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24/11/2019

Toy Story 4 (2019)

Alguém estava à espera de ver mais um “Toy Story”? Acho que posso dizer, com alguma segurança, que depois do terceiro filme, todos estávamos contentes com o desfecho desta saga. Por isso, com o anúncio de um quarto filme, a Pixar estava em “risco” de estragar um belo legado.
    Agora como brinquedos da Bonnie, Woody e companhia tem uma nova dinâmica. Quando ela cria um novo brinquedo em Forky e partem todos numa jornada, vão descobrir que o mundo é muito maior do que pensavam.
    Sinceramente, acho este o mais fraco de todos. Parece uma extensão que não justifica a sua existência. É verdade que, no terceiro filme houve a conclusão da história de Andy, com os seus brinquedos, e agora é a vez de Woody ter o seu desfecho. Era preciso? Depois de ver o filme, acho que não. 
    Mas adiante. Uma coisa que notei logo foi a animação. Tanto os cenários como as personagens parecem incrivelmente fotorealistas, com um incrível detalhe. Só que com isso veio um pequeno inconveniente. Muito do aspeto meio “cartonesco” das personagens foi perdido, mas também não é por isso que o filme deixa de parecer incrível.  
    Temos várias personagens novas, o já mencionado Forky, Gabby Gabby, Duke Caboom (nome fantástico, já agora!), e o regresso, com mais protagonismo, de Bo Peep. E, se o regresso do romance de Woody com Peep foi um bom retornar ao passado, o enredo de Forky não foi daqueles que me agradou muito. Foi quase como obrigá-lo a ser uma coisa que ele não tinha qualquer interesse em ser e que não fazia parte do seu destino. 
    Só que o resto do grupo de brinquedos foi varrido para segundo plano, incluindo Buzz Lightyear, e perderam-se muitas das suas interações, o que é uma pena. 
    No final, acabei por gostar deste novo “Toy Story”, porém não teve uma história tão boa, nem causou tanto impacto como os anteriores.

31/01/2018

The Post (2018)

             Um filme realizado por Steven Spielberg e com Tom Hanks e Merly Streep como protagonistas? Por que é que sequer vamos ter uma entrega de prémios? Dêem-lhes já tudo e assim toda a gente poupa alguns trocos e tempo. O quê? Parece que esta proposta não foi aceite… Por isso, veremos se “The Post” merece, de facto, estar entre os grandes ou se esta foi uma grande oportunidade desperdiçada.
            A publicação relativa a um encobrimento sobre a guerra do Vietnam que envolve quatro presidentes norte-americanos coloca em colisão Kay Graham e o governo.
            Não me caiu tudo da melhor maneira. E, se calhar, isso tem muito a ver com as expectativas que tinha depositado no filme. É que a grande trama sobre se se deve tornar público os papéis não me parece tão interessante como a história das consequências dessas publicações. Claro que saber se o direito de expressão prevalece em relação a segredos de estado é algo sempre pertinente, que continua relevante nos dias de hoje, só que, para mim, não foi tratado da melhor maneira.
            Streep é sempre incrível nos desempenhos que faz e, em “The Post”, não há exceção. Mostra-se, inicialmente, como uma Kay Graham que não sabe bem o seu papel na empresa, onde ninguém acredita muito nela, e que, aos poucos e poucos, vai começando a ter a sua voz ouvida. E tal não podia deixar de ser sem a ajuda de Ben Bradlee, (interpretado por Hanks) que lhe tenta mostrar aquilo que define o jornalismo e pelo qual o Post se deve guiar.
Há uma sensação de urgência na corrida pela aquisição e publicação, do estudo relativo à guerra do Vietnam, antes do New York Times, mas, no fim, não se consegue criar um verdadeiro impacto.
Se merece a nomeação para 2 Óscares? Para o de Melhor Filme certamente que não, mas para o de Melhor Atriz Principal não tenho nada contra.

02/08/2017

O Círculo (The Circle - 2017)



            “O Círculo” apresenta uma premissa interessante e que combina muito bem nos dias de hoje. Tem um bom elenco com Emma Watson, John Boyega e Tom Hanks, num papel de vilão (para variar um pouco as coisas, e os trailers até que foram razoáveis, por isso estaremos perante o próximo “Rede Social”?
            Mae encontra o seu emprego de sonho numa poderosa empresa tecnológica chamada Círculo. Porém as coisas não são o que parecem e os verdadeiros objetivos do Círculo vão colocar em perigo a família, amigos e a própria humanidade.
            O tema da privacidade, e a falta dela, é um assunto cada vez mais relevante nos dias de hoje, já que, agora, se partilha qualquer coisa das nossas vidas nas redes sociais. O modo como Mae é persuadida a partilhar cada vez mais da sua vida é feita de maneira muito subtil, até chegar ao ponto em que toda a gente consegue seguir todos os seus movimentos e interações. E, até a dada altura, pode pensar-se que isso não tem problema, só que não é bem assim, certo?
            E como é que é tudo tão aliciante? Porque é dito pelo pai da América, Tom Hanks. Pois, embora não seja um vilão típico, no fundo, quer viciar e controlar todo o mundo. E, embora John Boyega entre no filme e tenha um bom desempenho, tem muito pouco tempo de ecrã. E Emma Watson? Também faz um bom trabalho mas não consegue impressionar-nos.
            O grande problema desta produção é a falha na transmissão da sensação de que aquilo que está a acontecer é de facto importante. É tudo tratado de maneira muito superficial e sem que exista algo em jogo.
            A falta de exploração do tema central do filme faz com que “O Círculo” não seja, propriamente, o filme que se estava à espera.


