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19/11/2018

Monstros Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald - 2018)

                O mundo de Harry Potter continua a crescer, agora com a sequela do filme de 2016 “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”. Esta excursão pelo passado não é do agrado de todos mas para mim serve bem como uma nova entrada nesta magia. Vamos ver se esta primeira (das quatro!!) sequelas consegue subir a fasquia.
                Albus Dumbledore incube Newt Scamander de uma nova missão: encontrar e salvar Credence das mãos do feiticeiro negro Grindelwald.
                E é mesmo pelo antagonista que quero começar. A imagem de Johnny Depp não anda no melhor estado, tanto na sua vida pessoal como nas suas interpretações. Mas, aqui, até surpreende com  uma boa interpretação. Não é de todo o seu melhor trabalho, mas também não é a caricatura que estamos acostumados a ver ultimamente. Consegue ser aquilo que a personagem precisa, embora a mesma podia ter sido mais aprofundada.
                Para mim, o pior do filme é mesmo o argumento. Nesta palete de sequelas já anunciadas, este filme perde-se no meio. A história não tem princípio, meio e fim. Tem um princípio, um meio e depois o fim fica para os próximos filmes. Não temos uma sensação de conclusão quando o filme acaba e nem mesmo o grande twist final serve para compensar isso.
                O quarteto que acompanhamos no primeiro filme também não está tão coeso. Cada um se desenvolve individualmente, pelos seus caminhos de vida, embora não seja muito significativo. Uma coisa que está incrível são os efeitos visuais, que estão um autêntico regalo para os olhos. Há que ter em atenção que o ambiente não é o mesmo que os do Harry Potter, este é bem mais negro e sombrio, o que pode afastar quem está à espera da magia de antigamente.
                Uma das coisas que gostei mais foi de Jude Law, como um jovem Albus Dumbledore, que consegue transmitir sempre enorme conhecimento e poder e que é credível que se torne naquela personagem que conhecemos inicialmente.
                “Monstros Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald” não é um filme superior ao anterior, com as suas falhas de argumento, mas mesmo assim tem vários pontos positivos nas suas personagens e mundo.



26/05/2016

Alice do Outro Lado do Espelho (Alice Through the Looking Glass - 2016)



                Foram precisos seis anos para que “Alice no País das Maravilhas” tivesse direito a uma sequela – que, na minha opinião, já era escusada. É verdade que o filme fez uma tonelada de dinheiro, daí ser de estranhar que este “Alice do Outro Lado do Espelho” tenha demorado tanto tempo a aparecer.
                Alice volta ao País das Maravilhas e vai andar a viajar no tempo, para assim conseguir salvar o Chapeleiro da sua depressão.
                É verdade que Tim Burton foi substituído por James Bobin como realizador, porém ninguém o diria, já que o mundo que foi criado por Burton se mantem com a mesma essência. Por um lado é bom pois mostra consistência com o que já foi estabelecido, só que mesmo sendo um mundo cheio de cores vivas e berrantes não é muito interessante.
                Além disso, incluir o Tempo (interpretado por Sacha Baron Cohen) como vilão não é uma grande jogada. Ele apenas não querer que mexam com a linha temporal, o que é compreensível, já que em todos os filmes onde isso acontece há asneiras no fim. Agora, chamar de novo a Rainha Vermelha já se entende mais, embora não tenha sofrido grandes alterações quantos aos seus objetivos, em relação ao primeiro filme.
                O arco narrativo também não sofreu grande evolução. Embora o filme seja de Alice, não há muito desenvolvimento da sua personagem: ela apenas tem uma súbita realização e mais nada! Aliás, as cenas passadas no mundo real conseguem ser mais interessantes do que as passadas no mundo da fantasia.
                Parece que este filme apenas existe porque o primeiro foi um sucesso de box-office e, por causa disso, o estúdio sentiu-se na obrigação de criar uma sequela.


12/10/2015

Black Mass – Jogo Sujo (Black Mass - 2015)



                Muita gente, incluindo eu, já não acreditava que Johnny Depp conseguisse fazer um papel sério e que de facto fosse uma interpretação de louvar. Parecia preso à personagem de Capitão Jack Sparrow ou a fazer uma personagem parecida a essa em outros filmes, mas foi o realizador Scott Cooper que conseguiu mudar essa perspetiva.
                Aqui vamos seguir a história verídica de um dos mais conhecidos e violentos criminosos de Boston, James 'Whitey' Bulger, e a sua relação como um informante do FBI.
                Primeiro há que referir a caraterização de Depp, desde a maquilhagem até aos olhos, que o tornam numa personagem intimidante logo de início. E é uma grande personagem, violenta, agressiva e tem sempre um tom intimidante naquilo que diz.
                Só que o restante elenco também merece atenção. Joel Edgerton tem uma grande prestação como o agente do FBI, e serve para completar muito do trabalho de Depp (talvez mesmo consideração para Óscar…). Os restantes elementos não aparecem tantos, mas mesmo assim estão lá bem, como Kevin Bacon, Benedict Cumberbatch e Rory Cochrane.
                O meu maior problema é com a estrutura da narrativa. Tinha preferido que seguisse mais a história de Bulger, e não estar sempre a saltar entre ele e o FBI. É verdade que os momentos que são mostrados são, à partida, os mais relevantes, mas desta maneira não dá para criar uma maior profundidade à personagem interpretada por Depp.
                “Black Mass – Jogo Sujo” não é um filme perfeito, mas tem muitos bons momentos, e tem prestações impecáveis de Johnny Depp e Joel Edgerton.