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28/06/2015

Ted 2 (2015)



                Fazer sequelas de comédias, por princípio, não costumam funcionar. Porque, ou as piadas são as mesmas do primeiro filme, ou porque as personagens mudaram demais de um filme para o outro e já não resultam tão bem. Mas pode ser que Seth MacFarlane nos consiga surpreender e nos voltar a passar um bom bocado.
                Ted casou-se com Tami-Lynn e querem adotar uma criança. O grande problema é que o Estado não o reconhece como uma pessoa, mas sim como um bem. Assim, Ted vai fazer de tudo para que passe a ter os mesmos direitos que uma pessoa.
                Um dos requisitos para gostar desta nova aventura do urso de peluche é ter gostado do seu primeiro filme, e porquê? Porque, como não podia deixar de ser, a comédia está dentro do mesmo estilo a que MacFarlane já nos habitou. O que quer dizer que não é por ter um pequeno urso de peluche como protagonista que “Ted 2” é um filme aconselhado para os mais novos.
                O único senão é que agora a magia já não funciona tanto. Já não tem tanta piada em ver Ted imerso no mundo real a dizer o mesmo género de piadas que já tinha dito. Mas não se preocupem, o filme consegue ter muita piada, com momentos tão brilhantes como no clube de comédia. E, enquanto estes momentos valem a pena ver o filme, quando se torna algo sobre direitos civis, perde um bocado da sua qualidade.
                Mark Wahlberg volta como o melhor amigo de Ted e, de novo, faz um bom trabalho, conseguindo ser tanto engraçado, como mais intenso nos momentos adequados. Mila Kunis foi substituída por Amanda Seyfried, o que é uma pena, não que Seyfried não faça bem o seu papel, mas porque muito do filme anterior foi sobre a relação de Kunis com Wahlberg. Jessica Barth volta a interpretar Tami-Lynn, agora casada com Ted, e volta a trazer comédia na sua relação com o urso falante. Já para não falar dos diversos cameos, alguns muito engraçados como os de Liam Neeson e Jay Leno.
                Se gosta de “Family Guy” e do primeiro “Ted”, muito provavelmente vai gostar desta sequela.


27/07/2012

Ted (2012)


               Seth MacFarlane, o criador da séries Family Guy, decidiu experimentar fazer uma longa-metragem, da qual o resultado foi “Ted”. E, para bem e para o pior, é claramente um filme de MacFarlane, desde os palavrões até às várias indiretas a pessoas, séries e filmes.
               Tudo começa quando um pequeno rapaz de oito anos, John Bennett, faz um pedido, que o seu urso de peluche ganhe vida, para se tornarem os melhores amigos para sempre. E de facto este pequeno milagre acontece, nascendo assim Ted. Vinte e sete anos depois, este duo continua junto, mas agora com mais um elemento, Lori, a namorada de John. Este novo membro quer que Ted se afaste de John para que ele finalmente cresça.
               Não pensem que Lori é a má da fita. Ted não é propriamente uma boa companhia, consome drogas, bebe e diz palavrões. Porém, é o melhor amigo de John, e tal separação não é fácil, embora aconteça.
               É um filme extremamente divertido, principalmente na primeira metade, pois na segunda parte a comédia é substituída em grande parte pelo romance e ação. Ah, não esperem daquelas piadas inocentes, quem conhece a série da TV sabe que são piadas com grande conteúdo sexual, pois temos o vislumbre de Ted a fazer sexo, o que leva a estranhar a classificação de maiores de doze para o filme.
               Seth faz um filme razoável, que apenas não é melhor por um motivo simples: está demasiado habituado a episódios de vinte minutos. E isso nota-se por todo o filme. Temos momentos grande comicidade, mas ao contrário do que Seth faz na TV, que pode acabar assim com o episódio sem elaborar muito, aqui não. Tem de dar continuidade ao enredo, que tem situações em que não está muito bem trabalhado.
               Os atores fazem um trabalho muito bom, principalmente Mark Wahlberg, que interpreta John, pois demonstra uma grande versatilidade, conseguindo passar de situações cómicas para umas mais sérias sem grande esforço. É incrível a proeza a animação do urso, transmitindo uma grande sensação de peso e realismo. Conseguemesmo levar a nos abstermos de ser facto um urso de peluche.
               Uma boa comédia quando de facto o é. Porque quando tenta ser algo diferente, não o consegue fazer de forma convincente.

Nota:3,5/5