08/05/2017

John Wick Capítulo 2 (John Wick: Chapter 2 - 2017)



                O primeiro “John Wick” foi uma boa surpresa, com Keanu Reeves como um lendário assassino com grandes cenas de ação. O problema que há com as sequelas é que, ao aumentar a escala, podem perder aquilo que tornou o primeiro tão bom. Porém um dos realizadores do original está de volta e pelos trailers parece que estamos perante coisa boa.
                John Wick é forçado a voltar à vida do crime como forma de pagar uma dívida. Mas isso só vai fazer com que a sua cabeça seja colocada a prémio.
                Uma das coisas que o primeiro filme conseguiu criar foi uma mitologia para o mundo dos assassinos, desde as moedas de ouro ao Continental, e aqui temos uma expansão disso, onde descobrimos novas regras e o ramo internacional. Mas houve um contra. Chega a uma altura do filme em que parece que toda a gente de Nova Iorque está envolvida, de uma forma ou outra, neste submundo do crime, o que perde o impacto geral.
                O argumento aqui mantem-se simples como o primeiro: é mais uma história de vingança e que, para o que “John Wick Capítulo 2” é, serve perfeitamente. Keanu Reeves volta a entrar nesta personagem em grande forma e, nas cenas de ação, está sempre “na maior”. Só quando a ação para é que, às vezes, parece que se perde um pouco mas nada de grave. Temos o regresso de um grande Ian McShane e a introdução de Riccardo Scamarcio e Laurence Fishburne (embora este último apareça durante pouco tempo).
                Só que a grande estrela aqui são as cenas de ação, que continuam brutais, sem muitos cortes, bem coreografadas e com a mesma violência do primeiro – sim, porque o senhor Wick não se limita a incapacitar.
                Uma sequela que conseguiu ser melhor que o original, aumentando ainda mais as cenas de ação mas, mesmo assim, mantendo aquilo que o caraterizava. Teria preferido um final totalmente fechado - e não algo que dê para uma sequela - mas ela que venha e que seja ainda melhor!


03/05/2017

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2 - 2017)



            Foi um grande risco na altura quando a Marvel decidiu lançar o primeiro “Guardiões da Galáxia”. Afinal, trata-se de um conjunto de personagens que não era conhecida pela grande generalidade das pessoas mas que, felizmente, mostrou-se uma aposta acertada. O relato das histórias do pequeno grupo depressa se tornou num dos filmes favoritos deste universo cinematográfico, por isso, como seria de esperar, a sua sequela tem uma grande responsabilidade nos seus ombros.
            As aventuras dos Guardiões da Galáxia continuam e, desta vez, vamos investigar a origem da paternidade de Peter Quill.
            Temos os cinco elementos de volta e, com a exceção de Baby Groot - uma versão mais pequena e inocente que Groot -, todos estão basicamente na mesma (o que é positivo). A decisão de dividir o grupo em dois ajudou para assim conseguirmos uma maior exploração de cada elemento do grupo embora, de grosso modo, todo o filme se trata sobre Peter Quill. Mas, mesmo assim, conseguimos um pouco mais de história de fundo das outras personagens, tirando Groot, que está aqui para ser fofo.
            Algumas personagens do primeiro filme retornam com mais protagonismo, como Yondu (interpretado por Michael Rooker) que consegue ter tanto momentos cômicos como dramáticos, e Nebula (interpretada por Karen Gillan) que anda, mais uma vez, atrás da sua irmã, só que agora temos um melhor contexto sobre o que a motiva. Entre as novas entradas, podemos contar com Kurt Russel, que aqui faz de Ego, o pai de Peter, e Pom Klementieff, como Mantis, a serva de Ego.
            Para mim, o maior problema é que a história só se desenvolve para o final do filme. As cenas com Ego são do melhor que há. É uma das personagens mais interessantes que já entrou neste universo e só não digo mais para não dizer spoilers. Chris Pratt volta em grande para o seu Star-Lord, desta vez num papel mais dramático. Dave Bautista não foi tão bem aproveitado aqui, ficando relegado apenas a tiradas cómicas (é que quando temos alguém com o nome de o Destruidor na nossa equipa seria de esperar que ele entrasse em mais cenas de ação….). Zoe Saldana e a sua Gamora pouco mexem em relação ao filme anterior - bem, é capaz de estar um pouco mais simpática. O nosso guaxinim adorador de armas favorito tem algum desenvolvimento, principalmente sobre como a sua personalidade se tornou no que é.
O realizador James Gunn retorna e com ele todo o estilo a que nos habituou. Um universo com muitas cores e raças, naquilo que é, até agora, a coisa mais parecida que a Marvel tem a um “Star Wars”. Não há muita relação entre os outros heróis da companhia, o que é positivo, já que assim o filme consegue funcionar melhor individualmente. E a banda-sonora? Foi algo que marcou consideravelmente o primeiro filme e aqui, embora não desaponte, também não é memorável. Ainda tenho na cabeça algumas músicas do primeiro filme enquanto que, passado uns dias, já não me lembro de nenhuma música deste em particular.  
            É preciso dizer que este Volume 2 é bom, só que não tão bom como o primeiro. Foram feitas algumas escolhas que podem ser compreensíveis para uns mas que podem não agradar a outros. Temos bastante mais comédia mas menos ação. Temos mais música mas menos memorável. Temos mais personagens mas uma história menos consistente.
 


P.S. - O filme tem cinco (!!!) cenas pós-créditos, por isso se forem logo embora não podem dizer que foi por falta de aviso.