Acho que todos podemos concordar que este filme veio vários anos atrasado, certo? A Viúva Negra já está dentro do universo da Marvel quase desde o início, e há muito que se estava à espera de um filme sobre a personagem. Mas agora, depois de “Endgame” e do destino que a personagem teve, dá a sensação que o tempo para este filme já tinha passado. Só que não foi isso que aconteceu, por isso vamos ver como Scarlett Johansson se porta pela última vez neste papel.
Natasha Romanoff vai ter de enfrentar os fantasmas do seu passado, quando a sua irmã adotiva procura a sua ajuda.
Vamos ser totalmente honestos. O grande propósito deste filme no grande esquema deste universo é a introdução de Yelena Belova, interpretada por Florence Pugh, como a nova espia do grupo. Se isto podia ter sido feito de uma melhor maneira? Muito possivelmente mas, mesmo assim, desta maneira não é má de toda.
Uma das melhores partes do filme é logo a cena inicial, que dá a sensação que vamos ver um filme de espiões em condições. E, durante a maior parte do filme, é isso que temos. Mas, no terceiro ato, a Marvel não conseguiu desligar o seu modo de operar e teve de fazer um grande espetáculo cheio de ação e explosões, quando este tipo de filme tinha sido muito melhor servido com algo mais intimista.
Uma coisa que pensava que já tínhamos passado à frente era o vilão extremamente fraco. Mas, tal como a chegada do filme veio atrasada, também esta prática parece saída diretamente do passado. Taskmaster é completamente desperdiçado e sem presença nenhuma, podia ter sido um robô que ia dar ao mesmo. Não sei se a personagem vai voltar a aparecer, mas se não, foi uma grande decepção. Dreykov (interpretado por Ray Winstone), embora não muito impressionante, ao menos é um vilão a sério, com ações que o tornam completamente desprezível.
Se formos tirar tudo isto, "Viúva Negra” é um filme de ação que se vê muito bem. Tem boas interpretações, Johansson sente-se muito à vontade a representar este papel e as novas adições também foram muito positivas. Rachel Weisz e David Harbour têm boas interpretações e dão mais cor ao passado da protagonista, mas é a introdução de Florence Pugh como a sua irmã mais nova que é o grande destaque, apresentando os momentos mais emotivos do filme. São os momentos quando os quatro membros estão reunidos a falar que temos o maior desenvolvimento e emoção do filme.
A maioria das cenas de ação estão muito bem conseguidas, mas outras parece que não acabaram de ser processadas pelo departamento de efeitos especiais.
“Viúva Negra” chegou a tarde e a más horas mas, mesmo assim, é um bom filme de ação, que serve para caracterizar melhor uma das personagens mais conhecidas e para nos apresentar uma competente substituta.
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07/12/2021
Viúva Negra (Black Widow - 2021)
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15/10/2018
Johnny English - Volta a Atacar (Johnny English Strikes Again - 2018)
Quando um
ataque cibernético deixa a descoberto todos os agentes do MI7, a agência é
obrigada a recorrer a um dos seus agentes reformados, Johnny English.
Atenção,
quase todas as cenas cómicas conseguem-se ver à distância, agora se mesmo assim
funcionam ou não, já vai depender da pessoa. A comédia física já não é tão
usual nos dias de hoje porém continua a ser muito divertida. Se gostaram dos
filmes anteriores é provável que este também sirva para passar um bom bocado.
A história
é o meu maior problema com este filme. Facilmente, se descobre a história toda
e muitas das batidas são recorrentes dos filmes anteriores. Há aquela dualidade
de velho vs novo, sendo em termos tecnológicos, como na atuação dos próprios
agentes. Às vezes insistem demais nessa ideia mas nada de preocupante.
Voltar a
ver Rowan Atkinson no grande ecrã é sempre bom e vê-lo a fazer aquilo que o
tornou tão conhecido serviu para trazer alguma nostalgia. Mas não pode ser só
disso que o filme devia sobreviver no entanto, infelizmente, é isso que acontece.
“Johnny English - Volta a Atacar” serviu para
relembrar bons momentos e para tirar umas boas risadas mas a história é básica
e a comédia física pode já não ser do agrado do público dos dias de hoje.
07/10/2014
November Man - A Última Missão (The November Man - 2014)
“November Man - A Última Missão” é o mais recente filme de ação, de uma longa série, que vai cair
certamente no esquecimento. É verdade que desta vez temos o grande Pierce
Brosnan como protagonista, mas isso não quer dizer que o filme corra bem. Um ex-agente da CIA é obrigado a voltar da reforma para uma última missão muito pessoal, ao mesmo tempo que vai ter de enfrentar um antigo pupilo.
Não sei se por ser um filme de espiões com Pierce Brosnan mas durante todo o filme tive a estranha sensação que estava a ver um filme de James Bond. O protagonista já foi um 007, temos gadgets e temos uma ex bond girl. Mas pronto, semelhanças à parte o filme não consegue deslumbrar.
Os russos são novamente os mauzões (já era altura de variar malta, há mais países para ostracizar) e aqui pouco fazem além de servirem de bode expiatório. O argumento não consegue convencer muito, principalmente no campo da originalidade, mas consegue ser o suficiente para passar o tempo.
O protagonista também interpreta uma personagem que já estamos habituados a ver, embora tenha uma pequena originalidade, já que não é em algumas ocasiões um modelo a seguir. E Brosnan conseguiu uma boa interpretação desta personagem, e o mesmo se pode dizer de Olga Kurylenko e Luke Bracey.
As cenas de ação estão bem conseguidas, mas não conseguem fazer com que “The November Man - A Última Missão” deixe de ser algo que já foi visto inúmeras vezes.
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