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08/01/2020

6 Underground (2019)

Agora até Michael Bay está na Netflix a fazer aquilo que sabe fazer melhor: explodir coisas, mostrar mulheres com pouca roupa e fazer publicidade a uma resma de produtos. Mas será que teremos “O Rochedo” Michael Bay, ou o último “Transformers” Michael Bay?
Aqui seguimos um esquadrão de seis agentes, que fingiram a sua morte, para se desligarem do seu passado e assim terem a liberdade de eliminar pessoas e assim mudar o futuro. 
Para o melhor e para o pior, estamos perante o filme mais Michael Bay que Michael Bay já fez. Tudo aquilo que disse, no início, que podíamos encontrar, encontramos em dose máxima!. Nunca nos foi atirado à cara tão descaradamente todas as marcas que estiveram envolvidas no filme. E isso não é o pior! Esse destaque vai para a incrível edição de tudo o que se está a passar, são só cortes atrás de cortes e chega uma altura em que não se entende nada o que está a acontecer.
Aquilo que se consegue salvar é Ryan Reynolds. O ator tem um grande carisma e consegue levar o filme às costas. Mas, mesmo ele, em muitas situações, é levado a um ponto que chega a tornar-se irritante. E nenhum dos outros elementos chega a ter o destaque e desenvolvimento necessários para se tornarem interessantes. 
“6 Underground” salva-se por uma ou outra cena de ação melhores conseguidas e por Ryan Reynolds porque, de resto, numa altura em que o serviço está a melhorar, este não é o melhor exemplo. 

28/06/2017

Transformers – O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knigh - 2017)



                Chegou a altura do lançamento de mais um filme dos Transformers por isso vamos aplicar os procedimentos comuns: esconder as crianças para que isto não as afete demais e, quanto aos restantes, apenas têm de o ignorar. Pronto, isto é capaz de ser um pouco exagerado mas esta saga anda nas ruas da amargura, sendo o último filme o ponto mais baixo até agora. Então será que “O Último Cavaleiro” consegue ser melhor (nem que seja só um pouco)?
                Os Autobots e os Decepticons estão em guerra (chocante, eu sei!) e os humanos andam por lá a tentar dar o seu contributo, matando elementos dos dois lados. Mas o aparecimento de um artefacto antigo vai desvendar a verdade sobre os Transformers ao longo da história da Terra e sobre o seu futuro.
                Isto é fácil de classificar em termos gerais. Gostaram dos outros todos? Então este não será exceção. Caso não sejam grandes fãs (o que só demonstra a vossa sanidade mental), não é este vai fazer mudar de opinião. Porque, para o bem e para o mal, isto é mais do mesmo, com a fórmula a se manter.
                Uma coisa é certa: Michael Bay consegue filmar cenas de ação - pelo menos quando envolvem apenas humanos. Porque digo isto? É assim que o filme começa, com uma batalha na altura da idade das Trevas, que nos ameaça com a promessa de um bom filme. Porém depressa essa sensação desaparece pois, quando robôs começam aos socos uns com os outros, começa tudo, mais uma vez, a ser uma confusão completa, sem saber quem é quem ou até mesmo o que está a acontecer.
                A história também é uma salgalhada pegada. Era mesmo preciso meter Merlin e os Nazis? Tenho a ligeira impressão que, se essas partes fossem retiradas, o produto final não se ia alterar (e num filme com duas horas e meia, qualquer corte é bem vindo). E mais! Em todos os filmes é a mesma coisa, há a correria dos protagonistas à procura de um antigo artefacto para salvar o planeta da destruição. Os humanos fazem os que os humanos estão habituados a fazer nestes filmes e, embora nos sejam apresentados novos personagens, eles desaparecem durante grande parte do tempo. E Optimus Prime? O único raio de luz neste céu cinzento? Tem muito pouco tempo de antena e o filme sofre bem por isso.
                Vamos tirar os pontos positivos. Temos algumas imagens espetaculares, que funcionam como excelentes wallpapers. De resto, é mostrar a Michael Bay a porta de saída, fazer reboot a esta amálgama robótica e ver se assim a coisa melhora.


21/07/2014

Transformers - Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction - 2014)



                Mais um filme da saga Transformers já não consegue entusiasmar. Mas espera! Agora temos Dinobots e o protagonista passou a ser Mark Wahlberg. Esta mudança e o facto de quererem começar tudo de novo é uma oportunidade para estes robôs gigantes ainda conseguirem surpreender. 
                Passaram-se vários anos desde a destruição de Chicago, e agora todos os robôs andam a ser perseguidos, tanto os Decepticons como os Autobots. Mas, quando o inventor Cade Yeager encontram um camião que afinal é Optimus Prime, a humanidade vai ter de ser salva de novo. 
                Qualquer esperança que este filme fosse de algum modo diferente aos anteriores depressa morreu. O argumento é incrivelmente parvo, cada nova informação que nos é apresentada tudo faz menos sentido. Caçadores de recompensas espaciais, transformers fabricados por humanos e pelos vistos os dinossauros não foram extintos por um meteorito. E, sinceramente, as lutas já começam a fartar, parece ser sempre a mesma confusão metálica ao soco. 
                É verdade que temos algumas coisas que correram melhor. Neste caso são os protagonistas humanos. Mark Wahlberg é um protagonista muito mais interessante e com melhor prestação que Shia LaBeouf. Mesmo Stanley Tucci consegue ser uma boa personagem, já Nicola Peltz está lá para fazer o mesmo que Megan Fox e Rosie Huntington-Whiteley faziam nos anteriores, correr de um lado para o outro e serem salvas. Já os protagonistas mecânicos continuam ser só estereótipos, temos um robô samurai com sotaque japonês e outro com uma barriga de cerveja e que fuma charuto. 
                Michael Bay já nem se esforça. História parva, lutas cansativas, explosões por todo o lado e cerca de duas horas e meia de duração. Já era altura de termos algo diferente. E os Dinobots? Uma grande desilusão. 
                E pelo grande sucesso que está a ter nas bilheteiras duvido muito que este vá ser o último “grande” filme do senhor Bay.


27/12/2011

Transformers 3 (Transformers: Dark of the Moon - 2011)

               “Transformers 3” é a última entrega de Michael Bay relativa à saga dos robôs gigantes.
               E a única diferença deste novo filme com os outros é a quantidade e qualidade de explosões. Neste filme a quantidade de efeitos especiais é enorme, e de grande qualidade, com grande parte da cidade de Chicago a ser destruída, porém provavelmente esse é o único incentivo para ir ver este filme.
               A história tem várias falhas como, por exemplo, o facto de os Decepticons abaterem a nave de Sentinel Prime quando este já era seu aliado. A substituição de Megan Fox por Rosie Huntington-Whiteley é irrelevante, pois esta faz o mesmo que a sua antecessora, correr de um lado para o outro, com vestidos justos, e a gritar “Sam!”. O próprio Sam (Shia LaBoeuf) passou de uma personagem energética para uma refilona, sempre a queixar-se de tudo.  
               A história é praticamente inexistente, que tem como único propósito por os robôs dos dois lados em sequências de acção gigantescas, em que tudo é destruído. Os pequenos momentos de comédia são bem-vindos e servem bem o seu objectivo, um intervalo da acção.  
              O filme aconselhado para os amantes da acção pura. Quanto aos outros, afastem-se destes robôs. 

Nota:2,5/5