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26/09/2019

It - Capítulo 2 (It Chapter Two - 2019)

Ninguém estava à espera do grande sucesso que foi o primeiro “It”, que nos trouxe um grande filme de terror, com um boas prestações de um jovem elenco e a presença ameaçadora de Bill Skarsgård, como Pennywise. Por isso, cá estamos, dois anos depois, com a sequela, com o elenco agora na versão adulta.
  Passaram-se 27 anos desde o último encontro dos Losers’ Club com o terrível Pennywise. Mas agora que ele voltou ao ataque, o grupo vai ter de se juntar mais uma vez, para o derrotar de vez.
Antes de mais. O filme é longo como tudo, com quase três horas de duração. E se merece todo esse tempo? Nem por isso, em algumas situações o ritmo esmoreceu um pouco. Tanto que vamos ter, em princípio, uma versão de realizador com cerca de quatro horas, e aí se calhar a coisa melhora um pouco, embora isso piore a duração do filme.
No geral, não gostei tanto deste filme como do anterior. Primeiro, o fator novidade já desapareceu, já conhecemos o estilo, os protagonistas e o vilão. Segundo, as criaturas em que It se transforma, passaram muitas delas a serem monstros feitos de efeitos especiais, que parecem algo deslocados do filme em que estão (muito do estilo do monstro no quadro do primeiro, mas em pior). Terceiro, é bem mais fácil torcer pelo sucesso de um grupo de miúdos do que por adultos - este, como tudo o resto, é bastante subjetivo. E por último, tal como referi no ponto anterior, muita gente gostou do elenco dos miúdos, e por isso quiserem acrescentar mais cenas deles neste capítulo, que se tornam algo forçadas, retirando o foco do grupo que devíamos estar a seguir agora.
Não que com isto tudo “It - Capítulo 2” seja um mau filme. Apenas que não chega aquilo que foi o primeiro. Tanto que o elenco adulto está muito bem representado, com James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, entre outros. E, por estranho que possa parecer, os dois primeiros, embora sejam os mais conhecidos, foram aqueles que passam mais despercebidos, sendo o destaque para o hilariante Hader e para James Ransone
Skarsgård também tem mais destaque e consegue trazer todo o terror e ameaça que a sua personagem requere. Mesmo que as suas origens e desenvolvimento não sejam propriamente os mesmos que no livro que serviu de inspiração, acho que foi uma boa adaptação para o grande ecrã.
Pode dar a ideia que estou a descascar no filme como se não houvesse amanhã mas, na maior parte, é por causa de coisas que piorou em relação ao filme anterior. Mas, mesmo assim, é superior à grande maioria de filmes de terror de ultimamente.

18/08/2019

O Rei Leão (The Lion King - 2019)


Vamos ser sinceros, o “O Rei Leão” de 1994 é a melhor animação de sempre. Pronto, pelo menos, deve ser para muita gente, eu incluído, por isso não achei estranho esta nova versão da Disney chegar, visto que já o estavam a fazer com “Cinderela” e “A Bela e o Monstro”. O único motivo aparente, pelo menos, para mim, para não ter sido feito até agora, prende-se com motivos tecnológicos. Mas, depois daquilo que o realizador Jon Favreau conseguiu fazer com “O Livro da Selva”, pareceu que chegou o momento e não há realizador melhor para o fazer que Favreau.
    Para quem ainda não sabe, o filme apresenta-nos a jornada do jovem leão Simba que, depois da morte do seu pai, tem que aprender o significado de responsabilidade e coragem.
    Para começar: isto é uma animação! Podem arranjar as justificações que quiserem mas, no final, todo o filme foi feito num estúdio, gerado por computadores. E não é por ter UM frame de imagem real que, de repente, o filme passa a ser uma versão em “imagem real”. É apenas um tipo de animação, nomeadamente fotorrealista. E, nesse sentido, o filme está incrível! É algo que é difícil de acreditar que não é filmado em cenários reais, tendo em conta todos os detalhes apresentados. 
Por outro lado, tinha o medo que, com todo este “realismo”, se perdesse o charme da versão animada mas, felizmente, é possível distinguir as emoções que as personagens apresentam. E também dá para saber qual leão é qual, pelo menos durante a maior parte do tempo.  
A história é basicamente uma cópia frame por frame da animação, o que deve desagradar a uns e agradar a muitos outros: basicamente, é voltar a contar a mesma história a uma nova geração. Na verdade, foram feitas ligeiras alterações e, neste caso, mais valiam estar quietos, já que num caso criaram uma incoerência e nos outros não acrescentou nada. 
As novas vozes (na versão original) foram bem-vindas, principalmente Seth Rogen e Billy Eichner, como Pumba e Timon respetivamente, que conseguem sempre ser a festa quando estão presentes. Por outro lado, o regresso de James Earl Jones como Mufasa, embora nostálgico, já consegue dar o poder na voz a um leão no auge da sua força. Donald Glover e Beyoncé, como Simba e Nala, também não foram os meus favoritos, já que as vozes são muito reconhecidas. Na verdade, parece que estamos a ouvir os atores e não as suas personagens.
Esta nova versão de “O Rei Leão”, embora não tenha o mesmo charme que a animação, consegue ser um filme sólido e um prodígio tecnológico.

