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27/07/2015

A Caminho do Oeste (Slow West - 2015)



                Os western há muito que já não fazem parte regular dos cartazes de cinema. Tiveram a sua altura até irem desaparecendo cada vez mais, mas isso não quer dizer que não possam voltar a aparecer. E é isso mesmo que o estreante realizador John Maclean tentou fazer.
                O jovem Jay Cavendish parte da Escócia até à América na esperança de encontrar a sua amada. Para conseguir isso vai ser guiado por um fora-da-lei.
                Este “A Caminho do Oeste” prova que este género ainda tem força e que tem lugar nos cinemas. O filme tem um passo lento entre as várias cenas, mas é feita de uma boa maneira já que desta forma permite criar uma maior relação com os protagonistas.
                A combinação de Kodi Smit-McPhee, como o jovem ingénuo à procura da sua amada, com Michael Fassbender, o veterano e perigoso fora-da-lei, correu bastante bem. Conseguimos ver que eles aprendem um com o outro, e como isso pode influenciar o final do filme.
                O que não estava à espera de encontrar foram as boas doses de humor negro. Era sempre apanhado de surpresa e era sempre bem executado. Só estas cenas valem pelo filme inteiro.
                Um bom western, numa altura em que o género está em extinção.


17/06/2014

Mil e Uma Maneiras de Bater as Botas (A Million Ways to Die in the West - 2014)





                Parece que, depois de “Ted”, Seth MacFarlane vai continuar a apostar em trabalhos no grande ecrã. Só que agora, em vez de um urso de peluche com vida própria, é o próprio a ser o protagonista.
                Albert é um cobarde guardador de ovelhas que recebe ajuda da nova habitante desta cidade do oeste selvagem para recuperar a sua namorada.
                O filme até começa bem, com algumas boas piadas. O grande e incontornável problema é que as melhores piadas ficam-se por aqui. Também não ajuda o facto de o filme ter quase duas horas. Chega uma altura em que só queremos que acabem com a nossa miséria.
                O estilo de comédia é aquela a que já estamos habituados deste realizador/ argumentista/protagonista, só que num ambiente western. Esta “inovação” até consegue trazer alguma frescura mas só durante um bocado.
                A personagem principal até consegue ser interessante. Um homem fora do seu tempo que tem medo de particamente tudo mas ainda falta um bom bocado para que MacFarlane consiga criar um grande impacto como protagonista. O restante elenco consegue fazer um bom trabalho e podemos contar com cameos de Ryan Reynolds e Jamie Foxx entre outros. E há uma pequena surpresa para os fãs da série “Foi Assim que Aconteceu”.
                E, enquanto “Ted” tinha o facto surpresa do seu lado, “Mil e Uma Maneiras de Bater as Botas” segue um argumento previsível e sem muita piada.
                Espero que o próximo filme de Seth MacFarlane corra melhorzinho.


27/01/2013

Django Libertado (Django Unchained - 2013)



                Fico sempre com grande expetativa quando sai um filme de Quentin Tarantino. Após ter sido apresentado a “Kill Bill”, fiquei apaixonado pela sua cinematografia. E fiquei bastante interessado nesta sua aventura agora pelos westerns spaghetti, que toma como tema de fundo o da escravatura. 
                Django é um escravo que foi comprado e liberto pelo caçador de recompensas Dr. King Schultz para este o ajudar a capturar três criminosos. Depois desse trabalho feito e saber que a mulher de Django é igualmente uma escrava, este duo decide partir numa busca pela amada acorrentada. 
                Uma coisa de que gosto nos filmes de Tarantino é que são bastante completos, desde a banda-sonora, guião, personagens e ação. Este é, felizmente, um desses casos e, provavelmente quem não gosta do trabalho deste realizador, de certeza que também não é agora que vai mudar de opinião. 
                Django é o herói que esta muito conturbada parte da história americana precisava: um escravo que se revolta e decide ajudar os outros dentro do possível.  Porém, a personagem interpretada por Jamie Foxx, às vezes não apresenta a “chama” necessária para aumentar o tom da personagem. 
                Mas todos os outros membros do elenco fazem um trabalho excecional. Os vilões representados por Leonardo DiCaprio e Samuel L. Jackson são bastante fáceis de odiar, o que mostra que conseguiram fazer bem o seu trabalho. Christoph Waltz, no papel de Dr. King Schultz, é, contudo, quem rouba o filme, conseguindo uma prestação impressionante - o que já lhe valeu um Globo de Ouro. 
                A violência é dura e crua, tal como estamos habituados, e calha muito bem em todo o embalo do filme. E com uma grande apresentação, este é, sem dúvida, mais um dos grandes trabalhos de Tarantino. 
                Já com dois Globos de Ouro na mala e com cinco nomeações para os Óscares, estou à espera que este filme tenha um bom desempenho.



Nota: 4,5/5