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13/12/2015

No Coração do Mar (In the Heart of the Sea - 2015)



                Havia algumas expetativas para ver este filme. Os trailers pareciam mostrar um grande visual, o seu lançamento foi adiado de Março para Dezembro para ter os óscares em consideração, e era uma nova colaboração entre Ron Howard e Chris Hemsworth. Infelizmente, o filme acaba por não ser nada de especial.
                Aqui vamos saber a história de Essex, o baleeiro que naufragou devido ao ataque de uma baleia e que foi a inspiração para o livro “Moby Dick”.
                O filme tem dois ritmos. O primeiro é Tom Nickerson a contar a história do Essex ao escritor Herman Melville, o segundo é em forma de flashback dos acontecimentos que estão a ser descritos.
                E é esta a parte mais desinteressante do filme. Não que não tenha partes inspiradas, como a tensão constante entre o capitão do navio (interpretado por Benjamin Walker) e o seu imediato (interpretado por Chris Hemsworth), ou quando a baleia decide fazer um dos seus ataques. Só que estas situações são demasiado escassas e não compensam os seus defeitos, como a falta de desenvolvimento das personagens e muitas situações em que simplesmente nada se passa.
                Os efeitos também têm os seus altos e baixos. Por aquilo que tinha sido mostrado do filme parecia que ia ser um grande espetáculo visual, mas em muitas situações não é nada de especial. Por outro lado, os efeitos sonoros estão muito bons.
                Não que “No Coração do Mar” seja um mau filme. Apenas não é aquele grande filme que parecia que vinha aí. As interpretações são muito boas, principalmente Cillian Murphy que consegue roubar todas as cenas onde está.
                Um bom filme com boas interpretações, mas com muito potencial desperdiçado.


02/11/2015

Spectre (2015)



                James Bond está de volta e Sam Mendes volta mais uma vez como o realizador. Claro que agora tem uma tarefa complicada pois tem de superar o grande trabalho que fez em “Skyfall”. Uma tarefa nada fácil já que não é só um dos grandes filmes de Bond como também um grande filme de ação.
                Uma mensagem enigmática sobre o passado de James Bond vai levá-lo numa busca pela organização criminosa Spectre. Enquanto isso, M vai travar uma batalha política para manter o programa “00” no ativo.
                É um bom filme de ação? Sim. É uma boa entrada para a saga de 007? Sim. É melhor que “Skyfall”? É bom mas não me parece. Tal já era uma tarefa muito difícil. “Spectre” tem muitas boas cenas de ação que porém não são tão compensadoras como no filme anterior.
                Sou um grande fã de Christoph Waltz, (é uma pena que o ator não apareça em mais filmes) por isso, quando soube que iria ser o próximo vilão de James Bond, fiquei muito entusiasmado. A personagem foi muito bem introduzida, com uma boa dose de mistério sobre o seu verdadeiro poder e uma ligação com a infância de Bond. Só que, depois, o desenrolar da personagem não é do melhor; torna-se um vilão meio apagado e sem muito poder (embora, aparentemente, o tenha), já para não falar de como acabou a sua aparição no filme.
                Daniel Craig volta como 007, mas já não na sua melhor forma. Já o vimos em modo superespião e já numa jornada mais pessoal. Aqui, há a tentativa de uma super combinação dos dois, com predominância da ação, em que o drama é rapidamente despachado. Craig é, sem dúvida, um dos melhores Bonds que já tivemos mas, depois de quatro filmes, talvez seja melhor começar a pensar numa substituição. Ben Whishaw e Naomie Harris voltam como Q e Moneypenny, respetivamente, e, em muitas situações, servem como os elementos mais leves e cómicos do filme. Ralph Fiennes teve a difícil tarefa de substituir Judi Dench como M e conseguiu fazê-lo. Monica Bellucci conseguiu ser a “Bond girl” mais velha a aparecer em qualquer filme da saga mas é Léa Seydoux com quem Craig passa a maior parte do tempo. E esta personagem até está bem construída, com um passado conturbado, e consegue fazer um bom par com Bond. A participação de Dave Bautista foi uma surpresa para mim pela presença e poder que transmite apenas por surgir no ecrã.
                Atenção, pode parecer que estou a dar uma grande descasca ao filme, mas não é verdade. Apenas digo que é inferior ao filme anterior mas, mesmo assim, “Spectre” é um grande filme de ação. Para aquele que é o filme com a maior duração (148 minutos) e com maior orçamento, dá a sensação que algumas cenas podiam ter sido cortadas ou abreviadas. Mas aquela cena inicial no México está muito bem conseguida.
                James Bond voltou com mais um grande filme de ação que não vai envergonhar a saga.