13/06/2019

John Wick 3 - Implacável (John Wick: Chapter 3 - Parabellum - 2019)


            Vocês já viram as enormes doses de adrenalina que são os dois filmes anteriores? Este não abranda na intensidade, e chega a subir ainda mais a fasquia.
Com a cabeça a prémio pela sociedade de assassinos, John Wick vai ter de arranjar maneira de sobreviver e dar a volta à situação.
Agora com o mundo atrás dele, não há praticamente tempo para respirar, com cena de ação seguida de cena de ação: ao fim das duas horas de duração do filme, já começa a cansar um pouco. Mas estas cenas estão extremamente bem executadas, com poucos cortes, e é possível seguir tudo o que está a acontecer, com formas ainda mais inovadoras de “limpar” gente. O realizador Chad Stahelski (que fez todos os filmes da saga) volta a entregar doses brutais de violência, que podem não agradar a todos.
Aqui surge uma maior exploração de toda a mitologia deste mundo de assassinos (a sério, no filme parece que metade dos habitantes de Nova Iorque são assassinos), com a introdução de elementos como o Elder e a Juíza. Halle Berry também aparece aqui, contrastando com o modus operandi do protagonista, para dar boa variedade a toda a ação. Keanu Reeves volta a mostrar que foi talhado para este papel, onde não tem de fazer um incrível trabalho de interpretação, mas que basta entrar numa sala para criar uma presença e ser intimidador.
A saga “John Wick” é uma daquelas com que podemos contar para entregar enormes doses de ação, de uma maneira mais “crua” e entusiasmante daquilo que estamos habituados nos dias de hoje. Aqui fico à espera do já anunciado quarto capítulo! 


22/05/2019

Pokemon - Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu - 2019)


            Vou já dizer que, quando soube da produção deste filme, não gostei. Basicamente, por pegarem num spin-off da série principal em vez de se focarem nas suas origens. Só que, quando saiu o primeiro trailer, ao ver a incrível implementação dos pokemons com o mundo natural é que me convenci. Além disso, Ryan Reynolds a dar a voz ao pequeno roedor amarelo também ajudou muito.
            Num mundo onde pessoas apanham pokemons para os batalharem, Tim vai ter de se juntar a um Pikachu, com aspirações a detetive, para encontrar o seu pai.
O mundo criado é incrivelmente credível, onde acreditamos que, de facto, existe uma coexistência com estes pokemons. Já o filme em si possui uma história muito básica e sem nada que surpreenda muito mas também é algo que entendo. Não posso esperar que o mesmo tipo de história que me cativou em miúdo tenha o mesmo “poder” ao vê-la agora.
O duo de Justice Smith e do seu Pikachu é que traz muito carisma ao filme. É através deles que somos apresentados a este mundo; possuem uma boa química nas suas interações, tanto nos momentos mais cómicos como naqueles mais dramáticos. A personagem de Kathryn Newton foi a parte mais “estranha” de tudo, pois parecia saída diretamente da série da TV para o filme em vez de ter sofrido a uma “conversão”. Adicionalmente, é sempre bom ver Bill Nighy no grande ecrã.
Temos um filme que é uma grande mistura de boas cenas cómicas, algumas verdadeiramente hilariantes, e cenas de ação, fazendo com que o filme esteja sempre num bom andamento.
Agora que o mundo foi criado, apresentado e bem recebido, fico ansioso pelas possibilidades futuras deste franchise nos grandes ecrãs.


04/05/2019

Vingadores - Endgame (Avengers: Endgame - 2019)


11 anos e 22 filmes depois, chegamos ao final da primeira e incrível novela cinematográfica que a Marvel conseguiu criar. Mais que nunca, a pressão está nos irmãos Russo e em Kevin Feige para que esta conclusão seja em grande. Será que temos um filme merecedor de ser a sequela de “Guerra Infinita”?
Depois da devastação que Thanos causou em todo o universo, os Vingadores sobreviventes tentam recompor-se e achar uma solução para reverter todo o mal criado.
Vou dizer já. O filme foi das melhores experiências que já passei no cinema! Todo o investimento que uma pessoa criou desde 2008 é totalmente recompensado aqui. É verdade que tem alguns problemas na história mas, mesmo assim, não deixa de ser formidável. Agora vai o aviso, que a partir de agora vão aparecer spoilers, por isso, ficam por vossa conta e risco.
Se há filme que merece as suas 3h de duração é este. Praticamente todos os super-heróis e outros membros que tiveram num filme da Marvel tiveram direito a uma participação, desde Natalie Portman até ao jovem Ty Simpkins (que entrou em “Homem de Ferro 3”). Muitas coisas que se especularam estavam corretas: depois de descobrir que as pedras do infinito tinham sido destruídas, os protagonistas tiveram que voltar atrás no tempo para as ir buscar no passado. Eu estava à espera que a história entrasse numa trapalhada a partir daí mas felizmente não acontece isso.
E aquela última hora?! Quando temos o confronto com a enorme lista de heróis contra o enorme exército de Thanos é capaz de ser das melhores batalhas/momentos no cinema. Claro que isto vem com um ressalva, é preciso ter visto e apreciado todos os filmes que estão para trás. Porque, tal como no anterior, quem for ver “Endgame” do nada (sei lá, se calhar porque era a única coisa no cinema), irá sentir-se um pouco perdido.
Este é capaz de ser aquele com as melhores interpretações. A maneira como tudo começou, com o desaparecimento da família de Clint, serviu como uma grande entrada, tanto para a alteração da personagem como para a primeira parte do filme. A piada de Thor estar gordo pode ter parecido forçada e sem sentido mas tem a sua lógica desde o início do filme, já que ele se considera como o responsável por não ter impedido Thanos de estalar os dedos: a partir daí sente que já não tem nada e que falhou com o universo e Chris Hemsworth conseguiu transmitir isso no ecrã. Aquele com que me sinto mais conflituoso é com Bruce Banner e o modo Professor Hulk. Parece algo um pouco saído do nada e fez com que não tivéssemos um grande Hulk para a batalha final. Scarlett Johansson foi das que teve um maior desenvolvimento da sua personagem e, embora eu esteja algo conflituoso com a sua morte tanto na execução como no motivo, a sua interpretação esteve impecável. Tanto Robert Downey Jr. como Chris Evans f tiveram o melhor arco, tanto na maneira como se portaram durante os cinco anos da devastação, tal como na maneira como se despediram do Universo Cinematográfico da Marvel, embora também seja difícil bater “I`m Iron Man”.
Podia estar a escrever uma tese sobre o filme… E, mesmo com os seus defeitos, “Vingadores - Endgame” foi um grande filme com que fechar a saga do infinito.