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21/04/2014

É o Fim do Mundo (The World's End - 2013)



                “É o Fim do Mundo” é a conclusão da, não oficial, trilogia Cornetto, com todos a contar com o realizador Edgar Wright e com Simon Pegg e Nick Frost como protagonistas. São todos grandes comédias britânicas que valem a pena ver, em “Zombie Party – Uma Noite… de Morte” tínhamos uma praga zombie, em “Esquadrão de Província” tínhamos uma aldeia algo peculiar e para finalizar vamos ter aliens. 
                Cinco amigos voltam a juntar-se, passados 20 anos, na sua pacata terra natal para embarcar numa “aventura”, ir a 12 bares numa noite. E, mesmo sem terem bem a noção, podem estar a salvar a Terra da conquista por seres de outro planeta. 
                O problema do filme é o cansaço que pode causar. Porque? Toda a estrutura do filme e tipo de piadas são quase iguais aos filmes anteriores. Por isso, se não gostaram dos outros não vai ser deste que vão mudar de opinião. 
                Simon Pegg e Nick Frost continuam a ser imbatíveis como protagonistas. E que tal Frost como herói de ação? Nada mal é o que tenho a dizer. Temos já como é habitual a participação de Martin Freeman (aqui mais presente) e de Bill Nighy. E uma participação surpreendente de Pierce Brosnan. 
                Foi uma boa ideia a alternativa aos desmembramentos sangrentos, fazer com que todos os mauzões se parecessem como bonecos gigantes que se podem montar e desmontar, com sangue azul. 
                O argumento consegue manter o mesmo grande nível dos filmes anteriores e as piadas continuam a ser de boa qualidade, mas de novo aviso, se não gostaram dos anteriores não vejam este. 
                Nota-se um maior cuidado com o visual, tanto no decorrer geral do filme como nas cenas em que se usa mais efeitos. 
                É um bom filme, e teria uma nota melhor se não fosse tão parecido com os outros.


17/08/2012

Paul (2011)


                Vou começar logo por dizer que “Paul” foi injustiçado. Porquê? O seu lançamento saiu apenas em forma de DVD no nosso país, não tendo a sua oportunidade nas salas de cinema. Provavelmente, devido ao tipo de filme que é, não teria uma prestação exemplar, no entanto merecia pelo menos uma hipótese.
                Antes de explicar porque tenho esta opinião, vou apresentar o enredo. Graeme e Clive são dois geeks britânicos, que estão de visita aos Estados Unidos da América para visitar os vários sítios onde houve avistamentos de OVNI’s. Irá ser num desses locais que encontram Paul, um alienígena que gosta de fumar e dizer palavrões.
                Com esta descrição pode parecer que estamos perante um filme com palavrões de 2 em 2 minutos, mas tal não é verdade. Paul consegue transmitir uma personalidade suficientemente cativante, para que possa mandar uma “bujarda” de vez em quando sem ninguém se sentir ofendido. Aqui ficamos a saber que Paul teve grande influência na cultura pop dos anos 80, tendo até falado com o próprio Spielberg, dando-lhe a ideia para o filme “E.T- O Extraterrestre”.
                A possível exclusão das salas de cinema pode ter uma justificação. As várias saídas cómicas estão relacionadas com a ficção científica e banda desenhada, temas geralmente mais associados a geeks. Contudo, quem conseguir entender estas piadas vai passar um bom momento com este filme.
                Para cortar o ambiente cómico e a fazer a ligação entre as várias cenas temos momentos de ação. Não são momentos com explosões e rajadas de tiros, mas fazem bem a sua obrigação e, um ponto bastante importante, não parecem forçadas.
                Os atores estão aqui no seu ambiente natural e isso sente-se. Já entraram ambos em várias comédias e em alguns casos juntos, o que revela a boa química presente entre as personagens.
                Uma pequena pérola cómica que deve ser apreciada.

Nota: 4/5