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03/05/2021

Monster Hunter (2021)

          Todos sabemos que adaptações para o grande ecrã de videojogos não têm tido o melhor histórico. É verdade que, ultimamente, temos tido algumas exceções como "Pokémon - Detetive Pikachu” e “Sonic - O Filme” mas a regra geral é que são todas uma desgraça. E, se formos a julgar pelos trailers, é mesmo isso que vamos ter.
          Paul W.S. Anderson já não é um novato nestas andanças de adaptações, tendo já no currículo filmes como “Mortal Kombat” e os seis “Resident Evil” e, embora eles tenham o seu charme, estão longe de ser considerados grandes obras cinematográficas. E, tal como em “Resident Evil”, Milla Jovovich faz o papel de protagonista. O que, infelizmente, não abona nada em favor do filme. Não que as restantes interpretações sejam algo de especial, mas mesmo assim...uff!
          Neste caso, não tenho grande conhecimento do videojogo em causa, embora consiga reconhecer alguns elementos mais gerais. E, do pouco que sei, acho que o filme teria sido melhor servido se estivéssemos logo dentro do mundo dos monstros. Não que isso daria qualidade inerente ao filme mas acho que isso seria interessante, em vez de termos os militares a passarem de um mundo para o outro.
          Em termos técnicos, o filme não está mau, os monstros são realistas e parecem parte integral do ambiente. O problema é tudo o resto: a história, os diálogos e as personagens são tudo menos cativantes.
          Infelizmente, “Monster Hunter” não vai estar na lista de grandes adaptações de videojogos.

15/04/2019

Hellboy (2019)


            Eu queria gostar muito deste filme, a sério que queria! Preferia que a trilogia planeada inicialmente por Guillermo del Toro tivesse um desfecho mas, aos poucos, fui-me habituando ao iminente remake. Logo, foi com mente aberta que parti para o filme.
            Hellboy, um demónio que vive entre o mundo humana e o sobrenatural, tem como a sua nova missão parar uma feiticeira imortal que quer lançar uma praga ao mundo (o habitual, portanto).
            Supostamente, estamos perante uma versão mais fiel à BD de Mike Magnola. Não posso confirmar pois nunca as li mas, se for o caso, não é uma boa publicidade. O filme é uma salgalhada, a história é básica e, talvez por isso, estejamos sempre a saltar de cena de ação em cena de ação, sem haver um momento para respirar e pensarmos bem no que está a acontecer.
            Mas, se há uma coisa que gostei, foi do protagonista. David Harbour é um bom sucessor de Ron Pearlman e mesmo a caraterização prática da personagem fica melhor que a versão anterior. Também há uma boa personalidade, de alguém que está em dois mundos e, ao mesmo tempo, em nenhum e a apenas andar para frente e esperar pelo melhor. Só que, em termos de boas personagens, ficamos por aqui, pois, de resto, temos um Ian McShane (que adoro!) mas que aqui está muito longe do seu melhor trabalho. Quanto à vilã, interpretada por Milla Jovovich, nem vale a pena falar, de tão robótica que é.
            As cenas de ação até entretém bem mas, por outro lado, quiseram meter cenas sangrentas e macabras que, na maior parte das vezes, eram totalmente escusadas. A música rock que acompanha estas cenas também vai ao gosto de cada um - eu gostei.
            Os problemas financeiros foram a causa do fim da série de del Toro mas não me parece que esta nova versão de Neil Marshall vá por um caminho diferente.


28/09/2012

Uma Fuga Perfeita (A Perfect Getaway - 2012)



               Foi com alguma expetativa que vi este filme de 2009 e vou de seguida explicar o porquê. Primeiro, como o filme já teve a sua estreia há já três anos no outro lado do oceano, muitas críticas já foram feitas - e, na sua maioria, positivas - e segundo, porque no elenco podemos contar com Milla Jovovich e Chris “Thor” Hemsworth.
               Quando dois casais estão de férias numa ilha havaiana descobrem que há outro casal que anda a seguir e matar visitantes das ilhas.
               E seria expectável que, com um enredo destes, facilmente resultasse um thriller de qualidade. Infelizmente, desilude um pouco. É verdade que, ao longo do filme, temos algumas surpresas, mas sabemos quem são os “culpados” demasiado depressa, dando a sensação de que o resto do filme é só para encher. Desta forma, muito do mistério perde-se e, embora o ritmo do filme aumente a partir daí, ele rapidamente se torna aborrecido.
               Na parte das interpretações ficamos bem servidos. Contudo, a personagem de Milla Jovovich não apresenta uma interpretação muito natural no início do filme. A atriz está mais habituada a matar zombies (“Resident Evil”) do que a fazer de esposa mas, à medida que o filme se desenrola, esta situação melhora. Outras têm demasiado tempo na tela e não o usam bem, e outras têm tempo a menos.  
               Não quero com isto dar uma má impressão do filme. Aliás, a atmosfera é das melhores que ultimamente tenho visto. O único senão é que essa atmosfera não se mantém constante. Mas ocupa boa parte do filme, o que é muito agradável. Além disso,temos os belíssimos cenários tropicais.
               Um bom filme de mistério, mas que podia ser muito mais.

Nota:3/5

26/09/2012

Resident Evil: Retaliação (Resident Evil: Retribution - 2012)


               Há muito que esta saga se desviou do rumo que devia ter seguido. Em vez de aprofundar a parte de terror - na qual se baseiam os primeiros jogos - decidiu enveredar pela ação. Algo que funcionou bem no segundo e terceiro filme mas, agora, já na quinta entrega, começa a dar impressão que não sabem fazer mais nada.
               O filme começa exatamente onde o anterior acabou, com Alice a ser apanhada pela temida organização Umbrella. Cedo descobre que está presa numas instalações, no sul da Rússia, que servem para testar armas biológicas.
               O enredo desta saga nunca foi o seu ponto forte, aliás, costuma ser mesmo muito fraquinho. E parece que as fracas ideias que tinham estão acabar ao ponto de tornar, sem qualquer explicação, os maus nos bons e a ressuscitar antigas personagens. O que, sem dúvida alguma, era totalmente escusado; é uma fraca tentativa de atrair aqueles que viram os filmes anteriores.
               Mas a ação é a palavra de ordem e era algo que Paul W.S. Anderson conseguia fazer bem nos outros filmes mas e quanto a este? Foi uma grande desilusão, as cenas estão muito fragmentadas e parecem muito forçadas; parece um jogo em que, no fim de cada etapa, tens um “boss” final. E, para aqueles que dizem que foi para agradar aos fãs dos jogos, estão a enganar-se a si próprio, são apenas sequências de tiros sem muita substância.
               Das personagens nada se pode dizer porque, exceto Alice, quase nenhuma personagem diz mais do que meia dúzia de falas, mostrando que apenas servem de carne para canhão.
               É uma pena que esta saga tenha chegado ao que chegou e acho que, felizmente, só vamos ter mais um filme. Espero sinceramente que a conclusão seja, no mínimo, decente.

Nota:1,5/5