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10/11/2019

Midway (2019)

Roland Emmerich está de volta ao grande ecrã para explodir com tudo, depois da desgraça que foi a sequela de “O Dia da Independência”. Desta vez, partimos para a Segunda Guerra Mundial e, embora as esperanças não fossem muitas, os trailers fizeram um bom trabalho e conseguiram ser interessantes quanto basta.
    A ação passa-se no Oceano Pacífico, com o ataque a Pearl Harbor, as suas consequências e batalhas que se travaram a seguir. Com principal destaque para a proteção de Midway.
    Depois de ver o filme só fico com pena de uma coisa: de não ver Ed Skrein num filme de jeito como protagonista, pois acho que ele ainda pode dar uma grande interpretação. De resto, “Midway” parece um filme do fim dos anos 90 - mas não em termos de efeitos, que esses até que não estão maus-; toda a sua estrutura é semelhante em quase todos os filmes do género. É verdade que, no início, parece que vamos poder ver os dois lados do conflito, mas isso depressa passa para segundo plano. 
    Porém, o grande destaque do filme são as suas batalhas aéreas e nesse departamento não tenho nada contra. São dinâmicas, intensas e deixa-nos empolgados para saber o que vai acontecer (embora no fundo já o saibamos). Ver os confrontos entre aviões e porta-aviões são uma boa “novidade”, para diversificar dos outros filmes do género e, verdade seja dita, este filmes já não tem o destaque que tinham antigamente.
    Em termos de interpretações, temos um elenco com nomes como Patrick Wilson, Woody Harrelson, Luke Evans ou Mandy Moore. Fazem o papel que têm a fazer, sem haver um grande destaque, nem sem se conseguirem sobressair.
    “Midway” parece um filme deslocado do tempo, que segue uma estrutura conhecida, com prestações competentes, grandes cenas de ação e muita adrenalina.


19/02/2016

Deadpool (2016)



                “Deadpool” só chegou agora aos nossos cinemas mas a sua história cinematográfica já é longa. Começou com aquela desgraça que foi “X-Men Origins – Wolverine”, onde a personagem foi interpretada por Ryan Reynolds e foi muito mal tratada. No entanto, Reynolds não desistiu de trazer a verdadeira versão ao grande ecrã. E, finalmente, depois de uma das melhores campanhas de marketing de sempre, vamos ver se a espera valeu a pena.
                O mercenário com grande sentido de humor de seu nome Wade Wilson submete-se a uma operação experimental, na esperança de conseguir curar o seu cancro. Só que, não só se conseguiu se livrar do cancro, como ganhou incríveis capacidades regenerativas, sendo o contra o de ter ficado desfigurado. Wilson vai partir numa “jornada” para se vingar daqueles que o puseram neste estado.
                Para aqueles que conhecem a personagem podem ficar descansados pois, tudo aquilo que Deadpool é, está incrivelmente bem traduzido no filme. As piadas, a ação e o furar da 4º parede. E, mesmo que tenha sido a primeira vez que ouviu falar desta personagem da Marvel, se gostar de grandes doses de ação e comédia, vai ficar extremamente satisfeito. E nada de levar os mais novos para ver o filme porque vão ver muito sangue e decapitações e muitas das piadas vão-lhes passar completamente ao lado.
                Este filme não podia ter chegado em melhor altura. Estamos no ano em que vão ser lançados mais filmes de super-heróis e, começar o ano com este, foi muito satisfatório. Isto porque foi um tipo de filme diferente, da mesma maneira que “Capitão América – O Soldado de Inverno” teve semelhanças com os filmes de espiões dos anos 70 e “Guardiões da Galáxia” foi uma aventura espacial com personagens que nunca pensávamos ver no ecrã e funcionarem. Desta vez, o mundo não está em perigo de rebentar nem de ser conquistado, “Deadpool” tem uma escala mais reduzida, sendo mais uma história de vingança e romance (a redução de escala também se deve aos limites de orçamento mas era mesmo isso que este filme precisava).
                Não é Ryan Reynolds a interpretar Deadpool, mas sim Deadpool que interpreta Ryan Reynolds, tal é o modo como o ator mergulha na personagem e é o seu maior defensor. Tendo feito de tudo para que este filme chegue as salas de cinema da maneira correta e participando em todo o tipo de marketing possível e imaginário. E teve de chegar este filme para que Colossus tivesse mais tempo de ecrã e de alguma qualidade, podendo descobrir mais a sua personalidade e a utilização dos seus poderes. Negasonic Teenage Warhead foi uma boa surpresa e também trouxe situações hilariantes. O vilão interpretado por Ed Skrein não é nada de especial, não se sabem as suas motivações nem o que está para lá a fazer, mas consegue ter umas boas cenas de ação (o principal foco do filme também não é ele). T. J. Miller, que tanto pode ser hilariante como muito irritante, saiu-se muito bem desta vez. E o romance com Morena Baccarin está muito bem conseguindo, embora dê a sensação que muito do seu papel foi cortado.
                Uma lufada de ar fresco para o género de super-heróis. Este era um filme com incríveis expectativas e conseguiram ser todas cumpridas.


09/09/2015

Transporter – Potência Máxima (The Transporter Refueled - 2015)




                E parece que, para não destoar das tendências, vamos ter mais um reboot, desta vez com a saga de adrenalina “Transporter”. Só que agora já não temos Jason Statham mas sim Ed Skrein, com Camille Delamarre a realizar. Infelizmente, as coisas não correram da melhor maneira.
                No sul de França, Frank Martin, um ex-mercenário de operações especiais, leva uma vida a transportar pacotes confidenciais para todo o tipo de pessoas. Mas, quando o seu pai é raptado por um grupo de mulheres, Frank vai ter de abandonar todas as suas regras para sair desta situação.
                Temos perseguições? Sim. Temos combate corpo-a-corpo? Sim. Skrein consegue ser um bom substituto de Statham? Sim, na maior parte das vezes... Então este novo “Transporter – Potência Máxima” é um sucesso? Não!!
                O filme deixou muito a desejar. Está rodeado de erros e de coisas que não fazem o mais pequeno sentido. Personagens feridas com gravidade estão perfeitamente bem no instante seguinte, história que tenta ser demasiado complicada para o seu próprio bem e lutas que podiam ter sido mais satisfatórias (principalmente a última).
                Os melhores momentos do filme são as conversas entre pai e filho de Ed Skrein e Ray Stevenson (e não deviam ser!) e os atores até fazem uma boa interpretação. Os vilões não tem piada nenhuma e quase que não aparentam um desafio real.
                “Transporter – Potência Máxima” é um filme de ação que se pode ver quando quisermos desligar o cérebro e não pensar demasiado no que está a acontecer.