Acho que ninguém, mas mesmo ninguém, estava à espera do enorme sucesso de “Venom”. Não tanto pelas opiniões geradas, mas sim pela enorme quantidade de dinheiro que fez nas bilheteiras, tendo superado a marca dos 850 milhões de dólares. Logo, era mais que esperado que aparecesse uma sequela a qualquer momento e até já tínhamos uma ideia do que esperar, graças ao final do primeiro filme.
O relacionamento de Venom e Eddie evoluiu e os dois têm de aprender a viver um com outro, com Venom a querer apanhar vilões e comer-lhes o cérebro e Eddie a tentar levar uma vida normal. E enquanto isso, o assassino em série Cletus Kasady escapou da prisão e, ao que parece, graças ao mesmo poder de Venom.
Antes que vão ao filme todos contentes a pensar que vão ver Carnificina a arrancar cabeça, membros e espinhas a todos aqueles que lhe aparecem pela frente, é melhor esquecerem isso. Temos a violência normal em filmes desta classe etária (+14), nada que faça perder o sono, e uma oportunidade algo perdida, ao usar esta personagem.
Isto por um factor muito simples: “Venom - Tempo de Carnificina” é uma comédia romântica. Não entre Eddie e Anne (que volta para esta sequela), mas sim entre Eddie e Venom. O filme está puramente centrado na sua relação, da maneira como se opõe constantemente mas, ao mesmo tempo, estão lá um para o outro e chegam a como se têm de entender para funcionarem os dois da melhor maneira. Isto tudo recheado com grandes momentos de comédia. Tom Hardy faz uma boa interpretação, tanto como Eddie, como com a voz de Venom. Quem não fica tão bem servido é Woody Harrelson a fazer do vilão, já que parece que a única coisa que lhe disseram para fazer foi ser mau e maníaco. É verdade que há uma tentativa de lhe dar alguma dimensão ao mostrar que ele tem uma relação mas isso também não foi transposto da melhor maneira.
Os efeitos especiais estão melhores que no primeiro filme já que dá para distinguir quem é quem na luta entre Venom e Carnificina e conseguimos ver uns poderes novos.
“Venom - Tempo de Carnificina” pode não ser exatamente o filme que estava à espera, tendo em conta as personagens envolvidas mas, ao manter o foco na relação dos protagonistas, trouxe-nos um filme diferente.
P.S.: fiquem para a cena pós-créditos.
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18/10/2021
Venom - Tempo de Carnificina (Venom: Let There Be Carnage - 2021)
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04/10/2021
007 - Sem Tempo Para Morrer (No Time to Die - 2021)
De todos os filmes que sofreram adiamentos por causa da pandemia, a mais recente aventura de 007 é capaz de ter sido das mais prejudicadas. Com o seu lançamento programado para Abril de 2020, teve de ser sucessivamente adiado. E é agora, um ano e meio depois, que finalmente vamos poder ver a despedida de Daniel Craig como o mais conhecido espião do mundo, desta vez dirigido por Cary Joji Fukunaga.
Seguindo os acontecimentos de “Spectre”, James Bond está a apreciar a sua reforma, quando o seu conhecido Felix Leiter, da CIA, lhe pede ajuda numa missão que vai obrigar a Bond a entrar mais uma vez no mundo da espionagem.
A versão de Bond de Craig sempre foi uma personagem mais emotiva e que tende a se ligar mais às outras personagens. Isso aliado a termos todos os filmes a estarem ligados entre si, faz com que tenhamos um grande arco de desenvolvimento desta personagem. E este final não desilude nesse departamento. Pode não ser o melhor filme da personagem - aliás nem é o melhor desta última versão - mas mesmo assim, é uma grande despedida do ator, explosiva e emotiva.
Talvez pelo destaque recair para o fim desta Era Bond é que temos um vilão francamente mau. Não é por culpa de Rami Malek, que o interpreta excelentemente, mas sim pelo contexto da sua personagem, quase “caída do céu”. Neste mundo em que parece que está tudo ligado, temos Safin que tem um plano com pouco planeamento e que só está ligado às nossas personagens porque sim. É verdade que, nestes filmes, nunca tivemos um vilão megalomaníaco com um plano estrondoso, como antigamente, já que não encaixavam de todo no tom que se queria transmitir, mas se calhar nos próximos podiamos voltar a introduzir isso.
