14/05/2018

Os Empatas (Blockers - 2018)


            Inicialmente, a premissa de “Empatas” não me pareceu particularmente interessante mas, depois de ver o trailer, alguma esperança começou a aparecer. E, felizmente, o filme acaba por ter alguns bons momentos e, numa altura em que é raro aparecerem boas comédias, esta é uma boa aposta. 
            Basicamente, a história circunda as peripécias de três pais que tentam impedir as suas filhas de perderem a virgindade na noite do baile de finalistas. 
            John Cena já nos mostrou em “Irmãs” e “Descarrilada” que consegue dar uns bons toques na comédia - sempre em personagens secundárias; haverá agora uma grande revelação, com todo o protagonismo? Para mim, o wrestler ainda não está bem “no ponto”. Vale-lhe a companhia de Leslie Mann e Ike Barinholtz, mais habituados a estas andanças.  O elenco mais jovem também consegue um bom desempenho.Todas as filhas têm personalidades diferentes e diferentes motivos para perder a virgindade, desde a descoberta da homosexualidade até ao simplesmente fazer por fazer. 
            “Os Empatas” não inova dentro do género mas consegue ser bem-sucedido, já que consegue tirar umas boas gargalhadas. Algumas cenas são exageradas só para causar choque, sem trazer um grande propósito. Só que na comédia, aquilo que eu posso não achar piada nenhuma, pode ser a coisa mais hilariante para a pessoa do lado. 
            Este é um bom exemplo de que, se gostaram do trailer, muito provavelmente vão gostar do filme.

05/05/2018

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place - 2018)


            John Krasinski tenta aqui ser o Jordan Peele deste ano, ao nos entregar um filme de terror de grande qualidade que nos surpreende a todos. Além disso, salta para o papel de protagonista e junta-se à sua esposa da vida real, Emily Blunt, para se imergirem neste futuro apocalíptico.
            Uma família - e o resto do mundo, ou, pelo menos, o que sobra dele - é obrigado a viver a silêncio para não serem o alvo de monstros que caçam com a super audição.
            Já imaginaram não poderem fazer um único barulho, caso contrário podiam morrer? Só o pensamento disso é assustador, fazemos sempre algum barulho, quer queiramos quer não, por isso, esta é logo uma tarefa herculeana. E o filme consegue tratar bem essa situação, já que o único caminho seguro por onde a família pode andar está coberta de areia, apenas comunicam entre si por linguagem gestual e têm um sistema de aviso baseado em luzes.
            Mas onde o filme brilha é nas suas personagens, principalmente no chefe de família. Ver aquilo a que o pai está disposto para a segurança da sua família, ao mesmo tempo que tenta solucionar a surdez da filha, é muito envolvente e bem conseguido. Além disso, as relações de todos os elementos, que têm de se habituar a esta nova realidade, estão muito bem retratadas. Adicionalmente, o fim deixou-me extremamente satisfeito.
            Para um filme de baixo orçamento, a qualidade do design das criaturas foi algo que me surpreendeu! Aliás, até estava à espera que só se vissem em movimento rápidos. Só que, por incrível que pareça, estavam muito bem caracterizadas e o seu método de deteção de som foi muito bem exemplificado.
 “Um Lugar Silencioso” é um grande filme de terror que merece ser apreciado nas salas de cinema.


26/04/2018

Vingadores – Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War - 2018)


                Já passaram 10 anos desde o lançamento de “Homem de Ferro”, filme que começou esta jornada cinematográfica, essa que atinge uma primeira conclusão na “Guerra do Infinito”. Praticamente, todos os heróis que vimos estão aqui (e raios se não são uma data deles!) e, finalmente, vemos o que Thanos é capaz e para que quer as Pedras do Infinito.
                Os Vingadores têm de por de lado as suas diferenças e voltar a juntar-se, se querem ter uma hipótese de derrotar o terrível Thanos e a ameaça que ele impõe sobre o universo.
                Vamos lá começar pelo pior, não é bem mau, mas pode ser um ponto negativo. Se este é um filme sobre o culminar de todos os filmes e com todas as personagens, convém que todos os anteriores estejam frescos na memória, já que não se perde tempo com introduções nem nada do género. Assim, espera-se que quem vá ver a terceira entrega dos Vingadores esteja já bem por dentro dos seus elementos.
                O melhor de toda a produção:o vilão Thanos. Havia o receio que, com tantas insinuações a esta personagem ao longo dos filmes, ela não se conseguisse destacar e fosse apenas mais um vilão todo-poderoso banal. Felizmente, tal não podia estar mais longe da verdade. Thanos é o melhor vilão que a MCU já nos entregou, uma presença poderosa e intimidante, com uma determinação avassaladora para completar o seu objetivo, que considera ser a forma de salvar o universo de uma inevitável destruição. Os seus generais não tiveram tanta exploração mas isso é compreensível, e a sua utilização é completamente justificável.
                Como foi possível ver nos trailers, os nossos heróis não vão estar todos juntos mas sim divididos em grupos. E, nesta divisão, quem é capaz de ter ficado pior servido é Chris Patt, já que o carisma da sua personagem é grandemente anulado dentro do grupo onde está inserido.Porém todos têm o seu tempo de antena, menor ou maior, mas os realizadores Anthony e Joe Russo fizeram o melhor que seria possível fazer com um número tão grande de personalidades a ser exploradas. Homem de Ferro, Doutor Estranho, Thor, Homem-Aranha, entre muitos outros têm grandes momentos e foi incrível!
                O filme dura duas horas e meia e, embora eu pudesse continuar a ver por mais uma ou duas horas, estamos numa experiência muito intensa, repleta de movimento e recheada de enredos em simultâneo. O motivo é algo que já falei: estamos perante uma conclusão com personagens já conhecidas, logo a grande maioria do filme são cenas de ação fantásticas, sem muito tempo para recuperarmos o folego.
                O final foi uma grande e agradável surpresa, que me deixa ainda com mais vontade de ver o que vai acontecer para o ano.