Sou um grande fã de todos os filmes desta saga e, sempre que sai um novo, lá estou eu na sala de cinema, a ver grandes monstros com milhões de anos a devorar pessoas.
Quatro anos depois do filme anterior, agora temos dinossauros livres à volta de todo o mundo, a interagir com pessoas e com a biodiversidade dos dias de hoje. Enquanto isso, apareceram uns gafanhotos gigantes que andam a decorar todos os cereais.
Acho que foi finalmente neste filme que o meu fascínio por este franchise acabou. Principalmente, porque o argumento é muito muito parvo. Atenção, tendo em conta o tipo de filme, não estou à espera que a história seja a coisa mais espetacular de todas, só preciso de alguma coisa minimamente decente que faça a ação avançar e a carnificina acontecer. E, infelizmente, não é isso que acontece aqui, principalmente porque quase toda a história não faz sentido e faz falta mais cenas de ação com os grande bichos, pelo menos que sejam algo interessante.
Toda a vertente que envolve os tais gafanhotos gigantes, no final, acaba por resultar em nada. A justificação para a sua existência é unicamente para aparecerem as personagens dos primeiros filmes. Não digo que não as gostei de ver mas agora, se elas entrassem de uma maneira mais orgânica e competente, teria sido muito melhor. Também tendo em conta que temos dinossauros numa escala global, podíamos ter visitado mais lugares, para ver o seu impacto. É verdade que este é mais um filme em que as filmagens foram influenciadas pela pandemia mas, tendo em conta, que a grande maioria é feito graças a efeitos visuais, acho que podia haver mais localizações (embora a cena em Malta seja do melhor que o filme tem).
Não tenho nenhum problema com o elenco, tanto com os da antiga trilogia, a de agora, bem como com as novas adições. O desenvolvimento das personagens é praticamente nulo, por isso, aquilo que se lembram delas dos filmes anteriores é exatamente como são aqui. O novo vilão também é tudo menos interessante e parece a cara chapada de Tim Cook, o CEO da Apple. Assim como os efeitos, que estão bons mas não espetaculares.
Com o final desta nova trilogia pode ser que tenhamos uma boa dose de anos de descanso desta saga, a ver se têm tempo para criar algumas ideias interessantes.
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24/06/2022
Mundo Jurássico - Domínio (Jurassic World Dominion - 2022)
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11/06/2015
Mundo Jurássico (Jurassic World - 2015)
Já se
passaram vinte e dois anos desde que Steven Spielberg nos apresentou ao
incrível mundo dos dinossauros em “Parque Jurássico”. E, depois de duas
sequelas que não conseguiram capturar a magia do primeiro, será que vai ser
agora que o mundo vai parar mais uma vez para ver um T-Rex?
Isla
Nublar finalmente abriu ao público e é um sucesso pelo mundo fora. Mas, anos
depois, tal como em todos os negócios, o número de visitantes começa a
diminuir. Então, o que é que os donos decidem? Criar um dinossauro
geneticamente modificado! Claro que isto tem tudo para correr bem…
Finalmente,
o parque tem visitas, e bem que já era tempo de isso acontecer. Claro que se
está à espera que muitas sejam eventualmente comidas mas, mesmo assim, é bom
ver que a grande atração idealizada por John Hammond abriu portas ao público.
O filme
respeita o seu legado, já que tudo o que se passou no primeiro filme é
conhecido como um facto. ,E também além da icónica música, temo também várias
cenas que lhe prestam homenagem. Como não podia deixar de ser há as já
tradicionais cenas com o T-Rex, com os Velociraptors e com os Pterodactylus. E,
para além do dinossauro mauzão que por aí anda, também temos um humano que
gosta de fazer asneiras.
Afinal
o que “Mundo Jurássico” traz de novo? Serão só os efeitos atualizados? O filme
tem noção que o público de agora também não quer ver os mesmos dinossauros de
antigamente, por isso, decidiram criar o Indominus Rex, uma mistura de vários
animais e dinossauros. Sem dúvida que é um inimigo a ter em conta mas algumas
das suas cenas não tiveram muito da intensidade merecida.
E
aquela grande polémica de ver Chris Pratt a domesticar os raptors? Quando a
cena foi vista no trailer, não aparentava nada de bom mas, no filme, dentro do
seu devido contexto, até que não ficou mau de todo.
Pratt
volta a provar que tem calibre para filmes de ação e que deve aparecer em mais. Só que aqui
quem rouba o protagonismo é Claire (interpretada por Bryce
Dallas Howard), já que foi a personagem que mais evoluiu durante o filme, desde
a burocrata apenas interessada em ganhos financeiros, até alguém que de facto
se preocupa não só com os visitantes do parque, como das suas atrações. Os
miúdos deste filme são os sobrinhos de Claire (interpretados por Ty Simpkins e
Nick Robinson), que não são muito bem aproveitados, mas fazem bem o seu papel.
Os
efeitos estão de grande qualidade, principalmente se forem vistos em IMAX, mas
em algumas cenas vacilam um pouco, nomeadamente nos olhos das criaturas, que
parecem não ter muita vida.
Temos
ação, toques de comédia, algum horror e uma história minimamente decente e, com
isso, este “Mundo Jurássico” já conseguiu apanhar alguma da magia do primeiro.
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