De novo com as salas de cinema fechadas, só nos sobram as plataformas de streaming se quisermos ver alguma coisa de novo. E a Netflix não falha nisso! É verdade que, muitas vezes, a qualidade pode não ser a melhor mas, mesmo assim, conseguem ser suficientemente agradável. E é isso que espero que este “Zona de Perigo” seja.
Num futuro próximo, um piloto de drones é enviado para um cenário de guerra onde é emparelhado com um android super-secreto, de modo a impedir uma guerra nuclear.
Como disse no início, não estava à espera de um grande filme, mas sim algo razoável. E foi exatamente isso que aconteceu. Tem algumas boas ideias mas parece que não as explora profundamente e temos algumas boas cenas de ação.
O nosso protagonista também não é uma personagem fácil de gostar. Não que Damson Idris (que o interpreta) faça coisas maldosas durante o filme, ou que não tenha dado uma boa prestação, mas sim pela sua ocupação como piloto de drones. Onde além da grande distância físico do campo de batalha, também tem um desapego emocional da devastação que é capaz de causar. E é mesmo isso que o filme quer transmitir. Apenas na reta final é que ele começa a ter mais agência na ação. Só que aí já é tarde! Não se criou a ligação necessária à personagem para termos interesse no seu destino.
Anthony Mackie aqui parece que já está a fazer de Capitão América pois como android, tem uma força e agilidade superiores. Não é só na ação que Mackie consegue brilhar, já que é dele que vêm os diálogos mais interessantes. Basicamente, aquele diálogo habitual quando temos entre um humano e um android onde o primeiro está sempre a questionar o segundo sobre o livre-arbítrio e se está programado para tomar decisões sozinho.
“Zona de Perigo” tem um argumento bom q.b., com algumas boas cenas de ação. Uma boa alternativa para ver neste confinamento.
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25/01/2021
03/04/2016
A Última Noitada (The Night Before - 2015)
Os três amigos Ethan, Isaac e Chris
criaram uma tradição de natal para animar Ethan, que perdeu os seus pais.
Passados oito anos, esta tradição continua. Com o filho de Isaac a caminho e o
sucesso de Chris a aumentar, eles querem que este seja o último natal em que
repetem a mesma noite. Falta saber como é que Ethan vai reagir.
O filme não tem assim tantos
momentos cómicos como estava à espera. Tem algumas boas situações mas nada que
o torne numa comédia a 100%. O que não é mau de todo; tem aquelas picadas de
drama que são necessárias para que “A Última Noitada” seja algo mais do que um
motivo para rir. É verdade que o desenrolar dos acontecimentos é previsível, na
maior parte das vezes, e as partes mais lamechas parecem um pouco deslocadas do
que se está a passar mas tal não é um impedimento para desfrutar do filme.
As interpretações são aquelas
que estamos habituados a ver destes atores. As piadas de drogas de Seth Rogen, o
humor e coração de Joseph Gordon-Levitt conseguiu mostrar em “50/50”, e uma boa
demonstração dos talentos humorísticos de Anthony Mackie. Mas, no final de
contas, a presença de Michael Shannon é que foi uma agradável surpresa.
“A Última Noitada” tem todas as
qualidades para se tornar uma visualização agradável na época natalícia.
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