Albus Dumbledore incube Newt Scamander de uma nova missão: encontrar e salvar Credence das mãos do feiticeiro negro Grindelwald.
E é mesmo pelo antagonista que quero começar. A imagem de Johnny Depp não anda no melhor estado, tanto na sua vida pessoal como nas suas interpretações. Mas, aqui, até surpreende com uma boa interpretação. Não é de todo o seu melhor trabalho, mas também não é a caricatura que estamos acostumados a ver ultimamente. Consegue ser aquilo que a personagem precisa, embora a mesma podia ter sido mais aprofundada.
Para mim, o pior do filme é mesmo o argumento. Nesta palete de sequelas já anunciadas, este filme perde-se no meio. A história não tem princípio, meio e fim. Tem um princípio, um meio e depois o fim fica para os próximos filmes. Não temos uma sensação de conclusão quando o filme acaba e nem mesmo o grande twist final serve para compensar isso.
O quarteto que acompanhamos no primeiro filme também não está tão coeso. Cada um se desenvolve individualmente, pelos seus caminhos de vida, embora não seja muito significativo. Uma coisa que está incrível são os efeitos visuais, que estão um autêntico regalo para os olhos. Há que ter em atenção que o ambiente não é o mesmo que os do Harry Potter, este é bem mais negro e sombrio, o que pode afastar quem está à espera da magia de antigamente.
Uma das coisas que gostei mais foi de Jude Law, como um jovem Albus Dumbledore, que consegue transmitir sempre enorme conhecimento e poder e que é credível que se torne naquela personagem que conhecemos inicialmente.
“Monstros Fantásticos – Os Crimes de Grindelwald” não é um filme superior ao anterior, com as suas falhas de argumento, mas mesmo assim tem vários pontos positivos nas suas personagens e mundo.


