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15/04/2018

Rampage - Fora de Controle (Rampage - 2018)

            Alguém se lembra deste jogo? Eu estou na categoria do nem por isso mas nem é difícil de entender. Temos um gorila, um crocodilo e um coiote de tamanho gigante a destruir prédios, com Dwayne Johnson lá no meio, por isso há tudo para correr bem.
            Bem, como dizer isto?... O filme é parvo mas mesmo muito parvo! E o melhor é que isso não é um ponto negativo! Se não estavam à espera disso ao ver o trailer, então a culpa é só vossa. O modo como a transformação acontece até é convincente que chegue, cuja origem provém de um agente patogénico a ser trabalhado no espaço. A partir daí, tudo acontece mais ao menos como se está à espera.
Vamos começar pelo negativo, que foram os vilões. São do tipo mais cartonesco possível e tomam decisões que não fazem sentido nenhum, só queremos que não desperdicem mais tempo de ecrã. Outra coisa é a química entre Dwayne Johnson e Naomie Harris, praticamente inexistente. Mas, por outro lado, a relação de Johnson com o seu gorila George é mais credível e divertida.
Mas vamos ao que interessa: a ação. Aí não vamos ficar desapontados. Todo o terceiro ato envolve a destruição da cidade de Chicago por estas três criaturas. A sua caracterização até tem efeitos muito bons e o modo como a ação é decorrida está bem retratada, sem nunca nos perdermos no que está a acontecer.
Bem, o marketing aqui não nos enganou; não esperem o próximo vencedor dos Óscares mas sim quase duas horas bem passadas. Além disso, este é bem capaz de ser dos melhores filmes baseados num videojogo (o que também não é difícil).


24/02/2017

Moonlight (2017)



A corrida para as estatuetas douradas continua e, quem se seguiu na minha lista de críticas o muito recomendado e cheio de prêmios “Moonlight”. Realizado por Barry Jenkins, este é um filme que tem sido considerado o mais sério concorrente a “La La Land”, para o maior prémio da noite, só que não me convenceu.
Aqui vemos três décadas da vida de Chiron. Um negro, que está em constante conflito por ser homosexual, num ambiente em que é permanentemente perseguido na escola e que, quando volta a casa, tem que cuidar da sua mãe drogada.
Relativamente às escolhas da Academia, vou começar por aquilo que me parece mais claramente exagerado, que é a nomeação (e, a que tudo indica, vencedor) de Mahershala Ali, como melhor ator secundário. Primeiro, ele está no filme uns 15 minutos. Verdade que não quer dizer nada pois pode ter, na mesma, um grande impacto, só que não acontece. Não que não seja um incrível desempenho, tenso e com subtilezas, mas mesmo assim parece-me um exagero a nomeação para o maior galardão do cinema. Já Naomie Harris tudo bem, faz um trabalho muito bom, intenso e destruidor, e merece ser premiada.
O grande problema que tenho aqui é o mesmo que tenho com “Manchester by the Sea”, que é não ter um final propriamente dito. Não que esta não seja uma história que não mereça ser contada mas não apresenta um propósito claro sobre o que é e o que quer fazer. O modo de como Chiron se transforma ao longo do filme serve para mostrar que tudo funciona num círculo, tendo-se tornado em adulto naquilo que destruiu a sua infância.
De resto, “Moonlight” é um grande filme. As três histórias estão muito bem construídas e conseguem funcionar de maneira individual e as suas transições estão muito bem-feitas.


02/11/2015

Spectre (2015)



                James Bond está de volta e Sam Mendes volta mais uma vez como o realizador. Claro que agora tem uma tarefa complicada pois tem de superar o grande trabalho que fez em “Skyfall”. Uma tarefa nada fácil já que não é só um dos grandes filmes de Bond como também um grande filme de ação.
                Uma mensagem enigmática sobre o passado de James Bond vai levá-lo numa busca pela organização criminosa Spectre. Enquanto isso, M vai travar uma batalha política para manter o programa “00” no ativo.
                É um bom filme de ação? Sim. É uma boa entrada para a saga de 007? Sim. É melhor que “Skyfall”? É bom mas não me parece. Tal já era uma tarefa muito difícil. “Spectre” tem muitas boas cenas de ação que porém não são tão compensadoras como no filme anterior.
                Sou um grande fã de Christoph Waltz, (é uma pena que o ator não apareça em mais filmes) por isso, quando soube que iria ser o próximo vilão de James Bond, fiquei muito entusiasmado. A personagem foi muito bem introduzida, com uma boa dose de mistério sobre o seu verdadeiro poder e uma ligação com a infância de Bond. Só que, depois, o desenrolar da personagem não é do melhor; torna-se um vilão meio apagado e sem muito poder (embora, aparentemente, o tenha), já para não falar de como acabou a sua aparição no filme.
                Daniel Craig volta como 007, mas já não na sua melhor forma. Já o vimos em modo superespião e já numa jornada mais pessoal. Aqui, há a tentativa de uma super combinação dos dois, com predominância da ação, em que o drama é rapidamente despachado. Craig é, sem dúvida, um dos melhores Bonds que já tivemos mas, depois de quatro filmes, talvez seja melhor começar a pensar numa substituição. Ben Whishaw e Naomie Harris voltam como Q e Moneypenny, respetivamente, e, em muitas situações, servem como os elementos mais leves e cómicos do filme. Ralph Fiennes teve a difícil tarefa de substituir Judi Dench como M e conseguiu fazê-lo. Monica Bellucci conseguiu ser a “Bond girl” mais velha a aparecer em qualquer filme da saga mas é Léa Seydoux com quem Craig passa a maior parte do tempo. E esta personagem até está bem construída, com um passado conturbado, e consegue fazer um bom par com Bond. A participação de Dave Bautista foi uma surpresa para mim pela presença e poder que transmite apenas por surgir no ecrã.
                Atenção, pode parecer que estou a dar uma grande descasca ao filme, mas não é verdade. Apenas digo que é inferior ao filme anterior mas, mesmo assim, “Spectre” é um grande filme de ação. Para aquele que é o filme com a maior duração (148 minutos) e com maior orçamento, dá a sensação que algumas cenas podiam ter sido cortadas ou abreviadas. Mas aquela cena inicial no México está muito bem conseguida.
                James Bond voltou com mais um grande filme de ação que não vai envergonhar a saga.