09/02/2019

Bohemian Rhapsody (2018)


            Todos conhecemos os Queen, certo? Acho que posso dizer,com alguma certeza que sim por isso um filme sobre eles, com um grande nível de produção, merece certamente ser visto. E, mesmo com a substituição de Sacha Baron Cohen por Rami Malek como o protagonista e as confusões com o realizador Brian Singer, as coisas correram pelo melhor. Já fizeram camiões de dinheiro e ganharam dois globos de ouro, logo parece ser um filme a ver.
            Aqui seguimos a criação e a história da icónica banda e do seu carismático vocalista Freddie Mercury até à sua icónica atuação no Live Aid de 1985.
            Vamos já falar do elefante na sala. O filme não deve ser considerado como um bom retrato cronológico da banda. Alguns acontecimentos trocaram de ordem e existem personagens inventadas, por exemplo. Mas, embora isto seja algo a ter em conta, também é preciso saber que estamos perante um filme e não um documentário. É normal que certas coisas sejam alteradas para que o produto final seja mais interessante.
            Algo que não me agradou por aí além foi toda a edição do filme. Os anos iniciais passam quase num piscar de olhos, talvez por não serem relevantes. Os momentos musicais estão bem representados, afinal têm ao dispor uma lista das melhores músicas de sempre. E conseguimos “ver” como é que algumas delas foram criadas.
            Só que é Rami Malek que rouba o show, tal como a personalidade que interpreta. O ator consegue aqui um monstruoso trabalho de interpretação, conseguindo transmitir-nos como foi um dos mais estrondosos ícones da música de sempre, desde o modo extravagante de criar música e estar em palco, como a sua enorme solidão interior por pensar que ninguém o consegue compreender. Gwilym Lee, Ben Hardy e Joseph Mazzello também conseguem acompanhar o protagonista, como os outros elementos da banda.
            Mesmo seguindo vários clichés das biopic musicais, “Bohemian Rhapsody” é um grande filme e oferece boas doses de espetáculo.


27/08/2017

O Guarda-Costas e o Assassino (The Hitman's Bodyguard - 2017)



            Um filme de ação e comédia com Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson?! Vamos logo ver! Pelo trailer, parece exatamente aquilo que se quer para acabar bem o verão: grandes cenas de ação (talvez não muito realistas) com dois grandes protagonistas a distribuir comédia a todo o momento.
Um dos melhores guarda-costas do mundo tem de transportar em segurança um assassino até ao Tribunal de Justiça Internacional, onde vai testemunhar contra um ditador.           
O filme é tudo aquilo que os trailers prometem, por isso se gostaram deles provavelmente gostarão daquilo que podem ver na sala de cinema. O melhor é, sem dúvida, a química entre os dois atores principais, com Jackson sempre a disparar balas e piadas com a mesma pontaria certeira, e Reynolds como o elemento mais sério a servir de um bom contrabalanço.
A história é simples e tem umas pitadas de romance que até calham bem, na forma Elodie Yung e Salma Hayek. O vilão de Gary Oldman parece saído dos filmes de ação dos anos 90 mas funciona bem para a narrativa apresentada. E também temos o nosso Joaquim de Almeida envolvido.
Se quisermos algum termo de comparação, pode-se pensar no estilo de “Deadpool”, talvez com Ryan Reynolds, mas com menos violência e sem super-poderes (tirando, claro, o geral super-poder de todos os protagonistas deste género de filmes).
“O Guarda-Costas e o Assassino” é um filme simples, divertido e com muita ação. Uma boa maneira de começar a dar as despedidas ao verão.


08/05/2017

John Wick Capítulo 2 (John Wick: Chapter 2 - 2017)



                O primeiro “John Wick” foi uma boa surpresa, com Keanu Reeves como um lendário assassino com grandes cenas de ação. O problema que há com as sequelas é que, ao aumentar a escala, podem perder aquilo que tornou o primeiro tão bom. Porém um dos realizadores do original está de volta e pelos trailers parece que estamos perante coisa boa.
                John Wick é forçado a voltar à vida do crime como forma de pagar uma dívida. Mas isso só vai fazer com que a sua cabeça seja colocada a prémio.
                Uma das coisas que o primeiro filme conseguiu criar foi uma mitologia para o mundo dos assassinos, desde as moedas de ouro ao Continental, e aqui temos uma expansão disso, onde descobrimos novas regras e o ramo internacional. Mas houve um contra. Chega a uma altura do filme em que parece que toda a gente de Nova Iorque está envolvida, de uma forma ou outra, neste submundo do crime, o que perde o impacto geral.
                O argumento aqui mantem-se simples como o primeiro: é mais uma história de vingança e que, para o que “John Wick Capítulo 2” é, serve perfeitamente. Keanu Reeves volta a entrar nesta personagem em grande forma e, nas cenas de ação, está sempre “na maior”. Só quando a ação para é que, às vezes, parece que se perde um pouco mas nada de grave. Temos o regresso de um grande Ian McShane e a introdução de Riccardo Scamarcio e Laurence Fishburne (embora este último apareça durante pouco tempo).
                Só que a grande estrela aqui são as cenas de ação, que continuam brutais, sem muitos cortes, bem coreografadas e com a mesma violência do primeiro – sim, porque o senhor Wick não se limita a incapacitar.
                Uma sequela que conseguiu ser melhor que o original, aumentando ainda mais as cenas de ação mas, mesmo assim, mantendo aquilo que o caraterizava. Teria preferido um final totalmente fechado - e não algo que dê para uma sequela - mas ela que venha e que seja ainda melhor!