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31/01/2018

The Post (2018)

             Um filme realizado por Steven Spielberg e com Tom Hanks e Merly Streep como protagonistas? Por que é que sequer vamos ter uma entrega de prémios? Dêem-lhes já tudo e assim toda a gente poupa alguns trocos e tempo. O quê? Parece que esta proposta não foi aceite… Por isso, veremos se “The Post” merece, de facto, estar entre os grandes ou se esta foi uma grande oportunidade desperdiçada.
            A publicação relativa a um encobrimento sobre a guerra do Vietnam que envolve quatro presidentes norte-americanos coloca em colisão Kay Graham e o governo.
            Não me caiu tudo da melhor maneira. E, se calhar, isso tem muito a ver com as expectativas que tinha depositado no filme. É que a grande trama sobre se se deve tornar público os papéis não me parece tão interessante como a história das consequências dessas publicações. Claro que saber se o direito de expressão prevalece em relação a segredos de estado é algo sempre pertinente, que continua relevante nos dias de hoje, só que, para mim, não foi tratado da melhor maneira.
            Streep é sempre incrível nos desempenhos que faz e, em “The Post”, não há exceção. Mostra-se, inicialmente, como uma Kay Graham que não sabe bem o seu papel na empresa, onde ninguém acredita muito nela, e que, aos poucos e poucos, vai começando a ter a sua voz ouvida. E tal não podia deixar de ser sem a ajuda de Ben Bradlee, (interpretado por Hanks) que lhe tenta mostrar aquilo que define o jornalismo e pelo qual o Post se deve guiar.
Há uma sensação de urgência na corrida pela aquisição e publicação, do estudo relativo à guerra do Vietnam, antes do New York Times, mas, no fim, não se consegue criar um verdadeiro impacto.
Se merece a nomeação para 2 Óscares? Para o de Melhor Filme certamente que não, mas para o de Melhor Atriz Principal não tenho nada contra.

03/01/2015

Caminhos da Floresta (Into the Woods - 2015)



                Esta adaptação de um musical da Broadway, com o seu grande e talentoso elenco e com um aspeto que chamava a atenção, parecia ser uma boa maneira de começar o ano. E já com três nomeações para os Globos de Ouro, uma delas para melhor filme Comédia/Musical, tudo ia pelo melhor.
                Aqui vemos a mistura de vários contos de infância, como o Capuchinho Vermelho e Cinderela e a forma como todos estão ligados por uma bruxa, um padeiro e a sua mulher.
                Vamos para começar pelo pior do filme: o Lobo de Johnny Depp. Embora a sua participação seja reduzida, deixa muito a desejar, basicamente pela sua cantoria com demasiadas insinuações sexuais.
                De resto, o filme, mesmo sendo bom, não consegue deslumbrar. Os momentos musicais estão muito desequilibrados. Alguns conseguem ser bons, outros demasiado parados e outros simplesmente ridículos. Não tenho nenhum ódio ou desagrado por musicais, é um género que até não desgosto de todo, mas este não me caiu muito bem.
                Em termos de interpretações, as coisas também ficaram-se pelo mediano. Merly Streep é Merly Streep e consegue fazer um bom desempenho mas o resto não consegue sobressair. Com Emily Blunt ainda consigo simpatizar mas acaba por aí, com principal desagrado para Anna Kendrick.
                “Caminhos da Floresta” é um musical desequilibrado em todos os aspectos, com nenhuma das nomeações nos Globos de Ouro a não serem, de todo, merecidas.


28/02/2014

Um Quente Agosto (August: Osage County - 2014)



                Baseado numa peça que ganhou um Pulitzer e com duas nomeações, uma para melhor atriz e outra para melhor atriz secundária, e pelos trailer parecia algo decente por isso vamos lá ver como a coisa corre. 
                Uma família reúne-se na sua terra natal de Oklahoma devido à morte do patriarca. O problema é que as relações entre os vários elementos não é das melhores, por isso vamos ter muitos segredos obscuros descobertos. 
                Vou falar primeiro das interpretações, claro está. Meryl Streep é sem dúvida uma das melhores atrizes que temos e aqui volta-o a mostrar. A sua interpretação de uma viúva com cancro da boca e um grave problema de comprimidos é excelente e sem dúvida uma forte candidata ao grande prémio. Já Julia Roberts… não que não faça um bom trabalho e talvez uma nomeação ainda se pode engolir, mas ganhar não me parece. O restante elenco também está a um bom nível. 
                O argumento, embora tenha uns bons momentos, não é nada de especial. É um daquele tipo de filmes em que uma família se reúne e causam situações cómicas e embaraçosas. A exploração das personagens até é razoável mas há vários momentos em que simplesmente podia ter sido mais trabalhada. 
                É um filme razoável mas vale mais pela grande interpretação da protagonista.


27/02/2012

A Dama de Ferro (The Iron Lady - 2012)

               O grande trunfo deste “A Dama de Ferro” é a atriz que nele entra, Maryl Streep, tendo mesmo sido nomeada para um Óscar.
               Streep está praticamente todos os segundos na tela, por isso a pressão sobre ela é enorme. Mas, como de costume, esta atriz consegue um desempenho brilhante. 
              A narrativa baseia-se na vida da primeira primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Streep desempenha o papel da ex primeira-ministra em quase toda a sua vida adulta, desde os seus 40 anos de idade até agora, já com 86. Mas desengane-se quem pense que isto é um filme político, muito pelo contrário. Considero-o um filme bem mais pessoal, a vida de uma mulher num mundo de homens. Se quiséssemos saber a sua vida política bastava consultar a famosa wikipédia.
               Assim, o filme baseia-se na pessoa em si, desde que Thatcher começa a sua vida política, o seu pedido de casamento, o nascimento dos seus filhos, a sua entrada para o governo, a sua subida até ao cargo mais importante, até à sua saída da vida política e entrada na demência.        
               Streep consegue desempenhar todas estas etapas, com uma humanidade enorme e uma confiança tremenda, o que também é necessário para poder desempenhar este papel. O talvez maior defeito deste filme seja mesmo a sua história, que, por ser tão densa e já sabida para a maior parte do público, que acaba por ser deixada para segundo plano face ao desempenho da atriz.
               A decisão de nomear este filme para o Óscar de melhor atriz foi correta, fazendo com que seja indispensável vê-lo só pela incrível prestação de Streep.

Nota:3,5/5