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10/05/2020

Entre Rivais (Just Getting Started - 2017)


          Não vem aí coisa boa. As comédias com estrelas da terceira idade têm a sua dose de popularidade… Não são nada de especial mas costumam ser filmes razoáveis e fazem o dinheiro suficiente. Além disso, geralmente, têm trailers minimamente engraçados porém o mesmo não se pode dizer desta aventura de Morgan Freeman e Tommy Lee Jones.
          Não há nada neste filme para que possa ser chamado de comédia. Claro que, como já disse várias vezes, a comédia é bastante subjetiva e, para mim, aqui nada funcionou. Parece que os atores queriam ir tirar uma temporada de férias e arranjaram o filme como desculpa.
          Não que os atores não tenham a capacidade de ter piada - estamos a falar de veteranos que já passaram pelo grande ecrã diversas vezes - mas aqui falharam totalmente o alvo. E nenhuma das duas histórias principais tem qualquer interesse. As tentativas de assassinato a Duke são quase diretamente tiradas de um cartoon de quão ridículas são. Outro elemento dispensável é o enredo da “revisão de contas” do lar, que podia ter sido completamente excluída, já que, praticamente, não fazia qualquer diferença. E assim, talvez a outra narrativa tivesse um maior cuidado,
          Se quiserem rir-se com uma boa comédia, escolheram o filme errado.

07/09/2016

Ben-Hur (2016)



                E bem. Temos um remake de um dos maiores clássicos do cinema. Na verdade, não estou totalmente contra a ideia; muito boa gente pode não ter visto/nem querer ver por não ser algo "atual" e, aí, ao menos, um remake traz o nome à cabeça das pessoas. E, provavelmente, será desta maneira que se calhar muita gente vai ver o original porque muito raramente estas atualizações se conseguem fazer valer. Este "Ben-Hur" até pode ser um filme minimamente decente, só que este género de filmes nos últimos anos não tem conseguido trazer nada de novo ou espetacular para as salas, por isso a expetativa também já não é muita. Mas, como as lembranças do original já não são o que era, podem ser duas horas bem passadas.
                "Ben-Hur" é melhor que o filme original? Nem de perto nem de longe. É uma total desgraça? Isso também não. Tem alguns momentos que não fazem sentido e outros em que uma pessoa começa a pensar: "Que raio está a acontecer?". Mas também tem algumas cenas que estão bem conseguidas visualmente e as interpretações também não são de deitar fora.
                O ponto alto tem de ser, claro, a corrida de quadrigas. É uma parte em que está sempre à espera do que pode acontecer e qual a quadriga que vai dar uma cambalhota e projetar alguém. Aí o filme consegue fazer-se valer. Mas, se tirarmos esta cena e outra passada num barco, não há assim nada que destaque este filme dos outros. Parece que Jerusalém consiste apenas numas casas ao lado de uma ravina e pouco mais – pronto, é verdade, que nunca fui à dita cidade naquela altura (a minha máquina do tempo está estragada) mas, mesmo assim, acho que devia ser apresentada uma cidade um pouco mais composta. Aliás, este é um sentimento que perdura durante o filme, uma sensação de vazio, de um filme que não se distingue em nada, em que se torna num mais para a lista.


               

28/06/2015

Ted 2 (2015)



                Fazer sequelas de comédias, por princípio, não costumam funcionar. Porque, ou as piadas são as mesmas do primeiro filme, ou porque as personagens mudaram demais de um filme para o outro e já não resultam tão bem. Mas pode ser que Seth MacFarlane nos consiga surpreender e nos voltar a passar um bom bocado.
                Ted casou-se com Tami-Lynn e querem adotar uma criança. O grande problema é que o Estado não o reconhece como uma pessoa, mas sim como um bem. Assim, Ted vai fazer de tudo para que passe a ter os mesmos direitos que uma pessoa.
                Um dos requisitos para gostar desta nova aventura do urso de peluche é ter gostado do seu primeiro filme, e porquê? Porque, como não podia deixar de ser, a comédia está dentro do mesmo estilo a que MacFarlane já nos habitou. O que quer dizer que não é por ter um pequeno urso de peluche como protagonista que “Ted 2” é um filme aconselhado para os mais novos.
                O único senão é que agora a magia já não funciona tanto. Já não tem tanta piada em ver Ted imerso no mundo real a dizer o mesmo género de piadas que já tinha dito. Mas não se preocupem, o filme consegue ter muita piada, com momentos tão brilhantes como no clube de comédia. E, enquanto estes momentos valem a pena ver o filme, quando se torna algo sobre direitos civis, perde um bocado da sua qualidade.
                Mark Wahlberg volta como o melhor amigo de Ted e, de novo, faz um bom trabalho, conseguindo ser tanto engraçado, como mais intenso nos momentos adequados. Mila Kunis foi substituída por Amanda Seyfried, o que é uma pena, não que Seyfried não faça bem o seu papel, mas porque muito do filme anterior foi sobre a relação de Kunis com Wahlberg. Jessica Barth volta a interpretar Tami-Lynn, agora casada com Ted, e volta a trazer comédia na sua relação com o urso falante. Já para não falar dos diversos cameos, alguns muito engraçados como os de Liam Neeson e Jay Leno.
                Se gosta de “Family Guy” e do primeiro “Ted”, muito provavelmente vai gostar desta sequela.


