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15/06/2015

Mulher de Ouro (Woman in Gold - 2015)



                Já há algum tempo que ando saturado de filmes biográficos. Não que eles não valham a pena ou não sejam interessantes, mas ando com mais vontade de ver histórias originais. Ao meu olhar, fazer este tipo de filme parece preguiçoso. Mas pronto, logo que, ao menos, a história ou evento retratado estejam bem apresentados, já não é mau de todo. Desta vez, temos Helen Mirren e Ryan Reynolds.
                Maria Altmann é uma octogenária que, na sua juventude, foi obrigada a fugir da Áustria para os Estados Unidos da América, em fuga aos nazis. Altmann quer agora que o governo austríaco lhe devolva um quadro, que pertence por direito à sua família.
                O filme tentou fazer algo que, se não corresse bem, podia ser desastroso. É que, durante o filme, é intercalada a vida atual da protagonista e a sua batalha por aquilo que é seu e as suas vivências enquanto jovem, desde a sua vida feliz até à altura que teve de optar pela emigração forçada.
                Felizmente, as duas histórias são interessantes e estão bem conjugadas. E enquanto, na primeira, temos a dúvida se a protagonista vai conseguir recuperar o seu legado (mas, para quem já conhecer a história, a experiência já não compensa tanto), na segunda, temos toda aquela tensão de saber se a sua fuga vai ser bem-sucedida (claro que já sabemos a resposta mas, mesmo assim, consegue ser cativante).
                Helen Mirren consegue entregar uma grande interpretação dramática, que mesmo não sendo a sua melhor, vale certamente a pena ver. E o advogado que a segue, interpretado por Ryan Reynolds, também faz um bom trabalho, sendo a personagem que mais mudou durante todo o filme.
                É uma história interessante em que há sempre a pequena hipótese de despertar em alguém o interesse no tema da restituição de arte aos seus devidos donos.


16/08/2014

A Viagem dos Cem Passos (The Hundred-Foot Journey - 2014)



                Mais um filme sobre gastronomia que chega às nossas salas de cinema, e desta vez temos algum romance à mistura. Mas, será que este tipo de filme ainda tem alguma coisa a oferecer? É que muitas vezes apenas servem para me deixar com fome.
                A família Kadam é obrigada a sair da Índia e vai parar a uma aldeia francesa, onde abre um restaurante. O problema é que está à frente do restaurante de Madame Mallory que já tem uma estrela Michelin, e tenta desesperadamente ter a sua segunda.
                 O que tem este filme que o permita distinguir dos outros todos? Muito pouco, já que além de a comida ser indiana e ter uma história romântica lá pelo meio, as diferenças não são muitas.
                É divertido? Sim, consegue ser os seus momentos, principalmente nas dispostas entre os donos dos dois restaurantes. O problema é que o caminho de todas as personagens não apresenta nada que já não se tenha visto.
                A banda sonora é mexida e consegue ser cativante. O mesmo se pode dizer da maioria dos protagonistas, que conseguem entregar uma prestação segura e com interesse.
                Se gostam de comida indiana e de filmes “A Viagem dos Cem Passos” é para vocês.


10/02/2013

Hitchcock (2013)


                Sinceramente, o filme não é aquilo que estava à espera. Principalmente por um motivo, estava à espera de um filme que mostrasse o que se passou durante as filmagens do clássico “Psycho” de 1959. Mas, em vez disso temos apresentado o que se passava com o casal Hitchcock durante as filmagens.
                É um filme mais pessoal que tem apenas a rodagem do filme como plano de fundo. Alfred Hitchcock acabou de fazer o seu último filme e agora anda à procura de um novo projeto. Então decide investir em Psycho, mas sem qualquer apoio financeiro dos estúdios, cabe a Alfred e Alma financiar o filme com o seu próprio dinheiro.
                Sendo uma das principais características do filme a falta de fundos para financiar Psycho, não existe muita referência a qualquer sacrifício real que o casal tenha de fazer para produzir o filme. Todas as atenções estão para Alma e o seu possível caso com Whitfield Cook, e como Alfred reage quando a sua companheira de todos os filmes se começa a afastar e a procurar outros projetos.
                Em termos de elenco temos algum desperdício de personalidades, toda a atenção está nos dois protagonistas, Anthony Hopkins e Helen Mirren, que ocupam praticamente todo o filme, não deixando espaço para que outras personagens possam ter algum protagonismo.
                Um pouco mais de tempo de filme podia fazer com que houvesse uma maior apresentação sobre como foi feito esta referência do cinema.
                Um filme que apresenta um lado mais pessoal do famoso realizador, em vez de, como fez uma das maiores obras da história do cinema.

Nota: 3/5