Sinto que nada disto vai correr bem… Principalmente porque quase todas as sequelas de filmes de comédia vários anos após o original não primam pela qualidade. E, embora tenha corrido melhor em “Chamem-me Dolemite”, os últimos filmes de Eddie Murphy não têm sido bem recebidos. Mas bem, espero que esta nova estreia da Amazon Prime sirva para passar um bom bocado (sim, o filme ia ter uma estreia cinematográfica o ano passado, mas todos sabemos o que se passou...).
O príncipe Akeem vai ter de voltar aos Estados Unidos da América para encontrar um filho bastardo e trazê-lo para Zamunda.
Vou começar já por dizer que gostei do filme. Não achei nada de especial mas, mesmo assim, foi divertido. O meu maior problema é com a narrativa principal. De modo a não estragar a inocência da relação de Akeem com Lisa, arranjaram uma maneira extremamente artifical de Akeem ter um filho antes de a conhecer e não se lembrar.
Os melhores momentos são as personagens do primeiro filme e não deste novo elenco. Não por causa da falta de talento dos atores, mas sim porque a sua história é basicamente a mesma que no primeiro filme: de alguém que tem um casamento arranjado mas que o não o quer. É verdade que agora surge o elemento da falta de poder e autoridade feminina, muito presente em Zamunda, mas isso não chega como inovação.
Para mim, o melhor é ver Eddie Murphy e Arsenio Hall juntos em grande. Nota-se que estão um pouco presos pela classificação etária do filme (o que não se entende sinceramente) mas, mesmo assim, conseguem concretizar grandes tiradas cómicas. Muitas delas estão relacionadas com momentos do primeiro filme, com as melhores cenas a passarem-se na mítica barbearia.
O título do filme não faz muito sentido nesta sequela já que, em 90% do tempo, toda a ação se passa em Zamunda e não em Nova Iorque. Apenas foi dar lá uns saltinhos e pronto está feito.
“O Príncipe Volta a Nova Iorque” é uma comédia agradável, cheia de locais e temas habituais, com um bom elenco e dá para arrancar umas risadas.
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08/03/2021
O Príncipe Volta a Nova Iorque (Coming 2 America - 2021)
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18/08/2019
O Rei Leão (The Lion King - 2019)
Para quem ainda não sabe, o filme apresenta-nos a jornada do jovem leão Simba que, depois da morte do seu pai, tem que aprender o significado de responsabilidade e coragem.
Para começar: isto é uma animação! Podem arranjar as justificações que quiserem mas, no final, todo o filme foi feito num estúdio, gerado por computadores. E não é por ter UM frame de imagem real que, de repente, o filme passa a ser uma versão em “imagem real”. É apenas um tipo de animação, nomeadamente fotorrealista. E, nesse sentido, o filme está incrível! É algo que é difícil de acreditar que não é filmado em cenários reais, tendo em conta todos os detalhes apresentados.
Por outro lado, tinha o medo que, com todo este “realismo”, se perdesse o charme da versão animada mas, felizmente, é possível distinguir as emoções que as personagens apresentam. E também dá para saber qual leão é qual, pelo menos durante a maior parte do tempo.
A história é basicamente uma cópia frame por frame da animação, o que deve desagradar a uns e agradar a muitos outros: basicamente, é voltar a contar a mesma história a uma nova geração. Na verdade, foram feitas ligeiras alterações e, neste caso, mais valiam estar quietos, já que num caso criaram uma incoerência e nos outros não acrescentou nada.
As novas vozes (na versão original) foram bem-vindas, principalmente Seth Rogen e Billy Eichner, como Pumba e Timon respetivamente, que conseguem sempre ser a festa quando estão presentes. Por outro lado, o regresso de James Earl Jones como Mufasa, embora nostálgico, já consegue dar o poder na voz a um leão no auge da sua força. Donald Glover e Beyoncé, como Simba e Nala, também não foram os meus favoritos, já que as vozes são muito reconhecidas. Na verdade, parece que estamos a ouvir os atores e não as suas personagens.
Esta nova versão de “O Rei Leão”, embora não tenha o mesmo charme que a animação, consegue ser um filme sólido e um prodígio tecnológico.
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