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13/08/2015

Missão Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation - 2015)



                O franchise “Missão Impossível” é daqueles poucos em que a qualidade não diminui a cada novo filme. Muito se deve ao facto de cada filme ter a sua própria história e de Tom Cruise arranjar mais maneiras de se meter em situações arriscadas, e se em “Missão Impossível: Missão Fantasma”, ele já estava a escalar Burj Khalifa, o que pode ser mais impressionante?
                Ethan Hunt e a sua equipa têm de enfrentar o Sindicato, uma organização formada por ex-agentes especiais, que tem como objetivo destruir o IMF.
                Vou começar por aquilo que não gostei do filme. A dada altura tenta-nos fazer querer que Hunt não está muito bem da cabeça e que o Sindicato é uma invenção dele, uma justificação para continuar a fazer de herói. Mas, esta vertente nunca é verdadeiramente explorada, porque quem está a ver a ver sabe perfeitamente que a organização existe, por isso essas partes não criam tanto impacto.
                Tirando esse detalhe, “Nação Secreta” é um grande filme de ação. Tem algumas cenas muito bem conseguidas, como Hunt pendurado de lado num avião, uma perseguição a alta velocidade e um mergulho num grande “tanque”.
                Tom Cruise volta a provar que está em grande forma, tanto nas situações mais físicas como nas em que tem que demonstrar que sabe de facto atuar. Simon Pegg, que volta a trazer os risos e o desenrasque informático, e Rebecca Ferguson, uma versão feminina de Ethan Hunt, partilham o protagonismo com Cruise e conseguem fazer-se valer no ecrã. Jeremy Renner e Ving Rhames foram deixados um pouco para trás, não tendo uma participação muito ativa no filme. Alec Baldwin interpreta uma personagem interessante como o diretor da CIA, e Sean Harris consegue ser um digno antagonista. 
                O realizador Christopher McQuarrie conseguiu criar um enredo interessante e envolvente, ao nos meter mais na psique de Hunt, que nos conseguem prender do início ao fim.
                “Missão Impossível – Nação Secreta” é um grande filme de ação para ver, num verão onde saíram tão poucos de qualidade.


20/10/2012

Para Roma, Com Amor (To Rome with Love - 2012)


                Woody Allen decidiu mudar de cenário e estrutura no seu novo filme. Enquanto que, em “Meia-Noite em Paris”, temos um enredo linear que se passa na cidade das luzes, agora temos vários enredos, todos com origem em Roma. Será que esta mudança foi bem-vinda?
                Infelizmente não. Temos várias histórias a passar-se ao mesmo tempo. O grande problema é que não estão bem encadeadas e não se percebe o desenvolvimento da mesma. É tudo confuso e não se entende o que está a passar, exceto talvez a parte de Leopoldo, um funcionário normal que, do dia para a noite, se torna uma celebridade, uma pessoa com quem todos querem falar e saber tudo. As outras, simplesmente, não têm interesse.
                E temos um problema para tentar definir o género a que este filme pertence. Nem despoleta gargalhadas suficientes para ser uma comédia, nem tem cenas românticas suficientes para ser considerado um romance.
                Os atores fazem um trabalho razoável, com o principal destaque para Woody Allen e Alec Baldwin. Um ponto positivo é a integração de atores italianos no elenco e o facto de algumas secções serem faladas totalmente em italiano.
                É um filme que se consegue ver bem de início mas vai-se tornando cada vez mais confuso.
                Certamente não um dos melhores trabalhos deste realizador.

Nota:2/5