E depois de tanta choradeira que Lashana Lynch ia ser a nova substituta, se calhar era melhor ver o filme antes de começar a criticar, pois a atriz faz um bom papel e está bem encaixada em todo o enredo. Ana de Armas faz uma pequena aparição em formato de "aperitivo" e Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris voltam a repetir os seus papéis dos filmes anteriores de forma competente. Léa Seydoux também volta a aparecer e, a par do protagonista, é a personagem que tem o maior desenvolvimento.
As cenas de ação são explosivas e constantes e algumas delas são mesmo capazes de ser das melhores que esta saga já nos presenteou. Principalmente uma, mais ou menos a meio do filme, não por serem um grande espetáculo, mas sim por conseguirem criar um momento de verdadeira tensão.
“007 - Sem Tempo para Morrer” finalmente chegou e valeu a pena a espera! Pode não ser o melhor filme da personagem mas é uma grande despedida para Daniel Craig, que interpreta a personagem desde 2006.
Seguindo os acontecimentos de “Spectre”, James Bond está a apreciar a sua reforma, quando o seu conhecido Felix Leiter, da CIA, lhe pede ajuda numa missão que vai obrigar a Bond a entrar mais uma vez no mundo da espionagem.
A versão de Bond de Craig sempre foi uma personagem mais emotiva e que tende a se ligar mais às outras personagens. Isso aliado a termos todos os filmes a estarem ligados entre si, faz com que tenhamos um grande arco de desenvolvimento desta personagem. E este final não desilude nesse departamento. Pode não ser o melhor filme da personagem - aliás nem é o melhor desta última versão - mas mesmo assim, é uma grande despedida do ator, explosiva e emotiva.
Talvez pelo destaque recair para o fim desta Era Bond é que temos um vilão francamente mau. Não é por culpa de Rami Malek, que o interpreta excelentemente, mas sim pelo contexto da sua personagem, quase “caída do céu”. Neste mundo em que parece que está tudo ligado, temos Safin que tem um plano com pouco planeamento e que só está ligado às nossas personagens porque sim. É verdade que, nestes filmes, nunca tivemos um vilão megalomaníaco com um plano estrondoso, como antigamente, já que não encaixavam de todo no tom que se queria transmitir, mas se calhar nos próximos podiamos voltar a introduzir isso.
E depois de tanta choradeira que Lashana Lynch ia ser a nova substituta, se calhar era melhor ver o filme antes de começar a criticar, pois a atriz faz um bom papel e está bem encaixada em todo o enredo. Ana de Armas faz uma pequena aparição em formato de "aperitivo" e Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris voltam a repetir os seus papéis dos filmes anteriores de forma competente. Léa Seydoux também volta a aparecer e, a par do protagonista, é a personagem que tem o maior desenvolvimento.
As cenas de ação são explosivas e constantes e algumas delas são mesmo capazes de ser das melhores que esta saga já nos presenteou. Principalmente uma, mais ou menos a meio do filme, não por serem um grande espetáculo, mas sim por conseguirem criar um momento de verdadeira tensão.
“007 - Sem Tempo para Morrer” finalmente chegou e valeu a pena a espera! Pode não ser o melhor filme da personagem mas é uma grande despedida para Daniel Craig, que interpreta a personagem desde 2006.
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15/04/2018
Rampage - Fora de Controle (Rampage - 2018)
Bem, como dizer
isto?... O filme é parvo mas mesmo muito parvo! E o melhor é que isso não é um
ponto negativo! Se não estavam à espera disso ao ver o trailer, então a culpa é
só vossa. O modo como a transformação acontece até é convincente que chegue, cuja
origem provém de um agente patogénico a ser trabalhado no espaço. A partir daí,
tudo acontece mais ao menos como se está à espera.
Vamos começar pelo negativo, que
foram os vilões. São do tipo mais cartonesco possível e tomam decisões que não
fazem sentido nenhum, só queremos que não desperdicem mais tempo de ecrã. Outra
coisa é a química entre Dwayne Johnson e Naomie Harris, praticamente
inexistente. Mas, por outro lado, a relação de Johnson com o seu gorila George
é mais credível e divertida.
Mas vamos ao que interessa: a
ação. Aí não vamos ficar desapontados. Todo o terceiro ato envolve a destruição
da cidade de Chicago por estas três criaturas. A sua caracterização até tem
efeitos muito bons e o modo como a ação é decorrida está bem retratada, sem
nunca nos perdermos no que está a acontecer.
