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18/12/2019

Jumanji - O Nível Seguinte (Jumanji: The Next Level - 2019)

Ninguém estava à espera do incrível sucesso que “Jumanji - Bem-Vindos à Selva” teve. Tanto nas bilheteiras como na crítica o filme foi bem recebido, por isso é natural que uma sequela viesse a caminho e, tal como no filme anterior, também é lançado na mesma altura que um filme Star Wars.
    O gang está de volta e voltam a entrar em Jumanji, só que as coisas não estão como eles se lembram e entram mais personagens do que eles estavam à espera.
    Logo após ver os trailers surgiu-me uma dúvida, se Dwayne Johnson e Kevin Hart iriam conseguir ser consistentes com os tons de voz, de Danny DeVito e Danny Glover, durante todo o filme e se se ia tornar algo irritante. Mas, felizmente, isso não acontece. Eles conseguem sempre manter as personagens e são extremamente hilariantes e, quando isto começou a perder a sua força, a história dá uma volta, servindo para manter as coisas frescas. Jack Black e Karen Gillan voltam a fazer um grande papel e continuam a fazer muito pelo filme. 
    Em relação a esta sequela, achei-a mais divertida que o anterior mas perdeu-se um pouco no “desenvolvimento” das personagens. Porque, tirando um deles, estas são basicamente as mesmas personagens que tivemos no filme anterior. Tirando os novos elementos, não houve  grande progressão.  
    A ação é “ridícula” mas estamos a falar de um mundo num videojogo, logo as regras não são propriamente as mesmas. O que me fez mais confusão são os efeitos dos animais, é verdade que não estão no mundo real, mas parecem demasiado “falsos” para o meu gosto.
    “Jumanji - O Nível Seguinte” não consegue superar o equilíbrio entre comédia e emoção do filme anterior mas é extremamente divertido, com garantia de um tempo bem passado no cinema.

29/12/2017

Jumanji – Bem-Vindos à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle - 2017)



                Quando foi anunciado esta sequela/reboot do filme de 1995 com Robin Williams, a minha esperança que saísse um filme minimamente decente não era muito grande. Nem mesmo com grandes estrelas, como Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black, como cabeças de cartaz me inspirou muita confiança.
                Quando quatro jovens encontram uma consola antiga e começam a jogar, são de repente “aspirados” para dentro do jogo, onde encarnam as personagens que escolheram inicialmente e têm de salvar a selva de Jumanji, se quiserem voltar ao seu mundo.
                Felizmente, as coisas nem correram mal de todo. “Jumanji – Bem-Vindos à Selva” é uma aventura muito divertida - não tivéssemos nós grandes pesos da comédia – mas, mesmo assim, há algo que falta. Falta-lhe um pouco do coração e alma do primeiro filme pois aqui temos, basicamente, 99% de comédia, o que não é mau mas podia haver alguma variedade.
                O modo como os quatro jovens são caraterizados no início é bastante estereotipada, mas tal tem um propósito: saber quem é quem quando a ação passa para os seus avatares. Também a alteração de um jogo de tabuleiro para um jogo de consola foi uma ideia bem implementada. Nos dias de hoje, a popularidade dos jogos de tabuleiro já não é o que era. E assim é permitido “jogar” com alguns dos chavões que caraterizam os videojogos.
                Um claro destaque é Jack Black que tem de fazer de rapariga popular e que nos mostra que ainda consegue entregar grandes interpretações. Dwayne Johnson e Kevin Hart voltam a mostrar a sua grande química, já demonstrada em “Central de Inteligência”, e Karen Gillan tem a oportunidade de mostrar o que consegue fazer, sem estar coberta de tinta como em Nebula dos “Guardiões da Galáxia”.
                Os efeitos especiais não estão perfeitos mas, na sua grande maioria, são satisfatórios. A história também não é a melhor coisa que já passou pelos cinemas (e então o vilão é para esquecer!) mas, no final, consegue ser o necessário.
                “Jumanji – Bem-Vindos à Selva” é bem capaz de ser a melhor comédia que está agora nos cinemas e consegue entregar um momento bem passado.


09/07/2016

Central de Inteligência (Central Intelligence - 2016)



Esta é uma comédia de ação onde o que estamos à espera foi invertido, com Kevin Hart a ser o elemento sério e Dwane “The Rock” Johnson a trazer os risos e a galhofa. Talvez assim possa ser pelo melhor pois Hart ultimamente não tem conseguido fazer o seu melhor trabalho e Johnson é carismático como tudo. E ver este último numa luz mais cómica de certeza que vai ser divertido.
E, graças a Deus, o filme funciona. E porquê? Pela incrível personagem de “The Rock”, com todas as suas peculiaridades, onde se podem destacar o seu amor por unicórnios, aparecimentos e desaparecimentos que deixariam Batman orgulhoso e o facto de “Parabéns a você” ser o seu filme favorito, são só alguns exemplos. Kevin Hart, embora comece com uma atitude mais séria, aos poucos e poucos vai­se tornando na personagem a que estamos habituados a ver nos seus filmes - não que, neste caso, não seja propriamente um defeito. É a mistura destas duas personalidade que resulta numa grande química e em momentos muito engraçados. As cenas de ação parecem um pouco saídas do nada.
Para um filme que mostra a sua força na comédia, de repente, aparecem cenas de ação agressivas e algo genéricas - embora seja tenha a sua piada ver “The Rock” a atirar pessoas pelo ar e a enchê-las de porrada.
O argumento não é nada de muito complexo, apenas o suficiente para nos deixar intrigados para sabermos o desfeixo do filme. Também temos alguns cameos muito bem executados e umas referências que vão fazer sorrir quem as apanhar. “Central de Inteligência” é, provavelmente, um dos filmes com mais piada dos últimos tempos que, embora não traga nada de novo na ação, tem um duo que consegue carregar o filme.


24/03/2015

O Amigo do Peito (The Wedding Ringer - 2015)



                Temos mais uma comédia que não promete trazer nada de absolutamente novo. Mas esse não é, certamente, o objetivo deste filme, já que se o realizador Jeremy Garelick nos conseguir fazer rir minimamente já não é nada mau.
                Doug Harris está a duas semanas do seu casamento, só que não tem nem um padrinho nem amigos para convidar para o grande evento. Por isso contrata Jimmy Callahan para tratar desse delicado assunto.
                Este é, provavelmente, o melhor trabalho de Kevin Hart até ao momento. Já que neste filme consegue dar uso a toda a sua veia cómica, veia essa que, por acaso, até é bastante engraçada. E é graças a ele que este “O Amigo do Peito” até é engraçado, não é rir do princípio ao fim, mas tem bons momentos que cheguem para passar um serão bem divertido. 
                Do restante elenco só o protagonista, Josh Gad, consegue chegar minimamente perto de Hart. Kaley Cuoco-Sweeting não faz nada de especial e Jorge Garcia só lá está para fazer uma piada no fim.
                O grande problema do filme está no seu argumento previsível. Não inova e facilmente se sabe o que vai acontecer no final. Mas aqui não se trata de saber o final, mas sim se o caminho até lá é divertido. E nesse departamento o filme consegue cumprir com os requisitos.