15/10/2018

Johnny English - Volta a Atacar (Johnny English Strikes Again - 2018)


            Sinceramente, esta era uma saga que não estava a contar nada que voltasse a aparecer. Até gostei dos filmes anteriores mas o estilo de comédia de Rowan Atkinson já não é tão recorrente nos dias de hoje e deixou-me dúvidas quanto ao seu sucesso.
            Quando um ataque cibernético deixa a descoberto todos os agentes do MI7, a agência é obrigada a recorrer a um dos seus agentes reformados, Johnny English.
            Atenção, quase todas as cenas cómicas conseguem-se ver à distância, agora se mesmo assim funcionam ou não, já vai depender da pessoa. A comédia física já não é tão usual nos dias de hoje porém continua a ser muito divertida. Se gostaram dos filmes anteriores é provável que este também sirva para passar um bom bocado.
            A história é o meu maior problema com este filme. Facilmente, se descobre a história toda e muitas das batidas são recorrentes dos filmes anteriores. Há aquela dualidade de velho vs novo, sendo em termos tecnológicos, como na atuação dos próprios agentes. Às vezes insistem demais nessa ideia mas nada de preocupante.
            Voltar a ver Rowan Atkinson no grande ecrã é sempre bom e vê-lo a fazer aquilo que o tornou tão conhecido serviu para trazer alguma nostalgia. Mas não pode ser só disso que o filme devia sobreviver no entanto, infelizmente, é isso que acontece.
 “Johnny English - Volta a Atacar” serviu para relembrar bons momentos e para tirar umas boas risadas mas a história é básica e a comédia física pode já não ser do agrado do público dos dias de hoje.
 

21/09/2018

Assassin`s Creed (2017)


                2016 era o ano! O ano em que as adaptações dos videojogos para o grande ecrã iam ser um sucesso, tanto na crítica como nas bilheteiras. “Warcraft” dividiu a crítica e só foi bem-sucedido nas bilheteiras graças ao dinheiro que veio da China, por isso, todo o peso da responsabilidade recai em “Assassin`s Creed”. Aqui volta a juntar-se o trio de “Macbeth”, o realizador Justin Kurzel e os atores Michael Fassbender e Marion Cotillard, logo a coisa até podia ter corrido bem.
                Callum Lynch é enviado para as memórias do seu antepassado Aguilar, para adquirir as habilidades de um mestre assassino e descobrir a Maçã de Eden, um objeto que permitir controlar o livre-arbítrio das pessoas.
                 Parece que é praticamente impossível criar uma boa adaptação de videojogos, e por isso há que continuar a tradição. Mas, para ser totalmente honesto, as cenas passadas no passado e as cenas de ação estão muito bem executadas e coreografadas. O grande problema é que, a maior parte, é passada no presente e, isto de alguém que jogou os jogos, esta é sempre a parte mais desinteressante. O pior é que nem nos deixam nada de jeito com que mastigar.
                  O Callum Lynch de Michael Fassbender não é uma personagem muito agradável e não muda durante todo o filme. Por isso, para quê torcer por ele? Só para que os “mauzões” não ganhem, aqui representados por Jeremy Irons, já que Marion Cotillard não é a personagem mais confiante de todo. O argumento não ajuda, misturando duas fações que não são bem explicadas de todo e um objeto que, para quem não está dentro do jogo, pode parecer algo ridículo.
                Tem alguns bons elementos do jogo, como as caraterísticas lâminas escondidas e até temos direito a um “salto de fé”. Uma coisa que o filme conseguiu melhorar foi o Animus, a máquina que permite aceder às memórias dos nossos antepassados, que aqui é muito mais versátil e com melhor aspeto.
                Há a possibilidade para uma sequela mas que não irá acontecer por “Assassin´s Creed” ter sido destruído tanto pela crítica como pela bilheteira.

14/09/2018

Sibéria (2018)


                Se há um filme que representa bem o seu título é este, “Sibéria”, onde tudo está rígido como tudo: o argumento, as personagens e tudo o resto. Este foi dos filmes mais aborrecidos que vi nos últimos meses, senão de há anos. Atenção que já aconteceram situações assim, em que compreendi o ponto de vista de quem gostou do filme, mas aqui, simplesmente, não consigo entender.
                Aqui vemos Keanu Reeves como traficante de diamantes que tem de encontrar o seu contacto russo que está desaparecido para conseguir satisfazer um cliente.
                Temos um grande ênfase no seu caso amoroso com Ana Ularu, o qual é suposto nós nos importamos muito com isso pois, afinal de contas, esta relação é capaz de ser a melhor parte do filme. O que neste caso não quer dizer muito, já que tudo é realizado de maneira tão desinteressante. Têm algumas cenas que tentam ser intensas mas passam completamente ao lado.
                E eu gosto muito de Keanu Reeves mas não é um ator que se enquadre bem em qualquer papel... “Matrix”? Sim! “Drácula”? Credo não! “John Wick”? Sim, mais por favor! “Sibéria”? É para onde apetece fugir depois de ver o filme.
                Dita a regra que gostos não se discutem, por isso, deve haver alguém a gostar deste filme mas não conto com uma percentagem muito grande.