Bem, o marketing aqui não nos
enganou; não esperem o próximo vencedor dos Óscares mas sim quase duas horas
bem passadas. Além disso, este é bem capaz de ser dos melhores filmes baseados
num videojogo (o que também não é difícil).
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24/02/2017
Moonlight (2017)
Aqui vemos três décadas da vida
de Chiron. Um negro, que está em constante conflito por ser homosexual, num
ambiente em que é permanentemente perseguido na escola e que, quando volta a
casa, tem que cuidar da sua mãe drogada.
Relativamente às escolhas da
Academia, vou começar por aquilo que me parece mais claramente exagerado, que é
a nomeação (e, a que tudo indica, vencedor) de Mahershala Ali, como melhor ator
secundário. Primeiro, ele está no filme uns 15 minutos. Verdade que não quer
dizer nada pois pode ter, na mesma, um grande impacto, só que não acontece. Não
que não seja um incrível desempenho, tenso e com subtilezas, mas mesmo assim
parece-me um exagero a nomeação para o maior galardão do cinema. Já Naomie
Harris tudo bem, faz um trabalho muito bom, intenso e destruidor, e merece ser
premiada.
O grande problema que tenho aqui
é o mesmo que tenho com “Manchester by the Sea”, que é não ter um final
propriamente dito. Não que esta não seja uma história que não mereça ser
contada mas não apresenta um propósito claro sobre o que é e o que quer fazer. O
modo de como Chiron se transforma ao longo do filme serve para mostrar que tudo
funciona num círculo, tendo-se tornado em adulto naquilo que destruiu a sua
infância.
De resto, “Moonlight” é um grande
filme. As três histórias estão muito bem construídas e conseguem funcionar de
maneira individual e as suas transições estão muito bem-feitas.
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02/11/2015
Spectre (2015)
Uma
mensagem enigmática sobre o passado de James Bond vai levá-lo numa busca pela
organização criminosa Spectre. Enquanto isso, M vai travar uma batalha política
para manter o programa “00” no ativo.
É um
bom filme de ação? Sim. É uma boa entrada para a saga de 007? Sim. É melhor que
“Skyfall”? É bom mas não me parece. Tal já era uma tarefa muito difícil.
“Spectre” tem muitas boas cenas de ação que porém não são tão compensadoras
como no filme anterior.
Sou um
grande fã de Christoph Waltz, (é uma pena que o ator
não apareça em mais filmes) por isso, quando soube que iria ser o próximo vilão
de James Bond, fiquei muito entusiasmado. A personagem foi muito bem
introduzida, com uma boa dose de mistério sobre o seu verdadeiro poder e uma
ligação com a infância de Bond. Só que, depois, o desenrolar da personagem não
é do melhor; torna-se um vilão meio apagado e sem muito poder (embora,
aparentemente, o tenha), já para não falar de como acabou a sua aparição no
filme.
Daniel
Craig volta como 007, mas já não na sua melhor forma. Já o vimos em modo
superespião e já numa jornada mais pessoal. Aqui, há a tentativa de uma super
combinação dos dois, com predominância da ação, em que o drama é rapidamente
despachado. Craig é, sem dúvida, um dos melhores Bonds que já tivemos mas,
depois de quatro filmes, talvez seja melhor começar a pensar numa substituição.
Ben Whishaw e Naomie Harris voltam como Q e Moneypenny, respetivamente, e, em
muitas situações, servem como os elementos mais leves e cómicos do filme. Ralph
Fiennes teve a difícil tarefa de substituir Judi Dench como M e conseguiu
fazê-lo. Monica Bellucci conseguiu ser a “Bond girl” mais
velha a aparecer em qualquer filme da saga mas é Léa Seydoux com quem Craig
passa a maior parte do tempo. E esta personagem até está bem construída, com um
passado conturbado, e consegue fazer um bom par com Bond. A participação de Dave
Bautista foi uma surpresa para mim pela presença e poder que transmite apenas
por surgir no ecrã.
Atenção,
pode parecer que estou a dar uma grande descasca ao filme, mas não é verdade.
Apenas digo que é inferior ao filme anterior mas, mesmo assim, “Spectre” é um
grande filme de ação. Para aquele que é o filme com a maior duração (148
minutos) e com maior orçamento, dá a sensação que algumas cenas podiam ter sido
cortadas ou abreviadas. Mas aquela cena inicial no México está muito bem
conseguida.
James
Bond voltou com mais um grande filme de ação que não vai envergonhar a saga.
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