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04/08/2019

Homem-Aranha - Longe de Casa (Spider-Man: Far from Home - 2019)

    Depois de “Vingadores - Endgame”, pelo menos nos próximos meses, qualquer que seja o filme, estará aquém. E isso também é necessário, pois não podemos ter crises universais em todos os filmes, com o problema de se tornar banal. Felizmente, temos a sequela de “Regresso a Casa” para nos trazer a bom porto.
Este é uma sequela em que é necessário alguma contextualização. Assim, sem ver “Endgame”, não se vai entender algumas coisas que são apresentadas e explicadas aqui, como o Blimp. Mas bem, visto que já é o filme com a maior bilheteira de sempre, acho que posso falar aqui sobre ele. Peter sente o peso da responsabilidade de se equiparar a Tony Stark e, ao mesmo tempo sente-se responsável por não ter conseguido contribuir para um desfecho do Endgame sem baixas. Por isso, é natural que queira passar as férias escolares sem vestir o seu uniforme, apenas passear pela Europa e tentar começar uma relação com a rapariga que gosta.
Este deve ser o filme com a melhor ação em que já vimos esta personagem participar. Temos situações diferentes para ele explorar, inimigos que fogem da zona de conforto e novos fatos para apresentar. E como é que conseguimos estes novos cenários? Porque temos a ajuda de um novo companheiro, Mistério, para tentar parar os Elementares de destruir a Terra. A história dá algumas reviravoltas interessantes, mas não é no lado do Homem-Aranha que gira o filme, mas sim em Peter Parker. 
Depois dos devastadores acontecimentos dos filmes anteriores, Peter só quer relaxar um pouco, aproveitar as férias e, com sorte, algum romance. E é algo que facilmente se pode compreender. Estamos a falar de alguém que ainda não acabou o secundário e que se meteu nisto dos super-heróis para salvar a vizinhança, ou seja, acontecimentos em pequena escala, nada em termos intergaláticos. Por isso, todos os seus dilemas entendem-se perfeitamente. 
E, felizmente, a química entre os vários elementos do grupo não se perdeu desde o filme anterior. E, embora tenhamos menos de Ned - mesmo que o pouco seja muito bom -, dá-se lugar a maior protagonismo de MJ e o modo como ela se relaciona com ele.
O elemento novo era um dos que estava com maior receio… Foi muito bem tratado e pensado. Mistério não é foleiro! O seu fato, efeitos e história fazem sentido e mostram o incrível trabalho de efeitos especiais que já é possível fazer nos dias de hoje. E, para representar tudo isto, não há ninguém melhor que Jake Gyllenhall para o fazer. O ator consegue trazer a seriedade e ao mesmo tempo ser cómico emmedida. Que toda aquela história de multiverso, que vemos no trailer, consegue ser bem explicada.
Mais uma vez, a nova aventura do Homem-Aranha é um acontecimento a ser visto no cinema. Não só pela história em si, como para descobrir os acontecimentos pós Endgame. E tem duas cenas pós-créditos a não perder!



04/05/2019

Vingadores - Endgame (Avengers: Endgame - 2019)


11 anos e 22 filmes depois, chegamos ao final da primeira e incrível novela cinematográfica que a Marvel conseguiu criar. Mais que nunca, a pressão está nos irmãos Russo e em Kevin Feige para que esta conclusão seja em grande. Será que temos um filme merecedor de ser a sequela de “Guerra Infinita”?
Depois da devastação que Thanos causou em todo o universo, os Vingadores sobreviventes tentam recompor-se e achar uma solução para reverter todo o mal criado.
Vou dizer já. O filme foi das melhores experiências que já passei no cinema! Todo o investimento que uma pessoa criou desde 2008 é totalmente recompensado aqui. É verdade que tem alguns problemas na história mas, mesmo assim, não deixa de ser formidável. Agora vai o aviso, que a partir de agora vão aparecer spoilers, por isso, ficam por vossa conta e risco.
Se há filme que merece as suas 3h de duração é este. Praticamente todos os super-heróis e outros membros que tiveram num filme da Marvel tiveram direito a uma participação, desde Natalie Portman até ao jovem Ty Simpkins (que entrou em “Homem de Ferro 3”). Muitas coisas que se especularam estavam corretas: depois de descobrir que as pedras do infinito tinham sido destruídas, os protagonistas tiveram que voltar atrás no tempo para as ir buscar no passado. Eu estava à espera que a história entrasse numa trapalhada a partir daí mas felizmente não acontece isso.
E aquela última hora?! Quando temos o confronto com a enorme lista de heróis contra o enorme exército de Thanos é capaz de ser das melhores batalhas/momentos no cinema. Claro que isto vem com um ressalva, é preciso ter visto e apreciado todos os filmes que estão para trás. Porque, tal como no anterior, quem for ver “Endgame” do nada (sei lá, se calhar porque era a única coisa no cinema), irá sentir-se um pouco perdido.
Este é capaz de ser aquele com as melhores interpretações. A maneira como tudo começou, com o desaparecimento da família de Clint, serviu como uma grande entrada, tanto para a alteração da personagem como para a primeira parte do filme. A piada de Thor estar gordo pode ter parecido forçada e sem sentido mas tem a sua lógica desde o início do filme, já que ele se considera como o responsável por não ter impedido Thanos de estalar os dedos: a partir daí sente que já não tem nada e que falhou com o universo e Chris Hemsworth conseguiu transmitir isso no ecrã. Aquele com que me sinto mais conflituoso é com Bruce Banner e o modo Professor Hulk. Parece algo um pouco saído do nada e fez com que não tivéssemos um grande Hulk para a batalha final. Scarlett Johansson foi das que teve um maior desenvolvimento da sua personagem e, embora eu esteja algo conflituoso com a sua morte tanto na execução como no motivo, a sua interpretação esteve impecável. Tanto Robert Downey Jr. como Chris Evans f tiveram o melhor arco, tanto na maneira como se portaram durante os cinco anos da devastação, tal como na maneira como se despediram do Universo Cinematográfico da Marvel, embora também seja difícil bater “I`m Iron Man”.
Podia estar a escrever uma tese sobre o filme… E, mesmo com os seus defeitos, “Vingadores - Endgame” foi um grande filme com que fechar a saga do infinito.


