15/06/2018

Mundo Jurássico - Reino Caído (Jurassic World: Fallen Kingdom - 2018)


Vamos ser sinceros... Ninguém estava à espera que “Mundo Jurássico” fizesse a incrível quantidade de dinheiro que fez. Não que fosse um mau filme mas estava longe de pensar que viesse a ser um colosso nas bilheteiras. Agora, com "Reino Caído", será que as coisas se vão repetir? Desta vez, é J.A. Bayona a realizar - o que até é um bom sinal -, mas o marketing não tem sido grande coisa.
              Nesta altura do campeonato, já ninguém fica maravilhado em ver dinossauros no grande ecrã, a verdade é essa. As histórias também não têm sido nada de por aí além mas, na maior parte das vezes, cumpre os requisitos mínimos. E, em “Reino Caído”, a fórmula habitual não muda muito (dinossauros a matar gente e alterações genéticas) mas, lá pelo meio, consegue criar bons momentos.
             A relação entre Owen (a personagem de Chris Pratt) e Blue (o velociraptor do filme anterior) é mais explorada e é utilizada de modo eficaz para o desenrolar da história. Também há momentos de boa tensão, dignas de um filme de terror razoável, que acrescentam um bem-vindo suspense a toda a experiência.
             Tem novas personagens boas (Zia Rodriguez e Maisie Lockwood) e outras não tão boas (Eli Mills e Franklin). E há uma evolução da personagem de Claire Dearing, em relação ao filme anterior, com remorsos sobre aquilo que fez, e a fazer de tudo para tentar compensar esse facto. A ação continua impecável, desde o resgate dos animais da ilha e do vulcão que está em erupção, até ao terceiro ato (mais não digo para não spoilar). Devo dizer que este deve ter uma das melhores cenas introdutórias de toda a saga.
             Um bom filme para entreter durante este verão que não inova a fórmula mas utiliza-a de forma competente.

P.S. - Só para não ficarem muito desapontados, não esperem ver de Jeff Goldblum mais do que os trailers mostram.


07/06/2018

Tomb Raider (2018)


                Todos sabemos o “enorme” sucesso que os filmes baseados em videojogos têm tido nas salas de cinema… Vejamos, ao menos, este tem alguma história. Agora, em Alicia Vikander, vemos uma Lara Croft totalmente diferente da de Angelina Jolie. Pareceu-me que estava a seguir a mesma linha do reboot que nos jogos daí havia um pequena esperança que viesse aí coisa boa.
                Lara Croft é a filha de um aventureiro desaparecido que é levada aos limites quando descobre a ilha onde ele desapareceu.
                O filme é bom mas não nada de especial, não tem nada que me “puxe”. É bastante competente, tem boas prestações e a realização não é má. As cenas de ação não são nada de extraordinário e muitas das tentativas de fazer piadas falham completamente ao lado.
                Alicia Vikander faz muito bem o papel: é uma Lara extremamente convincente e, quando faz algumas das mesmas cenas que no jogo, parece que mesmo saído de lá. Porém, uma tradução direta não resultou num melhor filme. Walton Goggins é um grande ator mas que aqui é um vilão completamente desperdiçado. O argumento também não é mau e cumpre com os requisitos para passar um bom bocado.
                Estava à espera que uma possível sequela pudesse continuar o bom trabalho de Vikander e melhorar o resto à volta dela mas, infelizmente, os resultados de bilheteira não ajudam a isso.


25/05/2018

Deadpool 2 (2018)


            Ninguém estava à espera do incrível sucesso que o primeiro “Deadpool” teve, foi muito bem recebido criticamente e quebrou uma data de recordes nas bilheteiras. Naturalmente, a sequela tinha de aparecer, agora com mais dinheiro na produção “Deadpool 2” tenta ser maior e melhor que o seu antecessor.
            O nosso favorito mutante fala-barato vê-se obrigado a formar uma equipa de mutantes, para assim proteger um jovem mutante de um ciborgue do futuro, Cable.
            Estou algo conflituoso com “Deadpool 2”. Não entre ser mau ou bom, porque por mim este filme é incrível. O maior problema é em comparação com o primeiro. A injeção de dinheiro que teve permitiu criar cenas de ação mais elaboradas, só que para mim as cenas do primeiro eram mais contidas e funcionavam melhor. Mas bem, pode ser que no fim deste texto tenha chegado a uma decisão.
            A comédia continua genial. Referências a tudo e mais alguma coisa, desde filmes, músicas e personalidades. Uma diferença é que enquanto no primeiro havia várias piadas ao género de super-herois no geral, aqui são tiradas mais específicas, como o último Vingadores e “Batman v Super-Homem”, que agora têm muita piada, mas vamos ver daqui a 10/15 anos. Mas, sem dúvida alguma que não faltam grandes tiradas ao filme.
            As cenas de ação aumentaram em grande escala e com uma grande execução. O realizador David Leitch fez parte da dupla que fez “John Wick”, por isso, cenas de ação é com ele. E aqui demonstra isso, numa mistura de ação, comédia e slow-motion muito bem retratada, mostrando todas as habilidades dos mutantes envolvidos.
Ryan Reynolds volta a trazer-nos esta personagem da mesma maneira hilariante e meta que no filme anterior, e ainda bem que aqui é onde não devem mexer. Josh Brolin no papel de Cable também foi uma boa estreia para a personagem, não sei se está fidedigna com o material de origem, mas daquilo que vi achei interessante. Zazie Beetz como Domino e o seu poder de sorte, sim é isso mesmo que leram, permite criar grandes situações, e espero que a atriz volte a aparecer em futuras sequelas ou spin-offs. Mas, tirando o protagonista, a minha personagem favorita foi Colosso, que serve como um melhor amigo para Deadpool, a tentar sempre que ele use os seus poderes para o bem.
A história tem um tom mais dramático, e espalha-se um pouco pelo meio, mas mesmo assim consegue ser uma boa aventura.
Tudo aumentou de escala em “Deadpool 2” e se em algumas coisas isso o favoreceu, em outras nem por isso.



14/05/2018

Os Empatas (Blockers - 2018)


            Inicialmente, a premissa de “Empatas” não me pareceu particularmente interessante mas, depois de ver o trailer, alguma esperança começou a aparecer. E, felizmente, o filme acaba por ter alguns bons momentos e, numa altura em que é raro aparecerem boas comédias, esta é uma boa aposta. 
            Basicamente, a história circunda as peripécias de três pais que tentam impedir as suas filhas de perderem a virgindade na noite do baile de finalistas. 
            John Cena já nos mostrou em “Irmãs” e “Descarrilada” que consegue dar uns bons toques na comédia - sempre em personagens secundárias; haverá agora uma grande revelação, com todo o protagonismo? Para mim, o wrestler ainda não está bem “no ponto”. Vale-lhe a companhia de Leslie Mann e Ike Barinholtz, mais habituados a estas andanças.  O elenco mais jovem também consegue um bom desempenho.Todas as filhas têm personalidades diferentes e diferentes motivos para perder a virgindade, desde a descoberta da homosexualidade até ao simplesmente fazer por fazer. 
            “Os Empatas” não inova dentro do género mas consegue ser bem-sucedido, já que consegue tirar umas boas gargalhadas. Algumas cenas são exageradas só para causar choque, sem trazer um grande propósito. Só que na comédia, aquilo que eu posso não achar piada nenhuma, pode ser a coisa mais hilariante para a pessoa do lado. 
            Este é um bom exemplo de que, se gostaram do trailer, muito provavelmente vão gostar do filme.