Mostrar mensagens com a etiqueta viggo mortensen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta viggo mortensen. Mostrar todas as mensagens

29/01/2019

Green Book – Um Guia Para a Vida (Green Book - 2019)


                Três Globos de Ouro, cinco nomeações para os Óscares, uma dupla protagonista constituído por Viggo Mortensen e Mahershala Ali e um bom realizador em Peter Farrelly: foram estas informações que me acompanharam na visualização de um dos mais recentes nomeados para o Óscar de melhor filme.
                Tony Lip, um ex-segurança, é contratado para conduzir e proteger o génio musical Don Shirley na sua digressão pelo sul dos Estados Unidos.
                Desde o primeiro trailer que este filme me pareceu extremamente interessante. Não propriamente pela história em si, mas sim pela interação retratada pelos dois atores principais, com o choque cultural entre a descendência italiana de Tony e a afro-americana de Don. Além disso, fiquei curioso como os dois, ao longo da digressão, se conhecem melhor e formam uma sólida amizade.
                Algumas críticas feitas realçam que o tema do racismo é pouco abordado mas, sinceramente, não estou de acordo. Nem todos os filmes, com esta temática, têm de ser intensamente dramáticos, principalmente quando esse não é o foco principal. Aqui o que interessa é o “confronto” de mentalidades das personagens de Viggo Mortensen e Mahershala Ali. É verdade que há mais momentos que não me caíram bem como, por diversas vezes, temos Tony a “ensinar” Don como ser negro.
                Mas, mesmo com isso, este foi um dos melhores filmes que vi recentemente, e se os Óscares fossem hoje de bom grado lhe dava o grande prémio. Mas, também ainda me faltam ver metade deles, por isso, vale o que vale.


16/11/2014

As Duas Faces de Janeiro (The Two Faces of January - 2014)



                Este era um filme que estava com alguma expetativa, principalmente tendo em conta o trio de protagonistas. E, claro que não se pode esquecer todas as pessoas envolvidas, como os produtores de “A Toupeira” e o argumentista de “Drive – Risco Duplo”, por isso seria de esperar que o filme fosse minimamente emocionante.
                Quando um vigarista e a sua mulher são obrigados a confiar a sua liberdade a um completo estranho após a morte de um detetive particular que os seguia.
                E dos três protagonistas a que temos direito, Viggo Mortensen, Kirsten Dunst e Oscar Isaac, é incrível como não se sente empatia para com nenhum deles. É apenas com Mortensen que se consegue tirar algo de tão insípidas personagens, com o ator a ser o melhor de todo o filme. A personagem de Dunst parece inicialmente que vai ter uma grande importância, mas pouco relevante é para o desenvolvimento dos acontecimentos, e Isaac também não consegue interessar. E o problema nem é dos atores, porque já vimos que conseguem melhor, mas sim do argumento.
                Sim, porque isto para um suposto thriller de perseguição consegue ser bastante chato. Não há verdadeira tensão para manter o espetador interessado, já que apenas vemos o pequeno grupo a ir de cidade em cidade para fugirem das autoridades. Autoridades essas que não parecem de todo muito preocupadas, ou empenhadas, em os procurar.  
                Para dar alguma justiça ao filme é verdade que os cenários gregos conseguem ser interessantes, mas fica-se por aí.
                Um filme que peca tanto pelas personagens, como pelo argumento que é obrigado a seguir.