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02/07/2017

Mulher Maravilha (Wonder Woman - 2017)



            Quer se queira quer não, o primeiro filme da “Mulher Maravilha” tem uma grande responsabilidade em cima. Até agora, os filmes do universo da DC têm dividido sempre a crítica (até tenho gostado deles mas também sei que têm defeitos) mas, mesmo assim, continuam a fazer uns bons trocos. No entanto, falta aquele filme que é adorado pela maior parte das pessoas. E, assim, cabe ao primeiro filme a solo de uma super-heroína fazê-lo, pelo menos nesta nova era de filmes de super-heróis.
 Pode parecer incrível mas foram precisos mais de 75 anos para a primeira super-heroína ter direito a um filme a solo. É neste que estão depositadas as esperanças para futuros filmes com protagonistas. Com uma realização com Patty Jenkins, que fez com que Charlize Theron ganhasse o seu Óscar em “Monstro”, a coisa pode correr bem. De facto, a Mulher-Maravilha foi um dos pontos fortes, em “Batman v Superman - O Despertar da Justiça”, com a sua breve aparição. Por outro lado, Gal Gadot não me parece ter sido uma grande escolha, principalmente se virmos o que fez em filme anteriores, como “Velocidade Furiosa 6”, mas pode ser que seja aqui que a minha opinião mude.
Antes de ser a Muher Maravilha, ela era Diana, a princesa das amazonas e uma guerreira. Mas, quando um piloto cai nas águas da sua ilha paradisíaca e lhe conta sobre a Grande Guerra que se passa no exterior, Diana sai de casa para ajudar a humanidade e assim descobrir o seu destino.
E é desta que temos uma história de origem que deve agradar a gregos e a troianos. Não é uma história que reinvente a roda mas, visto que, até agora, a DC não tem tido muita sorte, uma história familiar mas muito bem executada era exatamente o que era preciso.
Gal Gadot conseguiu fazer um grande trabalho nesta personagem. Nas cenas de ação, já sabíamos que a atriz tinha uma grande presença e foi uma agradável surpresa saber que também se safa bem nas cenas mais dramáticas. Não é alguém que faça uma interpretação merecedora de Óscar mas, mesmo assim, consegue cumprir com o pretendido. Consegue personificar a transformação de alguém que pensa que todos os males do mundo são consequência do envolvimento de Ares, para alguém que toma consciência que todos temos a capacidade para o bem e para o mal.
A personagem de Chris Pine (Steve Trevor) podia correr muito mal de duas maneiras. Num filme com uma protagonista, uma realizadora e num movimento feminista cada vez mais emergente, Pine podia facilmente ter sido quase como um “escravo” trapalhão que apenas estaria lá para fazer enaltecer ainda mais a super-heroína. Por outro lado, podia tornar-se a personagem principal, sobrepondo-se aquela que realmente interessa. Mas nada disto aconteceu! Steve Trevor está incrivelmente bem representado, é um espião extremamente capaz e inteligente porém, mesmo sendo claro que não possui os poderes da Mulher Maravilha, não é rebaixado. 
E todo este trabalho extremamente bem-executado deve-se à extraordinária realização de Patty Jenkins, que conseguiu traduzir muito bem a personagem dos comics para o grande ecrã. É verdade que se trata de mais uma história de origem, mas tem coisas suficientes para se conseguir destacar, como o ambiente da Primeira Guerra Mundial. O filme tem uma grande energia e algumas referências ao primeiro “Super-Homem” de Richard Donner. No entanto, volta-se a cair no mesmo erro que afeta quase todos os filmes da Marvel : o vilão não é memorável e a grande luta do terceiro ato foi um pouco exagerada de mais.
 Não podemos deixar de salientar a importância de “Mulher Maravilha”, tanto para os filmes com protagonistas, como “Batgirl” e “Captain Marvel”, como para o universo cinematográfico da DC, que assim nos faz entrar com um pouco mais de confiança para a “Liga da Justiça”.
“Mulher Maravilha” pode não ser melhor que “Logan”, mas mesmo assim consegue ser um grande filme, com uma enorme importância.
 