21/08/2014

Lucy (2014)



                E aqui temos Scarlett Johansson a “bombar” num filme de ação como protagonista. E, para orientar a coisa, não há ninguém melhor do que o realizador Luc Besson, que nos trouxe filmes como “o Quinto Elemento”. E, claro está, temos o grande senhor Morgan Freeman.
                No enredo, Lucy tinha o simples trabalho de entregar uma pasta mas, sem saber como, foi obrigada a transportar uma grande quantidade de uma nova droga. Mas, quando grandes quantidades dessa droga entram no seu corpo o cérebro de Lucy começa a fervilhar e a desbloquear todas as suas potencialidades.
                A ideia central é bastante semelhante a outro filme já conhecido, “Sem Limites”, onde o protagonista, após consumir uma nova droga, supera a marca dos habituais 10% de uso da massa cerebral. Só que neste, Lucy não adquire apenas conhecimento mas também um leque de habilidades, como conseguir controlar outras pessoas e dispositivos eletrónicos. Temos também a resposta a alguns enigmas da Humanidade à medida que Lucy vai-se tornando cada vez mais inteligente.
                Mas chega uma altura em que parece que Besson já não sabia bem o que fazer mais. Tal nota-se  principalmente nas retas finais do filme, em que o realizador já não sabe bem que “poderes” haveria de acrescentar a Johansson. E, para se desviar um pouco desse problema, incorpora uma data de imagens cheias de cor e movimento que criam apenas uma grande confusão aos espectadores.
                Aqui, Johansson volta a revelar que está à altura de ser a protagonista num grande filme de ação, com uma personagem que fica com medo que, ao ficar cada vez mais inteligente, se esqueça de como é ser humano. Freeman está la apenas para dar algumas explicações ao público sobre tudo o que está a acontecer e foi um grande desperdício não ter aproveitado o ator de “Oldboy” Min-sik Choi melhor.
                As cenas de ação estão muito bem executadas, principalmente uma cena de perseguição que se passa nas estradas de Paris.
                “Lucy” é um bom filme de ação mas que começa a perder o rumo ao atingir o clímax.


03/05/2014

Transcendence – A Nova Inteligência (Transcendence - 2014)



                Haverá um limite para o avanço da tecnologia? Esta é uma pergunta que “Transcendence – A Nova Inteligência” nos coloca. Não é o primeiro filme a fazê-lo e certamente não há de ser o último, e agora o tema é a inteligência artificial e a passagem da consciência de uma pessoa para um computador. 
                O Dr. Will Caster é um génio que quer criar uma máquina que seja com consciência e senciente. Mas, quando uma organização antiterrorista o envenena e destrói grande parte do trabalho da sua vida, a sua mulher vai fazer de tudo para o manter vivo, o que aqui quer dizer tentar transferir a sua consciência para um computador. 
                O que eu gostaria de ter visto eram as interações com este novo Will, em vez disso ficamos com uma passagem muito leve nessa parte, focando-se antes no sentimentalismo da relação com a sua mulher. Que basicamente se baseia no facto de não sabermos se Will preservou a sua humanidade ou se é apenas uma máquina. 
                Em termos de interpretações fica-se tudo muito pelo morno. A muita publicidade que gostam de fazer sobre o protagonismo de Johnny Depp é muito exagerada, já que o papel mais difícil e o mais interessante de ver é o de Rebecca Hall, que interpreta a mulher de Will. A sua personagem faz de tudo para se agarrar à esperança que o seu marido ainda existe, e que tudo aquilo que ele faz é justificável como meio de salvar o planeta. Podemos também contar com um talentoso elenco secundário, com Morgan Freeman, Paul Bettany, Kate Mara e Cillian Murphy, mas não vai ser aqui que os vamos ver a fazer grandes interpretações. 
                Não quero com isto tudo dizer que o primeiro filme de Wally Pfister, como realizador, não vale a pena ver, apenas que podia ter sido melhor aproveitado. Tem boas doses de ação e um ritmo acelerado o suficiente para manter todos atentos. 
                Consegue ser um filme interessante, pena os maus resultados de bilheteira que está a ter, já que podem fazer com que afoguentem os estúdios para este tipo de filmes.