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11/02/2017

Elementos Secretos (Hidden Figures - 2017)




            Desde o lançamento do trailer que este filme me pareceu interessante e que valeria a pena a ida ao cinema. As três nomeações para os Óscares e outros prémios, entretanto arrecadados, apenas serviram para confirmar que o novo filme de Theodore Melfi merecia ser visto no grande ecrã.
            Baseado numa história verdadeira (como muita coisa agora o é), “Elementos Secretos” é sobre um grupo de mulheres afro-americanas que trabalham na NASA e contribuíram de forma fundamental no programa espacial.
            Existem duas histórias para seguir. Temos toda a corrida espacial contra os russos, na tentativa de lançar a humanidade no espaço e, ao mesmo tempo, vemos a luta ainda muito acesa da comunidade afro-americana para se tentar destacar e deixar de ser discriminada. E ambas as histórias têm igual destaque.
            O trio de mulheres que acompanhamos, cada uma com a sua área de especialidade, é bastante interessante. Contamos com bastante diversidade e grandes interpretações. Octavia Spencer e o grupo de mulheres que supervisiona, responsáveis pelos cálculos que são feitos na NASA, lutam ao manter-se relevantes com a chegada do primeiro computador às instalações. Janelle Monáe quer ser a primeira mulher afro-americana a tornar-se uma engenheira e Taraji P. Henson tenta fazer-se provar com os seus conhecimentos matemáticos que é tão eficiente como qualquer homem branco. Acho que esta devia ter sido ser nomeada para o Óscar de melhor atriz secundária pois tem uma personagem com o maior desenvolvimento ao longo do filme em vez de Octavia Spencer, mas tal não significa que Spencer não tenha feito um bom papel. O elenco secundário também está muito bom, com um Kevin Costner com um desempenho que já não vejo há algum tempo e uma boa presença de Mahershala Ali.
            A história segue as batidas que já estamos habituados a ver neste tipo de filmes, cumprindo-a de forma competente, mas sem ser espetacular. E, em algumas situações, parece que estamos perante um documentário mas, mesmo assim, “Elementos secretos” é uma história que merece ser contada. Por isso, se gostaram daquilo que o trailer demonstra, muito provavelmente vão gostar do filme.


19/03/2014

The Frozen Ground – Sangue e Gelo (The Frozen Ground - 2014)



                Mais uma história verídica que chega aos nossos cinemas e, desta vez, é de um assassino em série do Alasca. Sendo um filme com Nicolas Cage, John Cusack e Vanessa Hudgens, a expectativa não é muito elevada. 
                Quando a jovem prostituta Cindy é encontrada num quarto de hotel, espancada e maltratada, apenas o sargento Jack Halcombe entende que Cindy é a única sobrevivente de um assassino em série, que anda a matar jovens mulheres há mais de uma década. 
                Como primeiro trabalho, o realizador Scott Walker até se saiu bem mas, em termos gerais, não é um filme que impressione. Não apresenta nada de novo ao género e não consegue apresentar um bom ritmo para manter quem o vê atento. 
                Em termos de interpretações, não temos nada de especial. Cusack faz uma interpretação bastante seca, que apenas tem interesse nos últimos 10 minutos de filme. Cage consegue apresentar uma personagem razoável - o ator consegue fazer muito melhor, mas também não é um dos seus piores trabalhos. E, por incrível que pareça, o melhor desempenho vai para Vanessa Hudgens que conseguiu interpretar uma personagem interessante, uma aparência forte mas com muito sofrimento por dentro. 
                A ambientação gelada conseguiu variar um pouco o cenário deste tipo de filmes mas isso pouca relevância tem para o enredo. Enredo esse que podia ter sido mais trabalhado, já que o desenvolvimento do caso é muito forçado. O vilão, embora com o seu grau de psicopata, não é muito intenso mas, se calhar, ele era assim na realidade. 
                Um bom primeiro esforço para Scott Walker.



02/02/2013

Lincoln (2013)



                Steven Spielberg gosta de pegar numa tarefa bastante difícil, passar para o grande ecrã um dos mais conhecidos e amados presidentes da história dos Estados Unidos pode correr muito mal. Mas Spielberg tem aqui um grande trunfo, Daniel Day-Lewis, que se não fosse pela sua prestação do épico presidente muito se tinha perdido. 
                Grande parte do filme passa-se durante Janeiro de 1865, com a guerra civil a chegar á sua conclusão, o presidente Abraham Lincoln decide propor uma lei para por fim à escravatura. 
                Como já disse, todo o filme está nas costas de Day-Lewis, e que se ele falha-se tudo ia a baixo. Mas correu tudo bem, com este brilhante ator a fazer um trabalho excecional em interpretar esta tão célebre personagem. 
                Que fique esclarecido que não é só o ator a fazer o trabalho todo, está rodeado de um elenco de luxo que conta com grandes participações. Principalmente, Sally Field, como a mulher do presidente, David Strathairn e Tommy Lee Jones, que volta assim às suas grandes interpretações. Contudo, para contrabalançar temos atores que estão completamente escusados, como por exemplo, Joseph Gordon-Levitt. 
                Não se nota o muito dramatismo que existe na maior parte das obras de Spilberg, o que não é de todo mau, mas torna a primeira metade do filme monótona em relação ao resto. Os tons mais cinzentos também levam a um maior cansaço visual. 
                Os discursos são o ponto alto de toda a obra, com a existência de grandes momentos, mas falta algo, não me parece que exista aquela espetacularidade que façam elevar o filme para um nível a cima. 
                Certamente, com 12 nomeações para a noite dos Óscares, “Lincoln” deve ter uma boa noite, sendo o meu principal candidato para o Óscar de melhor ator, mas espero que o de melhor filme lhe fuja das mãos.

Nota: 3,5/5