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21/09/2018

Assassin`s Creed (2017)


                2016 era o ano! O ano em que as adaptações dos videojogos para o grande ecrã iam ser um sucesso, tanto na crítica como nas bilheteiras. “Warcraft” dividiu a crítica e só foi bem-sucedido nas bilheteiras graças ao dinheiro que veio da China, por isso, todo o peso da responsabilidade recai em “Assassin`s Creed”. Aqui volta a juntar-se o trio de “Macbeth”, o realizador Justin Kurzel e os atores Michael Fassbender e Marion Cotillard, logo a coisa até podia ter corrido bem.
                Callum Lynch é enviado para as memórias do seu antepassado Aguilar, para adquirir as habilidades de um mestre assassino e descobrir a Maçã de Eden, um objeto que permitir controlar o livre-arbítrio das pessoas.
                 Parece que é praticamente impossível criar uma boa adaptação de videojogos, e por isso há que continuar a tradição. Mas, para ser totalmente honesto, as cenas passadas no passado e as cenas de ação estão muito bem executadas e coreografadas. O grande problema é que, a maior parte, é passada no presente e, isto de alguém que jogou os jogos, esta é sempre a parte mais desinteressante. O pior é que nem nos deixam nada de jeito com que mastigar.
                  O Callum Lynch de Michael Fassbender não é uma personagem muito agradável e não muda durante todo o filme. Por isso, para quê torcer por ele? Só para que os “mauzões” não ganhem, aqui representados por Jeremy Irons, já que Marion Cotillard não é a personagem mais confiante de todo. O argumento não ajuda, misturando duas fações que não são bem explicadas de todo e um objeto que, para quem não está dentro do jogo, pode parecer algo ridículo.
                Tem alguns bons elementos do jogo, como as caraterísticas lâminas escondidas e até temos direito a um “salto de fé”. Uma coisa que o filme conseguiu melhorar foi o Animus, a máquina que permite aceder às memórias dos nossos antepassados, que aqui é muito mais versátil e com melhor aspeto.
                Há a possibilidade para uma sequela mas que não irá acontecer por “Assassin´s Creed” ter sido destruído tanto pela crítica como pela bilheteira.

05/12/2016

Aliados (Allied - 2016)



                Robert Zemeckis traz um novo filme às salas de cinema, desta vez com o duo de Brad Pitt e Marion Cotillard num ambiente da Segunda Guerra Mundial. E aqui, para a coisa funcionar, talvez uma das coisas mais importantes é conferir se a química entre os protagonistas funciona e se nos conseguem levar do principio ao fim do filme.
                Em 1942, um espião canadiano, numa missão no norte de África, encontra uma agente da resistência francesa para uma missão mortal em linhas inimigas. Depois, em Londres, quando se voltam a encontrar, a sua relação vai ser testada pelos flagelos da guerra.
                Logo aqui, na sinopse do filme, muita da tensão da primeira parte é perdida. É verdade que não ocupa a maior parte da ação mas deixar algum suspense para saber se a sua missão africana iria ser bem-sucedida podia ter sido bem-vindo. Mas, passando isso adiante, o filme é interessante. Não é espetacular mas consegue entreter. Principalmente, por causa das interpretações do duo de protagonistas, onde Cotillard consegue um maior destaque que Pitt, porque é ela que está em “julgamento” e que tem de nos convencer se é culpada ou inocente.
                Tem algumas cenas de ação bem conseguidas mas tal não é o foco principal. É algo com mais tensão e com uma vertente mais romântica, sobre a vida de duas pessoas que se encontraram sobre um clima de tensão e o que este clima pode criar ao longo do tempo.
                Zemeckis é um grande realizador e volta a trazer-nos um bom filme, num género que já não se vê com alguma frequência mas, mesmo assim, não é nada que me tenha entusiasmado muito.


23/04/2014

Laços de Sangue (Blood Ties - 2014)



                Um filme soube o qual não tinha quaisquer expetativas e que me conseguiu surpreender pela positiva. Um filme de criminosos, que conta no elenco com Clive Owen, Billy Crudup, Marion Cotillard e Mila Kunis. 
                Tudo se passa em Brooklyn durante os anos 70, com dois irmãos em lados opostos da lei que se vão enfrentar e ao crime organizado. 
                O que não estava à espera era das duas horas de duração do filme, um filme deste tipo costuma ficar-se pela hora e meia, mas até entendo que era preciso criar toda a ambientação e apresentar as personagens, para que depois tudo o que acontecer tenha um maior impacto. 
                O argumento é interessante, não apresenta nada de inovador, já que a dada altura consegue-se entender o que vai acontecer no final. Mas ao menos esse final consegue ser empolgante, não tanto por aquilo que está a acontecer, mas mais pela banda-sonora. Temos também alguns momentos mortos que podem fazer dispersar e que não estão lá a fazer nada. 
                Em termos de interpretações as coisas são boazinhas. Owen faz um bom trabalho, muito à semelhança de papeis a que já está habituado, Crudup também faz uma boa interpretação, mas talvez a melhor cabe a Cotillard. 
                Um filme com o seu interesse.