22/04/2019

Captain Marvel (2019)


            Foi preciso passar a marca dos vinte filmes para que a Marvel decidisse fazer um filme a solo de uma super-heroína, e a escolhida foi a Captain Marvel. Verdade seja dita, a maior parte das pessoas está com os olhos postos em “Endgame”, mas saber que a protagonista Carol Danvers vai ter um papel importante, cria outro entusiasmo para este filme.
            Carol Danvers faz parte da força estelar da raça Kree, que tem como missão acabar com a guerra entre os Skrulls. Mas, quando uma missão a leva à Terra, muita coisa vai demorar.
Já sabemos com o que podemos contar quando vamos ver um filme da Marvel. Boas cenas de ação, uma história que entretém e umas doses de comédia agradáveis. E não é este “Captain Marvel” que quebra esta fórmula, sendo que o fator novidade daqui é que tudo se passa nos anos 90. E com isso vêm doses de nostalgia e de termos possíveis respostas às origens desta saga.
Brie Larson, que é aqui a nosso protagonista, foi algo criticada por parecer algo robótica durante os trailers, mas (como seria de esperar) é algo totalmente explicado pelo filme, e não é por acaso que a atriz tem um Óscar. Só que o melhor é a interação que tem com um jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson), que ainda está em inícios de carreira e não tão desconfiado como o conhecemos. E foi neste estilo de buddy cop que partimos numa aventura pelas origens de Danvers pela Terra, ao mesmo tempo que tem que eliminar os Skrulls que estão no seu encalço. O vilão não foi muito interessante, mas existe um pequeno twist que acaba por compensar um pouco.
Não é o melhor filme da Marvel, nem o pior, e serve como uma ponte para o próximo “Vingadores - Endgame”, já que supostamente, esta é uma personagem que vai ter um papel importante, por isso, convêm conhecê-la primeiro.


20/12/2018

Homem-Aranha - No Universo Aranha (Spider-Man: Into the Spider-Verse - 2018)


            Está a ser um grande ano para quem é fã do conhecido aranhiço da Marvel. Tivemos Tom Holland em “Guerra Infinita”, um pequeno spin-off em “Venom”, um grande videojogo e, para acabar o ano com chave de ouro, uma animação diferente de todas.
            Depois de Miles Morales ter ganho os poderes do conhecido Homem-Aranha, ele é confrontado com as várias versões deste herói existentes noutras dimensões que foram arrastados para este universo. Agora Miles tem de os ajudar a voltar a casa, ao mesmo tempo que tenta ser ele próprio um herói.
            Uma das coisas que se destaca nesta animação é o seu protagonista. Desta vez não é Peter Parker mas sim Miles, um latino afro-americano que é bastante diferente da típica personagem que estamos habituados a ver. Mostra que tipo de relação é que tem com os seus familiares e como tem que se habituar a um novo mundo que deu uma volta de 180º.
            Por outro lado, esta animação é diferente pelo estilo bastante díspar da animação a que estamos habituados. Os realizadores queriam transpor para o ecrã a banda-desenhada, o que consegue criar alguns visuais incríveis. Atenção que pode não agradar a todos, já que em várias situações parece que estamos a ver um filme 3D antes de meter os óculos, o que pode criar algumas dores de cabeça.
            Os Homens-Aranha de outras dimensões também tiveram direito a desenvolvimento. Temos uma diferente interpretação de um Peter Parker mais velho, a primeira versão da mulher aranha, o Homem-Aranha Noir - com uma incrível interpretação de voz de Nicolas Cage! - uma versão anime em Peni Parker e Spider-Ham. Todas as versões têm o seu momento de brilhar, contudo sem nunca tirar o protagonismo a Miles.
“Homem-Aranha - No Universo Aranha” é uma grande animação com grandes doses
de ação, sem nunca descurar na história, tudo num estilo visual vibrante. É bem capaz de ser a melhor animação do ano e, para mim, dos melhores do ano.