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07/03/2018

Pequena Grande Vida (Downsizing - 2018)



            Meu Deus!, que o filme nunca mais acabava! Que coisa mais aborrecida! É que se fosse algo com que estava à espera, ainda vá que não vá, até aguentava. Porém, eu estava à espera de alguma coisa mais cómica, o que dificultou a “passagem do tempo”. É que, sendo do mesmo realizador (Alexander Payne) que “Os Descendentes” e “Nebraska”, contava com algo com mais cabeça, tronco e membros. Mas bem, vamos lá a coisas concretas.
            Matt Damon é Paul Safranek que decide que uma forma de melhorar a sua vida é encolhendo para menos de 15 cm de altura. Sim, porque neste mundo é possível fazer esta operação de alteração de tamanho irreversível.
            O que seria de esperar era que esta “inovação” fosse utilizada para vários momentos cómicos e provocar umas boas gargalhadas. Só que isso não acontece, bem numa situação ou outra ainda tem uma situação caricata, mas nada de especial. Ver um filme sobre um homem deprimido e sem saber o que fazer na vida, não estando bem executado, não é a coisa mais interessante para se ver.
            É que nem com Matt Damon a fazer de protagonista a coisa se safa! Christoph Waltz ainda consegue criar alguns dos melhores momentos e Hong Chau consegue dar alguma vida à história, só que nada que nos vá ficar na memória.
            “Pequena Grande Vida” não tira proveito daquilo que o distingue para criar algo memorável; em vez disso, resta-nos um filme deprimente, com um protagonista sem qualquer interesse.


02/11/2015

Spectre (2015)



                James Bond está de volta e Sam Mendes volta mais uma vez como o realizador. Claro que agora tem uma tarefa complicada pois tem de superar o grande trabalho que fez em “Skyfall”. Uma tarefa nada fácil já que não é só um dos grandes filmes de Bond como também um grande filme de ação.
                Uma mensagem enigmática sobre o passado de James Bond vai levá-lo numa busca pela organização criminosa Spectre. Enquanto isso, M vai travar uma batalha política para manter o programa “00” no ativo.
                É um bom filme de ação? Sim. É uma boa entrada para a saga de 007? Sim. É melhor que “Skyfall”? É bom mas não me parece. Tal já era uma tarefa muito difícil. “Spectre” tem muitas boas cenas de ação que porém não são tão compensadoras como no filme anterior.
                Sou um grande fã de Christoph Waltz, (é uma pena que o ator não apareça em mais filmes) por isso, quando soube que iria ser o próximo vilão de James Bond, fiquei muito entusiasmado. A personagem foi muito bem introduzida, com uma boa dose de mistério sobre o seu verdadeiro poder e uma ligação com a infância de Bond. Só que, depois, o desenrolar da personagem não é do melhor; torna-se um vilão meio apagado e sem muito poder (embora, aparentemente, o tenha), já para não falar de como acabou a sua aparição no filme.
                Daniel Craig volta como 007, mas já não na sua melhor forma. Já o vimos em modo superespião e já numa jornada mais pessoal. Aqui, há a tentativa de uma super combinação dos dois, com predominância da ação, em que o drama é rapidamente despachado. Craig é, sem dúvida, um dos melhores Bonds que já tivemos mas, depois de quatro filmes, talvez seja melhor começar a pensar numa substituição. Ben Whishaw e Naomie Harris voltam como Q e Moneypenny, respetivamente, e, em muitas situações, servem como os elementos mais leves e cómicos do filme. Ralph Fiennes teve a difícil tarefa de substituir Judi Dench como M e conseguiu fazê-lo. Monica Bellucci conseguiu ser a “Bond girl” mais velha a aparecer em qualquer filme da saga mas é Léa Seydoux com quem Craig passa a maior parte do tempo. E esta personagem até está bem construída, com um passado conturbado, e consegue fazer um bom par com Bond. A participação de Dave Bautista foi uma surpresa para mim pela presença e poder que transmite apenas por surgir no ecrã.
                Atenção, pode parecer que estou a dar uma grande descasca ao filme, mas não é verdade. Apenas digo que é inferior ao filme anterior mas, mesmo assim, “Spectre” é um grande filme de ação. Para aquele que é o filme com a maior duração (148 minutos) e com maior orçamento, dá a sensação que algumas cenas podiam ter sido cortadas ou abreviadas. Mas aquela cena inicial no México está muito bem conseguida.
                James Bond voltou com mais um grande filme de ação que não vai envergonhar a saga.


25/12/2014

Chefes Intragáveis 2 (Horrible Bosses 2 - 2014)



                Fazer uma sequela desta comédia de 2011 pareceu-me extremamente escusado, tal como acontece com muitas das sequelas de hoje em dia, mas ela aqui está por isso vamos ter de lidar com ela. E quando estamos a falar de comédia, raramente a graça do primeiro filme consegue passar para o segundo.
                Dale, Kurt e Nick decidem criar o seu próprio negócio, mas quando são enganados pelo seu investidor vão ter de entrar mais uma vez numa artimanha criminosa.
                Não parece que quisessem inovar muito para esta sequela. É verdade que temos nomes novos como Chris Pine e Christoph Waltz, mas de resto todo o elenco é reciclado do primeiro filme. E conseguem voltar a ter piada? Sim, em muitas situações tem bastante graça, mas noutras consegue também ser demasiado parvo.
                A escala também aumentou um pouco. O rapto consegue ser diferente e original. Muito disso deve-se à prestação surpreendente de Pine. O trio de protagonista consegue de novo fazer-nos dar umas gargalhadas, muito por culpa da dinâmica e relação entre eles. Mas, Charlie Day às vezes consegue ser bastante irritante com tanta burrice.
                Numa época natalícia sem grandes comédias, este “Chefes Intragáveis 2” é o melhor que se consegue arranjar. E se gostaram do primeiro, certamente irão gostar deste.


19/07/2014

O Teorema Zero (The Zero Theorem - 2014)



                Terry Gilliam já nos trouxe grandes filmes, como “Monty Python e o Cálice Sagrado” e “12 Macacos”, e também filmes não tão bons, como “Os Irmãos Grimm”. E em categoria calhou “O Teorema Zero”? Infelizmente inclina-se para a segunda categoria.
                Qohen Leth é um às dos computadores que procura apenas uma coisa, o sentido para a sua vida. E prometem-lhe isso se ele conseguir descobrir a solução para o Teorema Zero, só que está a ser distraído por um interesse amoroso e por um jovem génio.
                Atenção que não é um filme leve de todo mergulha-nos em perguntas importantes como o sentido da vida e a diferença entre o que é a realidade ou não. Não que vamos ter resposta a essas perguntas, mas antes levamo-nos a pensar numa possível resposta. O problema deste filme é o mesmo deste tipo de filmes, arrasta-se muito e tem várias situações em que não acontece nada. 
                Ao menos temos direito a um careca Christoph Waltz, que faz aqui uma grande interpretação, de um génio que não se enquadra nesta Londres do futuro, com todos os seus barulhos e agitações, e que apenas procura um sentido para a sua vida. O jovem Lucas Hedges também faz um desempenho interessante, já Mélanie Thierry é a parte mais fraca do trio. Temos também direito a uma pequena aparição de Matt Damon. 
                A realização de Gilliam é segura mas quando o filme chama para mais efeitos especiais, a coisa não corre tão bem. Mas todo o ambiente do género “big brother” também está muito interessante e pode ser bem o que nos espera no futuro. 
                Um filme interessante, mas o seu sucesso nas salas nacionais não vai ser por aí além.