08/07/2020

Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga - 2020)

Num ano diferente de todos os outros, houve outra estreia. Pela primeira vez desde o seu início, o festival da eurovisão foi cancelado este ano. Mas, a nossa grande companheira nesta pandemia, a Netflix, está aqui para nos ajudar também nesse departamento. Com este “Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga”, protagonizado por Will Ferrell e Rachel McAdams, podemos ter a nossa dose do festival este ano.
Lars e Sigrit são dois músicos que o que mais querem é representar o seu país no 
Festival da Eurovisão. E, quando uma estranha ocorrência acontece, eles finalmente vão ter essa hipótese.
Sinceramente, quando ouvi que este projeto ia acontecer, tinha as minhas dúvidas. Afinal de contas, as últimas aventuras cinematográficas de Will Ferrell não têm corrido da melhor maneira e, sendo o tema a Eurovisão, tinha tudo para ser o descalabro. Mas, por incrível que pareça, o filme foi uma experiência muito agradável. A história tem os seus clichês habituais mas é agradável, as músicas são boas e todo o tema do festival foi muito bem aplicado. E temos lá o nosso Salvador Sobral e a sua música.
O festival é, na verdade, um algo muito fácil para paródia, por isso, a única coisa a estranhar é não terem aparecido mais filmes deste género, mas pelos vistos Ferrell é um grande fã do mesmo e graças a isso até o conseguiu representar muito bem. E também faz uma das melhores interpretações dos últimos tempos (embora aqui a fasquia não esteja muito alta), ao lado de uma Rachel McAdams que consegue estar sempre à altura da ocasião. Os momentos que envolvem Dan Stevens são muito divertidos. 
Uma boa parte da história também se passa na Islândia (é a nacionalidade dos nossos protagonistas), um local que não é retratado muitas vezes, e que que foi feita de maneira a mostrar muita da beleza dos locais, como da cultura do seu povo.
Quem quiser uma proposta conhecida, mas divertida, é ver “Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga” no Netflix.

28/06/2020

Artemis Fowl (2020)

          “Artemis Fowl” foi uma das “vítimas” desta pandemia, onde teve o seu lançamento no cinema apagado e foi antes para a plataforma de streaming da Disney. E foi uma manobra algo curiosa. Os trailers não têm sido muito elogiados mas tem um grande realizador em Kenneth Branagh, um elenco com caras conhecidas e um incrível potencial para ser mais um franchise.
Artemis Fowl é um jovem prodígio que se vê obrigado a caçar uma secreta sociedade de fadas, para assim encontrar o seu pai desaparecido.

E agora? Depois de ter visto o filme, compreendo perfeitamente a decisão da Disney. O filme é uma confusão completa. O modo como a informação nos é exposta não é interessante e esta nova mitologia não nos é apresentada de forma orgânica. Pelos vistos, meter o conteúdo de um livro, mais partes de outro em cerca de 90 minutos não foi a melhor ideia de todas. E o grande problema é que não nos consegue ligar às suas personagens, nem ao protagonista, nem aos outros elementos.

  Não culpo totalmente o elenco. Mas não há ninguém que consiga marcar, nem o protagonista é alguém que nos dê muita vontade de apoiar. Não que o estreante Ferdia Shaw seja um mau ator, mas não é aqui nos prova que vai ter uma grande carreira pela frente. 

É pena que um filme que parecia ter uma nova mitologia que valia a pena investir, e onde foram gastos mais de 100 milhões de dólares, tenham resultado neste desapontamento/desilusão.


21/06/2020

O Meu Espião (My Spy - 2020)

“O Meu Espião” é uma das poucas estreias nas nossas salas de cinema, e só isto é uma afirmação que não é dita no nosso país em cerca de 3 meses. E, sinceramente, acho que até é uma escolha atrativa para um retorno ao grande ecrã. É verdade que não é um grande blockbuster mas é um bom filme para toda a família.
Um agente da CIA vê-se à mercê de uma rapariga de 9 anos, enquanto investiga a sua família. 
O filme faz bem tudo aquilo que esperava dele. Tem umas cenas de ação razoáveis, umas boas tiradas cómicas e uma boa relação familiar. Não é um filme perfeito, longe disso, mas é agradável e competente que chegue para ser capaz de entreter todos os elementos da família. 
É verdade que não vi “Stuber”, um dos filmes em que Dave Bautista é protagonista, mas as reações não foram as mais positivas, por isso estava algo receoso para saber se o ator conseguia carregar este filme. Felizmente, isso acontece graças a dois motivos: partilha o protagonismo com a pequena Chloe Coleman e porque, sinceramente, também não é necessariamente um papel que necessite de uma grande interpretação.
“O Meu Espião” é um filme cheio dos clichês do género, mas são bem executados o suficiente para uma agradável ida ao cinema.

07/06/2020

The Gentlemen - Senhores do Crime (The Gentlemen - 2020)

         Vamos ser sinceros. Por muito bom ou mau que tenha sido a última adaptação de “Aladdin”, pode-se dizer, com alguma segurança, que não parece ser um filme de Guy Ritchie. Por isso, ver “The Gentlemen - Senhores do Crime” foi quase como um bem-vindo regresso às origens para o realizador.
          Quando um americano tenta vender o seu muito lucrativo negócio de marijuana em Londres,  desencadeia uma série de acontecimentos que envolvem mortes e chantagem. 
          O modo como todo o filme foi estruturado, embora não seja original, quando bem executada, é bastante interessante. Basicamente, temos toda a história a ser contada por Hugh Grant a Charlie Hunnam, ou como quem diz, a contar ao espectador. E se já viram algum dos filmes de Guy Ritchie de gangsters como “Lock, Stock and Two Smoking Barrels”, muito deste estilo e qualidade foi transportado para este “The Gentlemen - Senhores do Crime”.
         Mas, para mim, o filme é simplesmente divertido, não são pela tiradas cómicas em si, mas sim por todo o dinamismo do filme. Nunca estamos parados e está sempre tudo a rolar com um grande ritmo que nos deixa presos a tudo o que está a acontecer.
          Tudo isto com um grande elenco, tanto na quantidade como na qualidade, com Matthew McConaughey, Michelle Dockery, Jeremy Strong, entre muitos outros. E todos eles têm boas interações.
          “The Gentlemen - Senhores do Crime” mostra-nos, mais uma vez, que Guy Ritchie está à vontade neste tipo de filmes.