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07/03/2018

Pequena Grande Vida (Downsizing - 2018)



            Meu Deus!, que o filme nunca mais acabava! Que coisa mais aborrecida! É que se fosse algo com que estava à espera, ainda vá que não vá, até aguentava. Porém, eu estava à espera de alguma coisa mais cómica, o que dificultou a “passagem do tempo”. É que, sendo do mesmo realizador (Alexander Payne) que “Os Descendentes” e “Nebraska”, contava com algo com mais cabeça, tronco e membros. Mas bem, vamos lá a coisas concretas.
            Matt Damon é Paul Safranek que decide que uma forma de melhorar a sua vida é encolhendo para menos de 15 cm de altura. Sim, porque neste mundo é possível fazer esta operação de alteração de tamanho irreversível.
            O que seria de esperar era que esta “inovação” fosse utilizada para vários momentos cómicos e provocar umas boas gargalhadas. Só que isso não acontece, bem numa situação ou outra ainda tem uma situação caricata, mas nada de especial. Ver um filme sobre um homem deprimido e sem saber o que fazer na vida, não estando bem executado, não é a coisa mais interessante para se ver.
            É que nem com Matt Damon a fazer de protagonista a coisa se safa! Christoph Waltz ainda consegue criar alguns dos melhores momentos e Hong Chau consegue dar alguma vida à história, só que nada que nos vá ficar na memória.
            “Pequena Grande Vida” não tira proveito daquilo que o distingue para criar algo memorável; em vez disso, resta-nos um filme deprimente, com um protagonista sem qualquer interesse.


02/03/2014

Nebraska (2014)



                Foi mesmo à última mas consegui. Foram vistos todos os nomeados para o Óscar de melhor filme. E para acabar nada como um filme mais calmo como “Nebraska”, um filme a preto e branco que nos mostra as relações com vários membros de uma família. 
                Um homem já no final de idade quer fazer uma imagem do Montana até Nebraska para reclamar um suposto prémio de um milhão de dólares. Quem vai aproveitar esta viagem é o seu filho David, que quer aproveitar para conhecer melhor o seu pai. 
                O que aqui mais me impressionou foi Will Forte. Estou mais habituado a ver o ator em papéis cómicos, e foi com uma agradável surpresa que Forte não desapontou um papel mais sério. Ainda não me parece que esteja muito à vontade, mas de certeza que com mais papéis assim a interpretação vá parecer mais natural. Bruce Dern consegue igualmente interpretar de forma convincente um homem que está a entrar na demência e que dificilmente vá sair de lá. Atenção, é um bom desempenho mas nomeação para ator principal já me pareceu demais. Já a de June Squibb é totalmente merecida, já que é a sua personagem que dá vida ao filme. E, quando no início achamos que seja uma pessoa demasiado dura, com o passar do tempo vamos mudando de ideias. 
                Também é preciso dar uma salva de palmas ao realizador Alexander Payne. A decisão de filmar a preto e branco foi acertada, já que conferiu uma maior profundidade às relações entre pai e filho. O que também beneficiou disto foi a fotografia que se tornou muito mais apelativa. 
                O argumento embora não consiga surpreender consegue ser cativante. Trata-se de uma viagem de descoberta, um filho que só agora descobre várias coisas sobre o seu alcoólico e ausente pai e da sua relação com a sua mãe. 
                É verdade que é um filme muito bom, mas parece-me que vai passar despercebido na grande noite.