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20/12/2012

Pela Estrada Fora (On the Road - 2012)



           Uma palavra para descrever o filme: aborrecido. Foram mais de duas horas que podiam ter sido mais bem aproveitadas. Não li o livro em que se baseia, mas se tiver sido uma boa adaptação não fiquei com muita vontade de o ler. 
           Sal Paradise é um jovem escritor que não sabe bem o que anda a fazer da vida, até que encontra Dean Moriarty e a sua namorada Marylou. Juntos vão viajar pelo país e encontrar pessoas que vão alterar as suas vidas para sempre. 
           Vou começar por referir os pontos mais altos do filme, nomeadamente a fotografia e música. Que, conseguem levar-nos mesmo para os anos 40 e 50. A prestação dos atores fica-se pelo razoável, conseguindo fazer bem o seu trabalho mas ainda havendo muito espaço para melhorias. 
           Num filme em que o título nos remete para o ar livre e para grandes passeios passa-se um tempo incrível no interior de habitações, sejam elas casas, bares ou hotéis. E o que mostra quase que parece que é sempre a mesma localização. 
           Foi aqui que vi o maior bromance de sempre, entre Sal e Dean. Com os dois a tentarem sempre encontrar-se, por vezes deixando outros familiares numa má posição. Quilómetros e quilómetros feitos para terem uma hipótese de se encontrarem. 
           Um filme que deixa muito a desejar pelo seu enredo. 

Nota:2/5  

18/11/2012

A Saga Twilight: Amanhecer Parte 2 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2 - 2012)



               E aqui está. O final de uma das sagas mais amadas e odiadas de toda a história do cinema. À medida que estou a escrever esta crítica o filme já deve ter batido mais algum recorde de bilheteiras - pelo menos, quando fui ver o filme, todas as sessões estavam cheias.
               Vamos começar por ver o aspeto geral do filme. É, provavelmente, de todos os filmes da saga, aquele que apresenta um melhor ambiente. Foi uma escolha inteligente apresentar duas estações no filme para assim termos quase dois “cenários” diferentes.
   Bella é agora uma vampira e tem a eternidade para viver com Edward e a sua filha. Mas quando os Volturi são chamados a intervir devido a uma falsa acusação, a família Cullen vai ter de reunir todos os seus amigos para conseguir sobreviver.
               Em termos de interpretações, é praticamente igual aos anteriores; é possível que se encontre uma ou outra expressão em Kristen Stewart, mas é preciso ter um olho muito bom. Contudo, como agora tivemos a entrada de tantos atores novos, dá para distrair das interpretações habituais.
               Há uma enorme sequência de ação para o final que infelizmente não foi muito bem aproveitada. É muito confusa e não se sabe bem o que se está a passar porém isto é justificável se tivermos em conta qual é o público-alvo.
               Sem dúvida o melhor filme da saga, talvez porque muito do romance apareceu na Parte 1, apresentando mais interações entre todas as personagens e não só sobre Bella e Edward.
               Uma boa conclusão, que sem dúvida vai agradar aos fãs da série.

Nota: 3/5

14/11/2012

A Saga Twilight: Amanhecer Parte 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1 - 2011)


               Quer se queira ou não, Twilight trouxe algo para o cinema, de positivo ou negativo -depende a quem perguntarem - mas serviu para nos dar novos atores como Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner. Agora parece que, na adaptação do último livro, decidiu-se fazer algo que já é comum nos dias de hoje, apresentar duas partes. Neste post vou falar apenas da primeira.
               Logo no início do filme temos o casamento de Bella e Edward, algo que de certeza que vai agradar a todas as adolescentes. Já na lua-de-mel, Bella engravida e não se sabe se é um vampiro, um humano ou algo pelo meio. Todo o filme se baseia nas implicações desta gravidez, tanto no jovem casal como na alcateia de lobisomens de Forks.
               Para quem está com dúvida fique logo a saber: se gostou dos outros filmes vai gostar deste, se não gostou nem vale a pena. Em termos de comparação, há menos drama que no segundo filme e menos ação que o terceiro.
               As atuações não são nada de especial, com principal pavor para a cara de constante pasmo de Kristen Stewart e para o facto de Taylor Lautner arranjar sempre motivo para tirar a camisola. O romance de certeza que vai agradar à maior parte dos elementos femininos mas os outros vão apanhar uma valente seca. Tanto as histórias como as interpretações são desinteressantes e, em muitas situações, é preferível rir.
               Um filme que deixa muito a desejar.

Nota: 1/5 

04/06/2012

Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman - 2012)


               Embora “Branca de Neve e o Caçador” e “Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira Do Que Eu” tenham a mesma história de base, não podiam ser mais diferentes. Enquanto o segundo está vocacionado mais para o público juvenil, algo bem notório tanto nas personagens como nas ambientações, “Branca de Neve e o Caçador” está direcionado para um público mais adulto.
             A estória é a mesma, a jovem Branca de Neve está presa numa torre, até atingir a maioridade, pela sua madrasta, que governa o reino com a ajuda de magia negra. É com a fuga de Branca de Neve que toda a ação começa, pois ela tem de morrer para que a rainha fique eternamente jovem.
             Primeiro vou falar dos atores, o papel de Caçador foi atribuído a Chris Hemsworth, que consegue interpretar bem o seu papel de um viúvo, com alguns problemas de bebida e personalidade. O papel da bruxa má também está bem atribuído a Charlize Theron, que consegue ser uma boa personificação do “mal”. Agora o da Branca de Neve… Kristen Stewart não consegue tirar aquela expressão de espanto/enjoo da cara, não dando muita credibilidade a tudo o que diz.
             Um das características que difere este filme é o seu tom. Na primeira metade do filme, ainda no reino da rainha e na Floresta Negra, temos cores negras e sóbrias, já na segunda metade temos presentes cores mais vivas, como o verde. Outro bom ponto é a relação que se vai formando ao longo desta jornada entre o Caçador e Branca de Neve. Os momentos de ação também estão a um bom nível e merecem ser apreciados.
             Agora os contras. No filme aparecem oito (!) anões, não sei qual é o propósito desta escolha, mas achei estranho alterarem um das marcas deste conto. O Príncipe também é completamente irrelevante para o filme, apenas serve para mandar umas flechas aqui e ali. Atenção, spoiler alert, se não quiser saber uma parte da estória passe para o parágrafo seguinte, é “engraçado” ver que aqui o beijo do príncipe não tem relevância nenhuma mas sim o do Caçador.
             É um bom filme de ação que vale a pena ver.

Nota:4/5