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05/05/2018

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place - 2018)


            John Krasinski tenta aqui ser o Jordan Peele deste ano, ao nos entregar um filme de terror de grande qualidade que nos surpreende a todos. Além disso, salta para o papel de protagonista e junta-se à sua esposa da vida real, Emily Blunt, para se imergirem neste futuro apocalíptico.
            Uma família - e o resto do mundo, ou, pelo menos, o que sobra dele - é obrigado a viver a silêncio para não serem o alvo de monstros que caçam com a super audição.
            Já imaginaram não poderem fazer um único barulho, caso contrário podiam morrer? Só o pensamento disso é assustador, fazemos sempre algum barulho, quer queiramos quer não, por isso, esta é logo uma tarefa herculeana. E o filme consegue tratar bem essa situação, já que o único caminho seguro por onde a família pode andar está coberta de areia, apenas comunicam entre si por linguagem gestual e têm um sistema de aviso baseado em luzes.
            Mas onde o filme brilha é nas suas personagens, principalmente no chefe de família. Ver aquilo a que o pai está disposto para a segurança da sua família, ao mesmo tempo que tenta solucionar a surdez da filha, é muito envolvente e bem conseguido. Além disso, as relações de todos os elementos, que têm de se habituar a esta nova realidade, estão muito bem retratadas. Adicionalmente, o fim deixou-me extremamente satisfeito.
            Para um filme de baixo orçamento, a qualidade do design das criaturas foi algo que me surpreendeu! Aliás, até estava à espera que só se vissem em movimento rápidos. Só que, por incrível que pareça, estavam muito bem caracterizadas e o seu método de deteção de som foi muito bem exemplificado.
 “Um Lugar Silencioso” é um grande filme de terror que merece ser apreciado nas salas de cinema.


17/08/2016

O Caçador e a Rainha de Gelo (The Huntsman: Winter's War - 2016)



                “O Caçador e a Rainha de Gelo” (ou “Frozen e Brave” como devia ser chamado) é a sequela de “Branca de Neve e o Caçador”, o filme de 2012 que devia ficado quieto, sem qualquer sequela completamente escusada e sem sentido.
                Aqui descobrimos a origem do Caçador (Eric) e da sua amada Sara e de como foram treinados desde crianças por Freya (a irmã de Ravenna) para serem os melhores caçadores e como foram separados por se terem apaixonados.
                À primeira vista, temos um elenco que promete um grande filme, com Kristen Stewart a sair de cena e Emily Blunt e Jessica Chastain a entrarem, com Chris Hemsworth e Charlize Theron a repetirem os seus papéis. Até aqui, tudo bem, mas, quando Chastain começa a falar com sotaque escocês, começa a desgraça. Aparece do nada e sempre que ela fala distraía-me do que estava a acontecer. Num filme com um elenco cheio de gente talentosa, é quase impossível levar qualquer um deles a sério.
                Nesta prequela/sequela, a ação contra criaturas fantásticas foi trocada, na sua maioria, por combate corpo-a-corpo, tornando-se num ponto positivo do filme. Os efeitos especiais também estão razoáveis, com o destaque a ir para os poderes de gelo de Freya. O argumento envolvendo o espelho mágico de Ravenna parece importante mas, na realidade, é quase um objetivo secundário.
                Mesmo gostando deste tipo de filmes de fantasia, este “O Caçador e a Rainha de Gelo” foi uma desilusão.


17/10/2015

Sicario – Infiltrado (Sicario - 2015)



                Emily Blunt está, cada vez mais, a aparecer em destaque em filmes de ação, e até agora têm-se saído bastante bem, principalmente em “No Limite do Amanhã”. Só que, por outro lado, os filmes de Denis Villeneuve (“Raptadas” e “Homem Duplicado”) nunca me conseguiram satisfazer, por isso este “Sicario – Infiltrado” tanto me pode fazer mudar de ideias ou não.
                Uma idealista agente do FBI vê-se envolvida numa operação que tem como função dar um sério golpe no tráfico de drogas na fronteira entre os EUA e o México.
                E, finalmente, Villeneuve conseguiu-me convencer com as suas cenas de suspense. Porque esse era o meu maior problema com os seus filmes anteriores, que criavam grande tensão mas que depois a recompensa não era grande coisa. E, em certa medida, isso também acontece aqui, só que desta vez somos devidamente recompensados pelos incríveis momentos de tensão criados.
                Isto não é um filme de ação. Tem uma sequência ou outra mais puxada, mas aqui o interessante é a história contada e o modo como é contada. E o trio de protagonistas que nos traz este mundo de droga e corrupção têm grandes interpretações. Josh Brolin é o membro mais fraco da equação, mas mesmo assim consegue ser misterioso durante grande parte do tempo, só que é Benicio del Toro que consegue ser aquela incógnita com aquele ar temível, que nunca se sabe quando vai começar entrar em ação. A personagem de Emily Blunt é aquela que passa pela maior transformação, entrando no início cheia de ideias que vão sendo sucessivamente atacados.
                Um filme que nos consegue deixar pregados à cadeira.


03/01/2015

Caminhos da Floresta (Into the Woods - 2015)



                Esta adaptação de um musical da Broadway, com o seu grande e talentoso elenco e com um aspeto que chamava a atenção, parecia ser uma boa maneira de começar o ano. E já com três nomeações para os Globos de Ouro, uma delas para melhor filme Comédia/Musical, tudo ia pelo melhor.
                Aqui vemos a mistura de vários contos de infância, como o Capuchinho Vermelho e Cinderela e a forma como todos estão ligados por uma bruxa, um padeiro e a sua mulher.
                Vamos para começar pelo pior do filme: o Lobo de Johnny Depp. Embora a sua participação seja reduzida, deixa muito a desejar, basicamente pela sua cantoria com demasiadas insinuações sexuais.
                De resto, o filme, mesmo sendo bom, não consegue deslumbrar. Os momentos musicais estão muito desequilibrados. Alguns conseguem ser bons, outros demasiado parados e outros simplesmente ridículos. Não tenho nenhum ódio ou desagrado por musicais, é um género que até não desgosto de todo, mas este não me caiu muito bem.
                Em termos de interpretações, as coisas também ficaram-se pelo mediano. Merly Streep é Merly Streep e consegue fazer um bom desempenho mas o resto não consegue sobressair. Com Emily Blunt ainda consigo simpatizar mas acaba por aí, com principal desagrado para Anna Kendrick.
                “Caminhos da Floresta” é um musical desequilibrado em todos os aspectos, com nenhuma das nomeações nos Globos de Ouro a não serem, de todo, merecidas.