15/02/2017

Hell or High Water - Custe o que Custar! (Hell or High Water - 2016)



            À primeira vista, este “Hell or High Water - Custe o que Custar!” pode ser um filme que passe despercebido e que não apresente assim nada de especial comparativamente com os outros candidatos. Só que, no fundo, estamos perante um western dos tempos modernos, mas será que merece as quatro nomeações que tem para as estatuetas douradas?
            Um pai divorciado e o seu irmão, acabado de sair da prisão, planeiam um esquema de roubar uma série de bancos, como forma de assegurar o futuro da sua família.
            Se uma coisa que salvou o filme foi ver outro lado de Chris Pine. O ator costuma aparecer mais em grandes filmes de ação, como “Star Trek” ou “Jack Ryan”, e, vê-lo nesta posição mais contida e com semblante mais sério, é uma boa mudança e prova as capacidades do ator. Ver Ben Foster num papel de maior protagonismo é sempre de valor, já que estamos perante um grande ator, que muitas vezes é relegado como personagem secundária. Jeff Bridges faz aquele papel de velho rezingão que faz tão bem, aliás como poucos o conseguem fazer mas, daí a ter sido nomeado para melhor ator secundário, acho que já foi um pouco exagerado.
Destaca-se por ser um filme que reflete a crise económica num ambiente americano diferente, não nas grandes cidades mas sim em terras mais longínquas e perdidas. Onde o desemprego abunda e tenta-se fazer o que se pode para sobreviver. E, para nos mergulhar-mos verdadeiramente neste ambiente, temos uma ótima banda-sonora.
Também nos é proposto um conflito sobre por quem devemos torcer: pelas figuras da autoridade que querem parar estes assaltos ou pelos assaltantes que, embora estejam a fazer o que podem para assegurar o futuro, recorrem a meios ilegais.
Atenção que não é um filme a fervilhar de ação. Temos os assaltos aos bancos e uma cena de tiroteio que, mesmo estando bem executados, não chegam para termos um verdadeiro filme de ação. É verdade que é propositado, pois este é um filme de maior reflexão, mas mesmo assim tem alguns momentos que são aborrecidos.
“Hell or High Water - Custe o que Custar!” tem muita coisa boa e é um verdadeiro western moderno mas não deixa também de ter a sua dose de defeitos.


30/08/2016

Star Trek - Além do Universo (Star Trek Beyond - 2016)



Tenho gostado destes novos filmes de Star Trek, que começaram em 2008, servem como bons filmes de ficção científica, com boas doses de ação e alguma comédia. Talvez se tivesse vistos os primeiros filmes, desde a década de 60, a minha opinião seria diferente, mas só vi os novos e gostei, por isso é nesse ponto em que estamos. No entanto, estava algo preocupado com esta nova entrada porque, pelos trailers, parecia apenas um filme de ação com muitas explosões e sem grande conteúdo (talvez em parte a preocupação deva-se ao facto de o realizador ser Justin Lin, que fez alguns dos filmes da saga "Velocidade Furiosa".)
A USS Enterprise continua a sua missão de explorar o espaço e James Kirk, o seu capitão, está com dúvidas se, de facto, este é um trabalho que quer continuar a desempenhar. Mas essas dúvidas vão ter de esperar quando uma grande ameaça, na forma de Krall, se atravessa no seu caminho.
O filme está dentro do mesmo molde que os anteriores da franquia, por isso se gostaram deles, muito provavelmente vão gostar, caso contrário, também não vai ser desta que vão mudar de opinião. Vá lá, uma coisa está um pouco diferente: existe um tom mais cómico, muito provavelmente inserido devido à influência de Simon Pegg no argumento, que foi muito bem-vindo. E, se na primeira parte ficamos com a sensação que vai haver um maior desenvolvimento das personagens, tal depressa passa para segundo plano quando a ação começa. Claro que é normal que numa situação destas não haja várias considerações profundas mas já no terceiro filme seria bom sabermos mais sobre as personagens.
Temos tudo o que podemos esperar de um bom filme de ficção-científica. Batalhas espaciais, raças alienígenas e muita tecnologia futurista. Tudo acompanhado pelo grande elenco a que já estamos habituados. Só que agora há uma condicionante a mais: arranjar uma maneira de respeitar o falecimento de Anton Yelchin. E, nesse campo, tudo fica pelo melhor com algumas menções a camaradas perdidos, com a camara a depois passar logo para Yelchin. O elenco dos filmes anteriores (Chris Pine, Zoe Saldana, Karl Urban, Zachary Quinto e companhia) trazem de novo os bons desempenhos a estas personagens que já estão habituados a vestir. Nas novas entradas, temos como positivos a presença de Sofia Boutella e como assim-assim Idris Elba, como o vilão Krall que, embora seja bom, não consegue ser memorável.
Num verão em que não houve nada de especial, “Star Trek – Além do Universo” é uma boa maneira de o acabar. É que venham mais e com qualidade sempre a subir.