Um
grupo de quatro jovens vem os seus corpos alterados depois de se terem
teletransportado para uma nova e perigosa dimensão. Agora terão de aprender a
viver com estes poderes e a usá-los para conseguir salvar a Terra de um velho
amigo.
Ao
menos, o tom foi diferente dos dois primeiros filmes. No entanto, embora não seja
tão cómico e parvo, em vez disso não há um tom certo, pois ora tenta ser
ficção-científica, ora passa para o terror e isto com uma mistela de comédia. Tal
leva a uma certa confusão sobre, de facto,o tipo de filme que estamos a ver.
A origem dos heróis também é diferente, mais na
linha da versão “Ultimate”, mas, ao menos, consegue-se criar uma origem
diferente, mesmo na filosofia do reboot. Mas, precisamente, o maior problema do
filme está aí. Há uma maior preocupação em mostrar as origens e como tudo
começou do que em contar uma história com princípio, meio e fim. E acaba por
nem explicar direito as relações entre as personagens, como a aparente não
muito boa relação entre os irmãos Storm, a rápida mudança de atitude de Ben
Grimm em relação a Reed Richards e de como Victor Von Doom se torna o grande
vilão. Depois de passar tanto tempo a introduzir as personagens, o grande ato
final foi dececionante.
Mas tal
culpa não é do elenco, já que ele aqui se porta muito bem. Miles Teller vestiu-se
bem com o génio Reed Richards, Kate Mara não está mal como Sue Storm, Michael
B. Jordan funciona como o convencido Johnny Storm e Jamie Bell também está como
Bem Grimm (pelo menos durante o tempo que o vemos). Apenas é uma pena que o Von
Doom de Toby Kebbell não tivesse sido bem trabalhado.
As
expetativas para este filme não eram muitas pois, neste caso, a Fox estava mais
interessada em não perder os direitos das personagens e numa possível sequela, do
que em criar de facto algo que fizesse jus a estas personagens.

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