16/01/2016

A Ponte de Espiões (Bridge of Spies - 2015)



                E chega-nos a entrega de Steven Spielberg de 2015. E, como não podia deixar de ser, é mais um grande filme, de novo numa colaboração com Tom Hanks. Mas será que ainda há espaço para o talentoso cineasta nos nossos cinemas?
                Em plena Guerra Fria, um advogado americano é recrutado para defender os direitos de um espião soviético. Depois disso vai ter de ajudar a CIA a facilitar uma troca desse mesmo espião, por um americano que está em mãos soviéticas.
                 Desta vez parece que tivemos direito a dois filmes, em vez de um. O primeiro é mais um drama de tribunal, onde temos o protagonista a tentar proteger a todo o custo o seu cliente, embora não tenha o apoio de ninguém. O segundo é uma viagem por Berlin onde temos uma troca de prisioneiros. Os dois são interessantes, mas não são nada de extraordinário. A história não puxa muito por quem está a ver e não há bem uma noção dos riscos caso tudo corra mal.
                É verdade que estamos perante um filme de Spielberg, só que a magia do realizador não se nota muito do filme. As prestações são de grande nível, Tom Hanks entrega sempre uma grande interpretação e Mark Rylance foi uma agradável surpresa.
                Por falar em surpresas, foi a quantidade de nomeações para os Óscares que o filme recebeu. Quando vi o filme em novembro não estava nada à espera que recebesse tantas nomeações, principalmente a de melhor filme. “A Ponte de Espiões” é um bom filme, só que acho que não merecia assim tanta atenção, principalmente para o prémio mais importante. Muito provavelmente não vai ganhar aí, mas mesmo assim a nomeação parece-me puxada.
                Mesmo assim é um bom thriller da Guerra Fria que vale a pena ver.


24/01/2014

Ao Encontro de Mr. Banks (Saving Mr. Banks - 2014)



                Quando saíram os nomeados para os Óscares foi um grande alarido sobre “Ao Encontro de Mr. Banks” não ter sido nomeado para nenhuma das categorias principais e apenas se ter ficado pela melhor banda-sonora. E, depois de ver o filme fiquei com a sensação que apenas uma nomeação para melhor atriz seria merecida. 
                Aqui vamos ver, a história verídica, da tentativa de Walt Disney adaptar para o grande ecrã “Mary Poppins”. O problema é que a autora do livro, P.L. Travers, não quer ceder os direitos. Por isso, Disney vai ter de convencer a reticente escritora a mudar de ideias. 
                O que melhor o filme nos oferece é a interpretação de Emma Thompson. A veterana atriz consegue apresentar uma personagem que, inicialmente, não nos vai trazer muita simpatia, mas que ao pouco nos vai fazendo mudar de opinião. Não que a prestação de Tom Hanks não seja boa, mas o papel não é forte que chegue para que o ator consiga brilhar. Também um ponto positivo para a interpretação de Colin Farrell. 
                Todo o ambiente dos anos 60 está bem recriado e tem o seu interesse ver como era o mundo Disney nessa altura. Ver como era uma personagem tão icónica como Walt Disney e ver a fantasia de todo o mundo que gira à volta dele merece ser visto. 
                O que aqui falta é uma história mais consistente. Não que ver como foi que aconteceu uma obra tão conhecida e a vida da sua escritora não valha a pena, mas parece que falta algo para elevar o filme para um patamar superior. 
                Um filme que vale muito pela interpretação da protagonista.


22/10/2013

Capitão Phillips (Captain Phillips - 2013)



                Podem achar que estou a ser injusto mas para mim “Capitão Phillips” vem com um subtítulo “Tentativa deste ano de Tom Hanks para os Óscares”. Mas, sinceramente, depois de o ter visto nota-se que há uma tentativa para isso, mesmo que o filme o tente disfarçar.
                Aqui temos a história verídica do primeiro navio de carga americano a ser assaltado por piratas somalis em mais de 200 anos. 
               O filme conseguiu surpreender-me, estava à espera de alguma coisa apenas pelo razoável, mas acabou por ser algo muito bom. Porque este, ao contrário de “Raptadas” conseguiu manter durante a tensão durante as mais de duas horas de duração.
                O argumento também está bem conseguindo. Não se centra unicamente nos americanos bonzinhos, apresentando também os motivos e personalidades dos piratas. É verdade que para o fim temos um grande show de poderio militar, mas é algo com que se passa bem.
                Tom Hanks conseguiu aqui mais um grande desempenho, em algumas situações parece um tanto forçado, mas no geral consegue ser uma grande interpretação. E, por incrível que pareça, são os nossos vilões que conseguem o melhor desempenho, a seguir ao protagonista, nomeadamente Barkhad Abdi.
                Paul Greengrass, o realizador de dois dos três filmes da trilogia Bourne, conseguiu aqui mais um bom trabalho de realização. Consegue manter o espetador interessado graças a um grande ritmo que nos faz querer sempre saber o que vai acontecer a seguir.
                Em relação aos óscares tenho algumas dúvidas que consiga ganhar algo, é possível, mas acho difícil.
                Um grande filme que merece ser visto.