mas longe do primeiro.
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13/08/2015
Missão Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation - 2015)
Ethan
Hunt e a sua equipa têm de enfrentar o Sindicato, uma organização formada por
ex-agentes especiais, que tem como objetivo destruir o IMF.
Vou
começar por aquilo que não gostei do filme. A dada altura tenta-nos fazer
querer que Hunt não está muito bem da cabeça e que o Sindicato é uma invenção
dele, uma justificação para continuar a fazer de herói. Mas, esta vertente
nunca é verdadeiramente explorada, porque quem está a ver a ver sabe
perfeitamente que a organização existe, por isso essas partes não criam tanto
impacto.
Tirando
esse detalhe, “Nação Secreta” é um grande filme de ação. Tem algumas cenas
muito bem conseguidas, como Hunt pendurado de lado num avião, uma perseguição a
alta velocidade e um mergulho num grande “tanque”.
Tom
Cruise volta a provar que está em grande forma, tanto nas situações mais físicas
como nas em que tem que demonstrar que sabe de facto atuar. Simon Pegg, que
volta a trazer os risos e o desenrasque informático, e Rebecca Ferguson, uma
versão feminina de Ethan Hunt, partilham o protagonismo com Cruise e conseguem
fazer-se valer no ecrã. Jeremy Renner e Ving Rhames foram deixados um pouco
para trás, não tendo uma participação muito ativa no filme. Alec Baldwin
interpreta uma personagem interessante como o diretor da CIA, e Sean Harris
consegue ser um digno antagonista.
O
realizador Christopher McQuarrie conseguiu criar um enredo interessante e
envolvente, ao nos meter mais na psique de Hunt, que nos conseguem prender do
início ao fim.
“Missão
Impossível – Nação Secreta” é um grande filme de ação para ver, num verão onde
saíram tão poucos de qualidade.
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