10/08/2018

Mentes Poderosas (The Darkest Minds - 2018)


                Depois do último “Maze Runner” ter passado pelas salas de cinema, pensava que a moda de adaptar romances de jovens especiais num futuro distópico, já tinha passado. É que tirando os “Harry Potter” e “Hunger Games”, os filmes que têm saído deste género não costumam ser grande coisa.
                Um vírus dizima a juventude terráquea e as crianças e os adolescentes sobreviventes ganham superpoderes; os adultos? Prendem-nos.
                Como esperado, nada de extraordinário. Atenção que, neste caso, tenho um total desconhecimento em relação à obra em que se baseia, por isso não posso dizer se foi uma boa ou má adaptação mas, como filme, é tudo muito frouxo. A ideia de ter miúdos com super-poderes que são divididos por cores até não é má, o pior é a execução.
Falta dinâmica para nos cativar e há uma tonelada de coisas que não fazem sentido. Além disso, não ajuda a história ser o mais cliché possível sendo que, quem estiver dentro do género, consegue descortinar toda a ação sem grande problema. 
Ao menos, em interpretações, correu um pouco melhor. Amandla Stenberg é uma boa protagonista e consegue transmitir alguma emoção ao papel. A sua relação com os outros elementos do grupo, Harris Dickinson, Miya Cech e Skylan Brooks, servem para dar alguma substância ao enredo.
“Mentes Poderosas” sofre por ser um filme banal dentro de um género que teve o seu pico e está aos poucos a desaparecer.


02/08/2018

Missão: Impossível - Fallout (Mission: Impossible - Fallout - 2018)

A saga “Missão: Impossível” tem tido um percurso pouco comum em Hollywood. Cada nova entrada consegue ser melhor que a anterior (se não contarmos com o segundo, embora também tenha os seus bons momentos). Tom Cruise continua a ser o protagonista num franchise de 22 anos que ainda não sofreu nenhuma alteração de maior.
Ethan Hunt e a sua equipa estão de volta numa missão para recuperar três bombas nucleares, na qual irão enfrentar velhos amigos e inimigos.
“Fallout” é capaz de ser o filme que mais depende da visualização dos anteriores. Tirando o elenco principal de Cruise, Simon Pegg e Ving Rhames, temos também Rebecca Ferguson e Sean Harris de “Rogue Nation”, cujas relações criadas influenciam as decisões tomadas nesta nova entrega. A história não é nada de extraordinário, aliás, tem vários pontos em comuns com os anteriores, com o governo a renegá-lo e ele a provar o seu valor/inocência. Uma coisa que não me agradou muito foi o retorno de Ilsa Faust. Não da personagem em si mas neste filme quase que parece que voltou à estaca zero, comparativamente com o desenvolvimento que lhe foi dado no filme anterior.
Mas nós, público, assistimos cada novo filme para saber em que acrobacias malucas andou o protagonista envolvido. E nisso, Cruise nunca desilude. Andar a saltar de prédio a prédio, ficar pendurado num helicóptero e fazer um salto halo são só algumas das coisas que o podemos ver a fazer. E é capaz de parecer que esta saga apenas serve para aumentar o ego do protagonista porém a dedicação que demonstra transporta-nos para a ação e transmite uma boa dose de realismo ao que se está a passar. O novato Henry Cavil tenta a todo o custo acompanhá-lo mas, embora o ator faça o que pode com a personagem, esta é algo previsível e não se enquadra bem no conjunto.
“Missão: Impossível - Fallout” continua a boa trajetória da saga e, se continuar assim, muitos poderão continuar a surgir.

27/07/2018

The Equalizer 2 – A Vingança (The Equalizer 2 - 2018)


                Na sua quarta colaboração, Denzel Washington e o realizador Antoine Fuqua aventuram-se na sua primeira sequela. O primeiro “The Equalizer” apareceu naquela onda de filme de ação com protagonistas mais velhos; acabou por se revelar um filme competente e fez algum dinheiro por isso temos aqui a sequela.
                Robert McCall continua a servir como o protetor anónimo da sociedade mas, quando um dos seus poucos amigos é morto, a vingança vai ser sangrenta.
                Gostei do filme, pelo menos mais do que o primeiro, mas, para mim, tem uma grande falha. Para uma duração de duas horas, parece que se está na sala de cinema durante muito mais tempo: não há um bom ritmo aos acontecimentos, não nos consegue prender sempre a atenção. Claro que tem momentos de grande intensidade, aliás logo no início, mas depois tem altos e baixos.
                Denzel Washington é um grande protagonista mas, em alguns momentos, já é esticar um pouco que ele consiga fazer o que demonstra. Neste ainda se aceita mas, se isto continuar, a credibilidade vai diminuir cada vez mais. Desta vez mergulhamos na vida pessoal do protagonista, tentando dar-lhe mais algum caráter, o que não deixou de ser uma boa ideia.
                As cenas de ação são implacáveis e, mesmo eu, que sou a favor de partes bastante empolgantes, aqui estas não parecem completamente ajustadas. Podiam facilmente ser mais “leves”, que não se perdia nada e podia ser visto por mais gente.
                Gostei mais deste “The Equalizer 2 – A Vingança” do que do primeiro mas, mesmo assim, não passa de um filme razoável com boas cenas de ação.


22/07/2018

The Commuter – O Passageiro (The Commuter - 2018)


                Liam Neeson está de volta para um dos seus thrillers passados num espaço restrito e a distribuir uns socos. Só que já estamos na quarta colaboração entre o ator e o realizador Jaume Collet-Serra, a fazer este tipo de filmes e, sinceramente, já começa a cansar.
                Um vendedor de seguros, recentemente despedido, vê-se no meio de uma conspiração criminal durante a sua viagem de regresso a casa.
                Sejamos sinceros, o homem já está quase nos 70 anos e mesmo no filme ele tem 60, por isso já se está a chegar ao limite daquilo que é aceitável que ele consiga fazer. Claro que, neste tipo de filmes, o protagonista é um super-herói, mas estamos a falar de um ex-polícia de 60 anos que leva com tanta, mas tanta porrada em cima, que quase não tem nenhuma repercussão que chega a ser risível.
                Se tirarmos esse detalhe, “The Commuter – O Passageiro” é praticamente um “Non-Stop”, só que num comboio. Tem alguns momentos entusiasmantes e que nos deixam presos à ação. Não é nada que já não se tenha visto mas, mesmo assim, é satisfatório já que a história serve para o efeito porém com diversas falhas.
                Liam, este renascimento nos filmes de ação foi giro enquanto durou mas chega, vamos passar para outra etapa.