03/11/2017

Thor - Ragnarok (2017)



O último filme da MCU para este ano traz-nos a terceira aventura a solo do deus do trovão que, agora, vem acompanhado de Hulk para enfrentar o fim do mundo da mitologia nórdica: Ragnarok.
Hela está livre da sua prisão e vai trazer Ragnarok a Asgard. Thor, agora sem o seu precioso martelo, vai ter de se juntar a Hulk para impedir que a sua terra seja completamente devastada.
A diferença mais óbvia em relação aos anteriores filmes a solo do herói é a banda-sonora, estilo visual e o tom bem mais humorado. E isto deve-se em grande parte ao realizador neozelandês Taika Waititi, que já tem por hábito criar filmes com um tom mais humorístico.
Só que a mim esse tom não calhou tão bem neste filme em questão. Já se sabe que todas as entradas da MCU têm sempre um tom bem-disposto logo, se este tivesse não seria de todo de estranhar. No entanto, estamos aqui a falar de Ragnarok, o fim do mundo, algo, digamos, bastante sério para os asgardianos e isso aqui é tratado de forma demasiada leviana.
Meter uns pozinhos de “Planet Hulk” até foi uma mudança bem-vinda e deu para apreciar a personagem num ambiente diferente daquele a que estamos habituados. Aqui Mark Ruffalo já fala mais e tem um maior desenvolvimento como Hulk, em vez de Bruce Banner. Já Loki, de Tom Hiddleston, continua a mesma personagem de sempre por isso, amem ou odeiem, já sabem com que contar. Chris Hemsworth, agora com um corte de cabelo novo, consegue a melhor interpretação até agora do deus do trovão, já sem aquela gabarolice toda e com alguma noção daquilo que tem de fazer. Tessa Thompson como Valquíria foi uma grande adição, já que consegue roubar muitas cenas dos protagonistas habituais. Cate Blanchett como a Deusa da Morte Hela consegue ser um ponto para à frente em termos de vilões da MCU – porém, não é uma das melhores vilãs de sempre no entanto é bem melhor do que aquilo a que estamos habituados.
O tom cómico, embora bem-executado, merecia ser aplicado noutra história que não esta mas, mesmo assim, “Thor - Ragnrok” é uma grande aventura.


19/10/2017

Geostorm - Ameaça Global (Geostorm - 2017)



            Os filmes de desastres já não puxam tanto o público às salas como antigamente. Ou porque, com a proliferação dos efeitos especiais, apenas vejamos coisas a ser destruídas sem grande história por trás ou, simplesmente, porque nós, como espetadores, já passámos essa fase. Vai ser  Gerard Butler a nos levar no bom caminho?
            Numa altura em que o clima global é controlado por uma rede de satélites, alguns desses satélites começam a atacar a Terra. A solução tem de ser encontrada antes que todo o planeta seja devastado por uma geostorm.
            Estamos perante uma das surpresas do ano - bem, pelo menos deste fim de ano. Não estava à espera de muito mas admito que até foi um momento bem passado na sala de cinema. Pode ter praticamente todos os clichés habituais do género mas, mesmo assim, consegue proporcionar um bom serão.
            Facilmente se pode deduzir que os problemas dos satélites não foram acidentais. E, como tal, todo o enredo em volta do descobrimento do que se passa consegue ser cativante: não traz nada de novo mas, mesmo assim, vale a pena. Não quero ser generalista, nem preconceituoso nem nada do género, mas meter Butler (o rei Leonidas do “300”) como um grande cientista parece-me um grande esforço de imaginação mas bem, já vi coisas piores.
            Tendo visto isto em IMAX 3D tem o seu lado bom e o seu lado mau. A qualidade da imagem e os efeitos especiais são de grande qualidade porém, com a maior definição também é possível notar mais facilmente quando os atores estão a olhar para uma “tela verde” com os efeitos especiais a se localizarem num plano diferente. E, para tal, escusamos de ter o 3D que não está lá a fazer nada (o costume).
            Boas cenas de ação, com bons visuais e com pitadas de drama familiar suficiente para não enjoar. “Geostorm - Ameaça Global” é um bom filme de desastres, que deve agarrar os fãs do género.


09/10/2017

O Fundador (The Founder - 2017)

                Desde o primeiro trailer que este “O Fundador” parecia um filme interessante e com calibre para entrar na cerimónia dos Óscares. Afinal, estamos a falar de um filme quase biográfico (o nascimento e expansão da cadeia de restaurantes McDonald’s) e tem como protagonista Michael Keaton que, nos últimos anos, teve um regresso em grande.
                Ray Kroc é um vendedor não muito bem-sucedido mas, quando se depara com o restaurante dos irmãos McDonald e o seu método de servir hambúrgueres bons rapidamente, marca o início de um grande império.
                O grande problema deste filme é que, simplesmente, não consegue ser muito cativante. O ritmo é inconsistente e segue as batidas a que se está habituado a ver neste género de filmes. É uma história com potencial, bem pelo menos para mim, e embora se saiba muito sobre a história da companhia, o modo como a transmite não é empolgante nem nos deixa com vontade de saber mais. Ao menos, deu vontade de ir comer um hambúrguer no fim.
                Michael Keaton interpreta o protagonista Ray Kroc e, embora seja uma boa interpretação, a personagem não parece ter sido escrita da melhor forma. Não é alguém que nos dê muita vontade de torcer e, mesmo que seja a pessoa real tenha, de facto, sido assim, a escrita podia ter trazido mais empatia. John Carroll Lynch e Nick Offerman fazem as vezes dos irmãos McDonald e de forma competente. De resto, temos várias personagens que fazem bem o seu trabalho mas não se conseguem destacar.
                É claro o porquê do filme não ter tido nenhuma atenção na altura de entregar os prémios mas, mesmo assim, “O Fundador” é apto que chegue para quem quiser saber a história da cadeia de fast-food mais conhecida do mundo.