Sou um grande fã de todos os filmes desta saga e, sempre que sai um novo, lá estou eu na sala de cinema, a ver grandes monstros com milhões de anos a devorar pessoas.
Quatro anos depois do filme anterior, agora temos dinossauros livres à volta de todo o mundo, a interagir com pessoas e com a biodiversidade dos dias de hoje. Enquanto isso, apareceram uns gafanhotos gigantes que andam a decorar todos os cereais.
Acho que foi finalmente neste filme que o meu fascínio por este franchise acabou. Principalmente, porque o argumento é muito muito parvo. Atenção, tendo em conta o tipo de filme, não estou à espera que a história seja a coisa mais espetacular de todas, só preciso de alguma coisa minimamente decente que faça a ação avançar e a carnificina acontecer. E, infelizmente, não é isso que acontece aqui, principalmente porque quase toda a história não faz sentido e faz falta mais cenas de ação com os grande bichos, pelo menos que sejam algo interessante.
Toda a vertente que envolve os tais gafanhotos gigantes, no final, acaba por resultar em nada. A justificação para a sua existência é unicamente para aparecerem as personagens dos primeiros filmes. Não digo que não as gostei de ver mas agora, se elas entrassem de uma maneira mais orgânica e competente, teria sido muito melhor. Também tendo em conta que temos dinossauros numa escala global, podíamos ter visitado mais lugares, para ver o seu impacto. É verdade que este é mais um filme em que as filmagens foram influenciadas pela pandemia mas, tendo em conta, que a grande maioria é feito graças a efeitos visuais, acho que podia haver mais localizações (embora a cena em Malta seja do melhor que o filme tem).
Não tenho nenhum problema com o elenco, tanto com os da antiga trilogia, a de agora, bem como com as novas adições. O desenvolvimento das personagens é praticamente nulo, por isso, aquilo que se lembram delas dos filmes anteriores é exatamente como são aqui. O novo vilão também é tudo menos interessante e parece a cara chapada de Tim Cook, o CEO da Apple. Assim como os efeitos, que estão bons mas não espetaculares.
Com o final desta nova trilogia pode ser que tenhamos uma boa dose de anos de descanso desta saga, a ver se têm tempo para criar algumas ideias interessantes.
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24/06/2022
Mundo Jurássico - Domínio (Jurassic World Dominion - 2022)
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Sam Neill
03/07/2014
Paixões Unidas (United Passions - 2014)
Quando temos logo aquela
mensagem inicial que nos diz que, embora o filme seja baseado em factos reais,
algumas personagens e caraterizações não aconteceram, o interesse passa logo
para metade. É verdade que, sendo um filme, nunca iria ser 100% fidedigno, mas
este lembrete inicial é apenas o início de quase duas horas de desgraça. Aqui vamos percorrer a história da FIFA. Desde a fundação e os sonhos dos seus membros fundadores, até ao mundial de futebol de 2002.
O grande problema deste filme? A grande fragmentação de toda a história. É verdade que apresentar 100 anos de história num filme é sempre um trabalho ingrato, mas mesmo assim quando as luzes voltam a acender fica-se quase a saber o mesmo do que quando se entrou. E, como estamos a falar duma marca ainda muita ativa e poder, quando se fala mal nunca se desenvolve muito e ficamos sempre sem respostas.
Mas, se fosse só a história o problema até nem se estava muito mal, só que a realizaram e o elenco também deixam muito a desejar. Nota-se que não houve muito cuidado com a filmagem, nem com o tratamento do som, com situações que não seriam de esperar num filme destes.
No elenco temos direito a Tim Roth, Sam Neill e Gérard Depardieu, e cada um é pior que o outro. As suas interpretações não conseguem convencer e as suas personagens são pouco desenvolvidas, os atores já apresentaram melhores trabalhos, e o fraco argumento também não os ajudou.
Um filme que o futebol não merecia e que parece que só levará as pessoas ao cinema por causo do mundial que está a decorrer.
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